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Análise: Atelier Lydie & Suelle: The Alchemist and the Mysterious Painting

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Vou começar essa análise já dizendo: se você quer um JRPG esperando por um sistema de batalhas interessante e complexo, esqueça esse jogo, ele não é para você. Atelier Lydie & Suelle: The Alchemist and the Mysterious Painting é um game mais voltado para a exploração, focado na construção de personagens e nas mecânicas de criação de itens, então comprem o jogo esperando enfoque nesses pontos, beleza?

Atelier Lydie e Suelle: The Alchemist and the Mysterious Painting é um game desenvolvido pela Gust e publicado pela Koei Tecmo, lançado para Nintendo Switch. O game conta a história das gêmeas Lydie e Suelle na sua empreitada de se tornarem as maiores e mais incríveis alquimistas do reino. O que para mim, já é um grande diferencial em JRPG’s. Você não está enfrentando nenhuma ameaça ao reino, ou ajudando pessoas depois de ter caído de paraquedas no meio de uma trama complexa. A motivação delas é crescer para elas próprias.

O game conta essa trajetória com uma leveza incomum, as protagonistas, uma oposta a outra são engraçadas, por vezes cacofônicas, mas muito determinadas. O pai delas, o Roger, absolutamente relapso, estará mais preocupado com suas misteriosas pinturas (e por isso o título do game), do que em cuidar de suas amadas filhas. Roger é o engraçadão. A gente ainda encontrará outros tantos personagens bastante diferentes, e todos muito bem construídos como a Lucia, que inicialmente se mostra uma rival, mas na verdade gostaria de conquistar a amizade das protagonistas, a devota Grace na igreja, Pamela e vários outros.

O game tem um board de quests, que variam entre vencer determinados tipos de inimigos, coletar alguns tipos de itens, criar itens para determinados personagens, e muitos deles possuem prazos específicos para sua conclusão, portanto é bom ser bem organizado na hora de aceitar determinadas quests.

Criar itens no caldeirão consome tempo e parte da estratégia do game é saber o tempo necessário para a confecção desses itens. A alquimia dos itens também é muito divertida, e a cada item novo descoberto, você pode desbloquear novas receitas, que ficam sempre disponíveis no menu do jogo de forma bem organizada.

Como eu disse, o game não se foca nos combates, sendo eles extremamente simples e pouco engajantes, se por um lado a construção de personagens é excelente, o design dos inimigos está entre o genérico e o sofrível, com modelos simples e pouco animados.

Outro ponto negativo é a performance do game, os gráficos não são tão bons e não justificam, por exemplo, as quedas de quadros por segundo em alguns momentos do game. O jogo tem cenários também pouco detalhados, o game é chapado, sem muitas texturas, é realmente de se estranhar a baixa performance principalmente em modo portátil.

Já em compensação, a trilha sonora me cativou bastante, ela é calma, adocicada e consegue preencher bem os diversos momentos da gameplay.

85%
Muito bom

Lydie & Suelle é uma excelente escolha como game de criação, com quests bastante divertidas, que com o passar do tempo vão se tornando verdadeiramente desafiantes. O jogo pode não ter os combates mais interessantes para um JRPG, nem os gráficos mais bem executados do console, mas compensa suas falhas com uma boa história, com as mecânicas de alquimia e a exploração.

  • Final

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3 Comentários em "Análise: Atelier Lydie & Suelle: The Alchemist and the Mysterious Painting"

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Will Garcia
Amiibo

Quando comprar o switch com certeza vou comprar, me estranho muito não ter jogos da serie Atelier para o 3DS.

Emissario
Amiibo

Comprei e tô gostando.
Ironicamente o que mais me empolgou foi os combates, achei-os divertidos e dinâmicos.
Os graficos de fato são feios, não curtir muito mas, não é algo que chegue a atrapalhar.