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A nova odisseia de Mario

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Mario não é o rosto mais conhecido dos videogames à toa. A cada novo console de mesa lançado, a Nintendo sempre soube apresentar o personagem em jogos carismáticos que simplesmente abrilhantam a lista de games do console e marcaram época. Da base dos jogos plataformas 3D em Super Mario 64 ao uso criativo do F.L.U.D.D. em Sunshine e a gigantesca jornada espacial nos dois Galaxy, a empresa nipônica sempre soube reinventar a sua maior franquia sem fazer com que ela perdesse a sua essência, e até mesmo o apagadinho 3D World soube mostrar um uso criativo que misturava a mecânica dos jogos 2D da série em um mundo 3D. E, agora, ela está prestes a mostrar o novo futuro do encanador bigodudo.

Marcado para sair no próximo dia 27, Super Mario Odyssey é o grande jogo que a Nintendo preparou para consolidar o sucesso do seu novo console híbrido, o Switch, após uma leva inicial de títulos como The Legend of Zelda: Breath of the WildSplatoon 2Arms e Mario Kart 8 Deluxe.

 Como história nunca foi o ponto forte dos jogos plataformas da franquia, a trama reúne Mario a um fantasmagórico chapéu chamado Cappy para resgatar a Princesa Peach, sequestrada por Bowser para um casamento forçado, e a irmã de Cappy, Tiara. A história simples serve como justificativa para a inclusão do grande elemento de gameplay deste jogo: a possessão de praticamente tudo no jogo a partir do chapéu.

Ao lançar Cappy em diferentes inimigos e objetos do cenário, Mario consegue assumir as suas diferentes formas, alterando significativamente o gameplay. De tiranossauros a pequenos Goombas, de Bullet Bills a bolhas de lava, o personagem se transforma e, junto a isso, muda toda a dinâmica do jogo, trazendo uma variedade sem precedentes para a franquia, talvez até maior do que as centenas de planetas de Galaxy.

Dessa vez, a desenvolvedora resolveu retornar às origens dos games 3D da franquia e focar na exploração, ao invés da plataforma, o que colocará o encanador em diferentes cenários para coletar Power Moons. Lado a lado desses elementos clássicos, novidades como a primeira trilha cantada, a ausência de power ups famosos, a primeira cidade “real” e até a compra de blusinhas, digo, roupas e vestimentas para o Mario.

E talvez faça sentido ver o Mario mais ousado até agora acompanhar o console mais ousado da Nintendo. Lançado em março deste ano, depois do fracasso comercial que foi o WiiU, ainda que este tenha ótimos jogos como o Splatoonoriginal e Bayonetta 2, o Switch saiu com a difícil tarefa de reerguer a moral da Nintendo e ainda ser o primeiro console híbrido realmente funcional e prático. E o pequeno videogame está conseguindo desempenhar o seu papel com louvor, conquistando cada vez mais espaço no mercado, ganhando a confiança das thirds, com anúncios de ports de jogos como DoomL.A. Noire e Wolfenstein II, e praticamente voando das prateleiras no exterior a cada nova remessa que chega nas lojas.

Nesse panorama, o papel de Odyssey é bem mais fácil do que o de Super Mario 3D World e, por isso, talvez a equipe da empresa tenha tido maior possibilidade para testar novos elementos e inovar mais a franquia ao invés de apostar numa versão maior para suceder o 3D Land, sucesso lançado para o portátil 3DS, como o título de Wii U. Por outro lado, a odisseia de Mario neste momento é, justamente, a de lembrar a todos o porquê essa é uma das franquias mais significativas da história dos videogames.

Como disse Pauline, esta é a hora do mascote da Nintendo pular o mais alto possível e partir em busca de uma nova aventura.

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