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Análise – Death Road To Canada

Alguma vez na vida aparece um daqueles jogos em que te lembra de um outro que tenha jogado na infância mas acabou que não aparecendo nos dias atuais. Se você jogou Zombies Ate My Neighbors, primorosa obra dos bons tempos de LucasArts, Death Road to Canada é praticamente uma homenagem ao título.

Death Road to Canada conta a história de uma galera que está à caminho do Canadá em uma era apocalíptica, com zumbis espalhados por todas partes e eles precisam visitar diversos locais para garantir sua sobrevivência recolhendo mantimentos e ferramentas que facilitem seu processo de chegada ao país na América do Norte.

Death Road to Canada foi co-desenvolvido pela Rocketcat Games em conjunto com a Madgarden, possui um mundo que é gerado de forma aleatória, garantindo que as personalidades de cada pessoa que você encontra, além dos mais de 500 tipos diferentes de zumbis garantam que sua aventura não seja a mesma, ou seja, não adianta tentar decorar determinadas ações pois sempre serão aleatórias.

Os controles do jogo são relativamente simples, são poucos botões que você utiliza para realizar as ações como ataque e correr – basicamente é o que se necessita para sobreviver em meio ao caos. Mas a simplicidade morre nos controles e nas telas de seleção, opções e afins, porque assim que você começa a explorar um determinado local – que no começo pode parecer tranquilo – hordas e mais hordas de mortos vivos invadem tudo e ao primeiro sinal de percepção de sua presença, ou você ataca no modo solo caso sejam poucos ou usam ferramentas de destruição em massa no mutirão de zumbis, ou você corre como se não houvesse amanhã – caso contrário, a morte será certeira!

O jogo é ação e suspense do começo ao fim, deixar para resolver as coisas quando anoitece só aumenta mais a dificuldade, em contrapartida porém, ter um colega ao seu lado (seja os membros controlados por Ai ou um colega através do co-op local) pode ajudar – e muito – a combater as dezenas que vêm com fome de morte pra cima de seus personagens. E esse aqui é um ponto a se levar em conta aliás: recrutar novos membros para sua equipe é essenicial para garantir sobrevivência, e você também terá que investir um bom tempo cuidando de suas necessidades como fome, sanidade mental, treinamento e até mesmo garantir que sejam de confiança e não te abandonem na hora “H”.

Não há o que comentar à respeito de desempenho: o jogo flui muito bem em qualquer um dos dois modos e vai te garantir boas horas de desafio.

A crítica aqui fica para a simplicidade em excesso empregada em alguns pontos do jogo. Começo pelo essencial que ´o modo combate, ainda que ele faça uso de algumas habilidades únicas que cada membro possa utilizar em sua equipe, por ser raso demais após algum tempo aquilo se torna algo não muito efetivo, passando a sensação de que falta alguma coisa para melhorar o embate contra os monstros. Além disso, existem dois fatores repetitivos que podem incomodar aqueles que optarem por ficar horas jogando: O primeiro é a música, ela possui pouquíssimas variações e até mesmo os efeitos sonoros se repetem; O segundo são as fases e seus eventos, eu confesso que com tanta aleatoriedade empregada eu esperava um pouco mais dos eventos e locais – eles se repetem ao longo do tempo e mata aquele gosto de surpresa que você espera ao avançar.

O jogo foi gentilmente concedido pela Ukiyo Publishing para esta análise.
(The game was kindly granted by Ukiyo Publishing for this review.)
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