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Análise: Crash Team Racing Nitro-Fueled

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Mario Kart é indisputavelmente a série mais popular no gênero de corrida com karts e sua influência foi muito além do público que costuma consumir esse tipo de conteúdo. Essa expansão virou motivo para inúmeros jogos adaptarem as mecânicas de Mario Kart em seus próprios jogos de corrida, oferecendo uma experiência semelhante a série da Nintendo. Foram poucos os títulos que efetivamente conseguiram se destacar pela sua qualidade e Crash Team Racing, originalmente lançado no PSX, é um dos melhores exemplos dos que conquistaram um público.

CTR optou por utilizar uma jogabilidade que requer mais habilidade do jogador se comparado a Mario Kart e um menor foco no uso de itens. O sistema de turbo em CTR funciona de modo que é possível realizá-los de maneira consecutiva e o design das pistas faz com que dificilmente seja necessário diminuir a velocidade. Os turbos são ativados de duas maneiras: Saltando e derrapando com o veículo, sendo que a potência do primeiro método depende da altura do pulo e do segundo depende do bom tempo dos inputs do jogador enquanto se derrapa.

Em contrapartida, CTR também é um jogo menos receptivo para iniciantes do gênero e deve agradar veteranos do gênero que procuram um desafio considerável. O modo aventura funciona como um compilado de corridas e desafios e, mesmo no modo normal, tem uma dificuldade considerável. Os desafios envolvem vencer o tempo estipulado pelos desenvolvedores, coletar cristais em um arena e obter as letras C,T e R escondidas pela pista enquanto se vence a corrida (servindo efetivamente para demonstrar caminhos alternativos para o jogador).

A AI em CTR é irregular, com momentos de extrema dificuldade e brutalidade contra o jogador. Algumas fases do modo aventura tornaram-se picos de dificuldade simplesmente porque a AI não me deixava pilotar em paz por um momento ou porque o efeito rubberband (que causa os oponentes acelerarem ou diminuir sua velocidade para estarem próximos do jogador) parecia muito mais intenso do que o normal. Foram casos pontuais, mas que podem causar certa frustração.

Indo além do esperado de um remake, Nitro-Fueled adiciona pistas de outros jogos de corrida do Crash, no entanto, estas não estão presentes no modo aventura, podendo ser jogadas em todos os outros modos como corridas únicas, torneios, modo online e mais. O título também oferece uma grande variedade de personagens e customizações de veículos, sendo que esse conteúdo deve aumentar consideravelmente com as adições realizadas por temporadas do jogo.

A versão de Switch roda a 30 fps fixos em ambos os modos, sendo que a grande vantagem dessa versão é a portabilidade que consegue manter a jogabilidade estável e uma resolução menor, porém aceitável. O maior problema do título se comparado com as demais versões está nos tempos de carregamento que são excessivamente longos (~30 segundos) e acontecem de maneira frequente. Felizmente, um patch recente melhorou bastante esse defeito, apesar que alguns carregamentos ainda são longos, porém menos frequentes. Outro negativo da versão de Switch é que o modo online já se encontra praticamente deserto, portanto, é um título melhor aproveitado com amigos e localmente do que online.

Jogo analisado com código fornecido pela Activision.

90%
Excelente

Nitro-Fueled é um excelente jogo de corrida e um excelente remake de um clássico. Sua jogabilidade recompensa a habilidade do jogador e o grande sucesso do título é sempre atrair o jogador com mais conteúdo e desafios para que seu desempenho sempre melhore.

  • Design

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Domucacto_Kunomauroalves Autores de comentários recentes
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mauroalves
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mauroalves

Reclamar da AI é coisa de nutella.

Domucacto_Kuno
Amiibo

falar “coisa de nutella” é coisa de retardado.