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Análise: De Blob

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De Blob foi lançado originalmente para o Wii há cerca de dez anos e agora chega ao Nintendo Switch em uma versão remasterizada, trata-se de um jogo que mistura plataforma com quebra-cabeças cujo objetivo é colorir tudo que encontramos pela frente. Ora, mas qual o pretexto para isso? Simples, uma corporação alienígena denominada INKT invadiu a cidade Chroma transformando-a em um lugar monocromático e, para piorar as coisas, proibiu seus habitantes de se divertirem. Sendo assim cabe a nós, assumindo o comando de Blob, a missão de trazer de volta todo o colorido e a alegria da cidade.

Nosso herói, o Blob, é literalmente uma espécie de bolha, ele tem o poder de absorver tinta, colorir e dar vida aos objetos com os quais ele entra em contato, e isso vale tanto para árvores quanto para cadeiras, barracas de praia e até prédios inteiros.

Diferentemente da versão lançada no Wii que utilizava controles por movimento, agora controlamos o personagem com o direcional esquerdo, enquanto controlamos a câmera com o direcional direito. O pulo é acionado com o A e o ZL nos permite mirar nos inimigos. Ao longo das fases há vários desafios que podem ser iniciados apertando-se o botão Y. Cada fase deve ser vencida em um tempo pré-estabelecido, e conforme vamos avançando ganhamos tempo extra. Manter o X pressionado faz surgir um tipo de bússola em torno do personagem que nos indica os principais pontos de interesse na fase.

Novas áreas do mapa principal vão sendo desbloqueadas à medida que vamos acumulando pontos. Há muitas áreas a serem exploradas e o desafio cresce lentamente à medida que avançamos. Ao finalizarmos as fases no modo principal podemos jogá-las novamente no modo de pintura livre, sem inimigos e sem o marcador de tempo. Além desse modo, há também a opção de multiplayer para até quatro jogadores.

Do ponto de vista gráfico o game entrega sua idade, neste aspecto a maquiagem HD aplicada pela desenvolvedora BlitWorks não foi suficiente para esconder as marcas do tempo. Algo que me incomodou foi o tamanho reduzido das caixas de texto presentes no game, seu diminuto tamanho dificulta a visualização e consequentemente a leitura.

A música tem um papel de destaque no jogo e é um de seus pontos altos, conforme vamos colorindo as áreas novos instrumentos vão sendo incorporados à melodia, e isso faz com que o game ganhe um ritmo bastante agradável e interessante.

As boas ideias de dez anos atrás já não parecem tão boas assim hoje em dia, a campanha principal acaba se revelando um pouco cansativa. Há também alguns problemas com a câmera. Já o modo de pintura livre é relaxante e as partidas multiplayer são muito divertidas.

O jogo foi gentilmente concedido pela THQ Nordic para esta análise.
(The game was kindly granted by THQ Nordic for this review.)

 

70%
Bom

Dez anos após o lançamento original para o Wii as cores de Blob já parecem um pouco desbotadas. A jogabilidade se mostra repetitiva e isso faz com que a campanha principal - que é extensa - se torne até um pouco cansativa. A substituição dos controles de movimento por um esquema tradicional foi muito bem vinda, bem como a possibilidade de aproveitar o jogo no modo portátil. A parte sonora é ótima e as várias opções de multiplayer local garantem a diversão.

  • Design

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