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Análise: Blade Strangers

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Atualmente, existem inúmeros jogos de luta no mercado que brigam pela atenção de jogadores e procuram deixá-lo entretido por muitos meses após seus lançamentos, seja por meio de atualizações ou eventos. Nesse contexto, ser apenas bom já não basta para atrair e manter a atenção dos jogadores, e esse é o ponto fraco de Blade Strangers.

O título é um crossover publicado pela Nicalis e contém personagens de vários jogos como Code of Princess, Umihara Kawase, Azure Striker Gunvolt, Cave Story e outros. Pessoalmente, não conheço as obras de origem para saber o quão bem foram adaptados, mas cada personagem tem seu estilo único de luta, criando um conjunto de personagens jogáveis bem diversificado.

A jogabilidade de Blade Strangers é de um jogo de luta 2D, cujos personagens estão bem próximos à câmera, fazendo com que pareçam relativamente grandes e a velocidade da partida não seja alta. O jogo tem um enfoque nos footsies, ou seja, em conhecer bem o alcance de seus próprios ataques e do oponente para encontrar as chances ideais de ataque. Uma vez que o primeiro golpe é desferido, é relativamente simples de se realizar combos mais extensos.

Simplicidade é o maior diferencial de Blade Strangers, já que este simplifica todos os comandos de um jogo de luta com o intuito de ser mais acessível. Não existem movimentos como meia-lua, shoryuken ou 360°, sendo que todos os golpes e mecânicas são ativados por uma combinação de até dois botões. Similar à série Super Smash Bros, Blade Strangers possui um botão responsável por todos os especiais e que altera o especial desferido de acordo com a direção que o jogador pressionar (cima + especial será um ataque, frente + especial será outro, por exemplo). O mesmo se aplica a outros botões, com o direcional alterando os ataques desferidos.

Infelizmente, a simplicidade de Blade Strangers é traída pelo número de mecânicas que o jogo possui e como todas elas se encaixam. Existem quatro botões básicos: Ataque Fraco, Ataque Forte, Especial e um quarto botão situacional, que age como antiaéreo, quebra de defesa baixa ou como uma rasteira. Combinando até três desses 4 botões, é possível executar agarrões, super-ataques, especiais melhorados, cancelamentos universais e mais. Chega a ser difícil acompanhar quais combinações corretas fazem o que exatamente.

O tutorial do jogo cobre o básico de cada mecânica, no entanto, as explicações são péssimas e muito básicas, abordando apenas o funcionamento de cada mecânica, ao invés de também explicar como podem ser aplicadas em uma luta. Títulos como Skullgirls e Under Night In-Birth demonstram que jogos de luta de nicho podem ter tutoriais excelentes, algo que ficou faltando em Blade Strangers.

Os demais modos de jogo são o Arcade, Survival, Desafios, Modo História, Versus, Treino e o Online. Arcade trata-se de uma sequência de lutas e é o ideal para sessões curtas de jogo; o Survival segue na mesma linha, porém sua energia não se recupera completamente após uma luta. Os Desafios envolvem realizar combos com cada personagem e muitos deles não me pareceram úteis para partidas reais. O Modo História não é particularmente interessante e tem um pouco de diálogo entre as lutas. Versus é o modo para dois jogadores locais. O Online existe, porém está completamente deserto.

65%
Regular

Blade Strangers é um bom jogo, mas ele não consegue causar uma forte impressão para destacá-lo dos demais títulos do mercado.

  • Design

Jogo analisado com código fornecido pela Nicalis. 

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7 Comentários em "Análise: Blade Strangers"

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mauroalves
Amiibo

Análise feita por quem nunca jogou os jogos de origem dos personagens presentes nem deve ser levada em consideração.

Zain Zahir
Amiibo
Online vazio não é um negativo do jogo. É um negativo extra-jogo, isto é, não se configura como algo mal-feito do game (na realidade você nem sabe se ele está tudo ok ou se está ruim, já que não conseguiu jogar). Listar isso como ponto negativo demonstra que você não sabe apontar o que é um ponto negativo em um game. Ao apontar um ponto positivo ou negativo de um game, deves verificar se o ponto pertence a estrutura construtiva do jogo e não a algo externo a ele. O online depende de pessoas terem adquirido o game e terem… Ler mais »