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Ainda é 2018 e todo mundo está aqui

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Ok, nem todos. Este artigo é totalmente pessoal. Ele apenas reflete as experiências que tive este ano e, visto que alguns jogos de 2018 ainda não pude jogar, certos títulos serão apenas mencionados e alguns esquecidos. Isto também não é um ranking, todo os jogos aqui apresentados estão em ordem aleatória.

Mas não torne este espaço apenas um monólogo da minha parte e compartilhe conosco os seus jogos e experiências preferidas do ano de 2018. 

Switch, a calma após a tempestade?

Ano passado o Switch pôde gozar não só de um lançamento com um jogo excelente e muito esperado em Breath of the Wild (coisa que não pode ser falado de seus concorrentes em 2013 ou seus antecessores em 2011/2012), mas também de um ano repleto de títulos importantes e bem espaçados entre si, culminando em pérolas como Super Mario Odyssey e Xenoblade 2. Não há como negar que a Nintendo soube planejar os primeiros meses de seu console como a muito tempo nenhuma empresa fazia.

Mas a performance de um sistema não depende apenas de seu primeiro ano. Afinal, caso isso fosse verdade o Gamecube teria sido um grande sucesso e o 3DS um imenso fracasso. A Nintendo sabia que precisava se organizar novamente caso quisesse manter o momentum e 2018 viu uma estratégia um pouco diferente, uma na qual ela não está só.

Este ano que passou viu a Nintendo trabalhando em parceria com empresas terceirizadas para manter o fluxo de jogos sempre alto. Vamos então relembrar os títulos que marcaram o console.

Jogos Físicos

Bayonetta + Bayonetta 2

A Nintendo abriu o ano trazendo um dos melhores jogos de ação dos últimos dez anos para o Switch junto com sua sequencia que, na minha opinião, consegue ser ainda melhor. Aqui você vai lutar contra hordas de criaturas celestiais, chefes incríveis e resolver pequenos quebra-cabeças em cenários belíssimos.

A melhor parte é que ambos estão disponíveis no mesmo pacote, com a sequencia em formato físico e o original presente como código de download. Definitivamente pagar U$ 60 nesse combo é uma pechincha.

Wolfenstein 2

Inteligência artificial fraca e level design simplório pode manter alguns longe deste jogo, mas o tiroteio satisfatório e a narrativa fora do comum, repleta de personagens carismáticos, conseguem instigar o jogador a continuar. O trabalho impecável da Panic Button também merece menção, em especial o framerate que, sinceramente, consegue ser bem melhor do que eu esperava.

Street Fighter 30th Anniversary

Para quem viveu na década de 90 em meio à febre de Street Fighter II, existe pelo menos uma versão que realmente marcou suas idas ao arcade mais próximo e, por conta disso, se tornou a sua favorita. Para mim foi a original porque a dona do arcade da minha rua nunca quis abrir o bolso para atualizar), mas no SNES foi Super Street Fighter II: The New Challengers.

Mas pra que escolher, certo? Foi essa a mentalidade da Capcom ao desenvolver esta coletânea: Todas as grandes versões arcades de SFII estão aqui, mas não só ele como as de Street Fighter Alpha e Street Fighter III, este último marcou a primeira vez que pude ter uma versão física de Third Strike. São onze excelentes jogos e ainda tem o não tão excelente Street Fighter original, formando um total de doze títulos.

Octopath Traveller

Os JRPGs estão sofrendo uma renascença ultimamente, onde cada vez mais jogadores estão abraçando os aspectos que os fazem tão únicos. Octopath Traveller tem grande parte das características atribuídas aos clássicos deste grupo de jogos: Estórias dramáticas, batalhas em turno, encontros aleatórios, aventuras com ritmo mais lento e um grupo de protagonistas diversificado. Se você curte isso tudo, esta aventura não vai te decepcionar.

Mas não só de herança vive Octopath Traveller. Um sistema de batalha estratégico com um sistema de risco e recompensa muito bem projetado é o que faz as inúmeras batalhas serem tão viciantes, e a possibilidade de escolher entre oito aventuras na ordem que desejar apenas reforça o sentido de liberdade que o jogo te dá.

Mega Man 11

Como eu me sinto de começar o ano tendo certeza que uma das minhas séries favoritas estava abandonada pela Capcom e, do nada, recebemos um título novinho em folha que consegue capturar tão bem a sua essência? Mega Man 11 não é apenas um bom jogo, ele é um bom Mega Man.

Tudo está presente: A dificuldade elevada, o level design fantástico, os inimigos simples mas muito bem projetados e os chefes instigantes. Como se isso não fosse o bastante, a introdução do double gear system dá uma chacoalhada no gameplay base, mas em nenhum momento se mostra obrigatório para os jogadores mais experientes.

Dragon Ball FighterZ

Eu nunca gostei muito dos jogos de luta de Dragon Ball. Até agora. 

FighterZ é um jogo de luta 2D que transpira DB em todos os sentidos. Cada golpe dos personagens foi pensado baseado em suas características do mangá e anime, e este último serviu como inspiração para o estilo artístico e animações do jogo.

Mas por trás de toda estética feita para agradar os fãs mora um jogo de luta bastante fluido, divertido e acessível. O modo online funciona a contento e o modo estória, embora chato às vezes, cumpre seu papel e oferece umas interações legais entre os personagens.

Mario Tennis Aces

Este foi o jogo multiplayer mais jogado no meu Switch este ano. Claro que aproveitei diversas partidas online enquanto que não era pago, mas foi no multiplayer local com quatro jogadores que o título brilhou. A jogabilidade simples, as mecânicas acessíveis e estética alegre conseguiram tirar Mario Kart do trono nas game parties na minha casa.

Pokémon Let’s Go: Um jogo de aventura na série Go que leva o jogador de volta à Kanto acompanhado de Pikachu ou Eevee.

Super Smash Bros. Ultimate: A mais nova edição do jogo de luta com a turma da Nintendo e agregados traz não somente todos os lutadores que já participaram da série, mas também alguns novos para batalhas com até 8 adversários.

Super Mario Party: Considerado o primeiro jogo realmente bom da série em praticamente duas gerações. Prepare alguns Joy-Con extra e chame os amigos!

StarLink: Um shooter de nave espacial num mundo aberto. A versão do Switch chamou atenção devido à turma de Star Fox estar presente e ter sua própria estória no jogo.

Xenoblade Chronicles 2: Torna – The Golden Country: Uma expansão do jogo lançado ano passado que de tão boa recebeu uma edição própria, desvinculada do título original.

Kirby Star Allies: Combine suas habilidades com as de mais três amigos para vencer os desafios dessa linda aventura do Kirby.

Monster Hunter Generations Ultimate: Uma versão em alta definição do jogo mais completo da franquia no 3DS.

Mega Man X Legacy Collection: O que dizer de uma coletânea com oito jogos de Mega Man X? Os mais novos não são tão bons, mas existe bastante conteúdo aqui para aproveitar por um bom tempo.

Dark Souls Remastered: Um jogo para investir horas e horas de sua vida aprendendo sobre suas mecânicas e seu mundo.

Crash Bandicoot N’Sane Trilogy: Os três primeiros jogos do Crash com visuais atualizados continuam divertidos como sempre!

The World Ends With You: O RPG mais original que a Square-Enix lançou este século recebeu uma versão para Switch. Há um certo downgrade na jogabilidade, mas se você não tem acesso a um DS então esta versão é mais que recomendada.

LABO: A Nintendo não cansa de introduzir idéias inovadoras no mercado. LABO é o melhor exemplo de como usar tecnologias simples, como câmera IR, vibração e… papelão para desenvolver algo divertido e único.

Jogos Digitais

Bloodstained: Curse of the Moon

Curse of the Moon: Poucos jogos conseguem capturar a estética de um jogo de Famicom/NES como Mega Man 9/10 e Shovel Knight, mas agora temos Curse of the Moon no mesmo grupo. 

Mesmo tendo uma dificuldade mais elevada que o padre atual, este não é um jogo tão difícil quanto os da década de 90, mas a execução é tão fiel (e as vezes meio descarada) que me sinto jogando Castlevania 3.

Dandara

Dandara é a prova que no Brasil existem excelentes game designers. O jogo inteiro gira em torno de uma mecânica única de se transportar através de superfícies que em pouco tempo se torna extremamente natural. A estética e estória apresentada também são um show a parte. A mistura do imaginário coletivo regional com arte e folclore brasileiro causa um resultado único.

A dificuldade elevada por assustar alguns, mas mesmo assim não deixo de recomendar ao menos tentar.

Ikaruga

Um dos melhores shooters do mundo chegou ao Switch em sua versão mais completa e mais acessível. O sistema de phasing continua genial e a dificuldade continua elevada, mas é só mudar a dificuldade e qualquer um pode terminar Ikaruga.

E terminá-lo é algo que conselho fortíssimo, tendo em vista que serão os possíveis 30 minutos mais eletrizantes de sua vida.

Okami HD

Meu jogo favorito em 2006 é uma aventura imensa através do Japão feudal. A cultura local é apresentada de uma forma belíssima ao mesmo tempo que te coloca numa aventura aos moldes da série Zelda. Calabouços para ser desvendados, personagens carismáticos, estória envolvente… é difícil não amar Okami.

Fortnite

Tenho que confessar que a primeira (e segunda e terceira) vez que joguei esse jogo simplesmente odiei. Não sabia como fazer absolutamente nada, mas depois que uns amigos do Discord jogaram junto comigo eu mudei de opinião. O jogo é bastante divertido quando não se está sozinho, e depois que pega o jeito a jogatina fica bem fluida. Infelizmente a falta de sincronia com os amigos para achar um bom momento de jogar juntos não está mais acontecendo então eu decidi desinstalar.

Ah, e é de graça ;-D

Celeste: Um jogo de Ação/Puzzle que de tão divertido concorreu cara a cara com os pesos pesados da indústria pelo título de jogo do ano.

Guacamelee 2: A sequencia de um dos jogos mais divertidos que joguei no PS Vita. Toda a estética do jogo é fantástica (mas não recomendada para pessoa com epilepsia) e o combate é bem divertido, embora bem difícil as vezes.

Runner3: Terceiro jogo da série que começou no Wii e o mais completo até então.

Warframe: Jogo f2p que tem uma estória até legal e anos de evolução. Caso não queira algo com o escopo tão grande quanto Fortnite, esse aqui é a medida certa.

Outlast Bundle of Terror e Outlast 2: Dois dos melhores jogos de terror da atualidade não devem em nada à versão de seus consoles maiores.

Splatoon 2: Octo Expansion: Não é apenas um simples DLC e sim uma expansão que afeta praticamente todas as áreas do jogo base. Uma ótima forma de extender a vida útil de Splatoon 2.

Horizon Chase Turbo: Inspirado em jogos como Outrun e Top Gear, mesmo quem não era gamer na década de 90 vai se divertir bastante com esse jogo.

E você, quais são os jogos que marcaram o seu ano? Compartilhe conosco nos comentários!

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8 Comentários em "Ainda é 2018 e todo mundo está aqui"

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Mestre_Construtor
Amiibo
Muitos jogos bons este ano. Que 2019 seja ainda melhor. Acho que Celeste foi o jogo que mais me marcou em 2018. Muito foda. Level design, mecânicas e história excelentes. Tô tentando ainda pegar os morangos que faltam e terminar as fases extras. Também preciso jogar Dandara. Mas confesso que estou mais interessado por ser um jogo BR do que pelo jogo mesmo. Um jogo muito falado mas que eu achei mediano foi The Messenger. O jogo é bom, mas as fases são pouco inspiradas e o gameplay não evolui. Tem vários jogos que gostaria de ter jogado, mas a… Ler mais »
mauroalves
Amiibo

Fortnite é modinha.

Street Fighter Alpha é só nos EUA e Europa, no resto do mundo é Zero.

Reclamar da dificuldade de Dandara é coisa de Nutella.

Aristarkh
Amiibo

Zero é só no Japão e Brasil, resto do mundo é Alpha.

E o 30TH collection usa as versões americanas dos jogos, mesmo no Japão, então não está errado o Mahon falar Alpha, no fim é mais um mico que vocês está pagando de graça por motivo imbecil.

cvertigem
Amiibo

É verdade que é a versão européia do Bayonetta 2 que vem com o código do primeiro?

Na loja de games da minha cidade o Bayonetta 2 não vinha com o código do primeiro, e o cara da loja me disse isso, acabei optando por Monster Hunter que era outro jogo que eu queria…

Aristarkh
Amiibo

VOCÊ JOGA WARFRAME E NÃO ME AVISOU?