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Análise: Diablo II: Ressurected

  1. Nós do SWITCH BRASIL repudiamos qualquer tipo de abuso ou violência praticados pelo ambiente tóxico de trabalho reportado pelos funcionários da Activision Blizzard.

    O intuito da análise abaixo é apenas informar os potenciais consumidores sobre a opinião do redator em relação à proposta do jogo comercializado pela companhia. JAMAIS APOIAREMOS SUAS ATITUDES perante seus trabalhadores.

    Também enfatizamos que caso você passe por qualquer tipo de problemas envolvendo abusos de qualquer natureza, DENUNCIE imediatamente para o Disque 100 ou Ligue 181.

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Diablo II é considerado como um dos grandes RPGs clássicos do PC e sua atual remasterização, Ressurected, traz uma nova oportunidade para que jogadores de Switch e das demais plataformas possam conhecer o título. Diablo II Resurrected também marcou minha primeira vez jogando o título, sendo que minha experiência com a série e o gênero veio a partir de seu sucessor e de vários outros indies lançados na época. 

Vamos esclarecer que Diablo II: Ressurected segue uma atual tendência de atualizar a parte gráfica da obra original enquanto mantém seus sistemas de jogo, para o melhor e para o pior, intactos. Portanto, este é, essencialmente, o mesmo jogo lançado em 2000 com um novo visual muito mais moderno e com algumas poucas alterações para a conveniência dos jogadores como, por exemplo, a possibilidade de carregar mais itens com seu personagem. 

Vale ressaltar que a parte gráfica recriada ficou ótima com uma variedade de melhorias em modelos, resolução e especialmente iluminação. As cutscenes criadas são extremamente bem produzidas e, melhor de tudo, o jogo roda maravilhosamente no Switch mesmo em seu modo portátil. Em termos do que efetivamente foi alterado nesse novo lançamento, foi um trabalho absolutamente excelente. 

Diablo segue um objetivo bastante simples de jogabilidade: Ir em uma fase com um layout parcialmente aleatório, derrotar os vários inimigos ali, obter novos equipamentos com propriedades aleatorizadas, melhorar seu personagem e avançar para uma fase ainda mais difícil para se obter recompensas ainda melhores. Ao contrário de muitos RPGs, Diablo II coloca ênfase em sua jogabilidade e no seu viciante aspecto de procurar equipamentos e tesouros cada vez melhores em calabouços cada vez mais perigosos e complexos. 

A aleatoriedade das fases, francamente, não é um ponto muito perceptível durante uma única jornada, tornando-se um quesito muito mais atrativo para aqueles que pretendem jogar o título múltiplas vezes e com as várias classes disponíveis no jogo. As classes fornecem um “arquétipo” para seu personagem, mas existem várias possibilidades dentro deste sobre como construir sua estratégia. Minha personagem, por exemplo, foi uma Assassina que focava em ataques de curta distância e ataques especiais que se tornavam mais fortes a partir de cargas especiais. Outras possibilidades para a Assassina seriam focar em armadilhas ou ainda mais no combate corpo a corpo ou várias outras estratégias possíveis. Adicione o fato que seus equipamentos têm características aleatorizadas e as possibilidades aumentam consideravelmente. 

Essas características não são particulares de Diablo, especialmente considerando que o sub-gênero “Looter” tem se expandido no atual mercado em vários outros gêneros como FPS com Borderlands, TPS com Outriders e muitos outros que, de certa forma, sucederam a experiência de Diablo como, por exemplo, o próprio Diablo III, os jogos da série Torchlight, Path of Exile, entre muitos outros. Esse talvez seja o maior “problema” de Diablo II: Resurrected, a expansão do gênero nos últimos anos oferece tantas opções com experiências semelhantes e com sistemas mais expansivos e polidos que o retorno do clássico é mais recomendado para fãs de longa data do título ou jogadores que procuram ainda mais conteúdo no gênero em seu Switch ou para aqueles que pretendem aproveitar o modo online junto com amigos. 

A jogabilidade de Diablo II foi muito bem adaptada para o Switch, principalmente considerando que o original foi lançado apenas para PC e existem certas limitações em trazer essa interface diretamente para os consoles. A maior “perda”, por assim dizer, está na precisão dos ataques em determinados inimigos que, por haverem muitos em tela de uma única vez, fica difícil mirar exatamente no inimigo que você deseja. Em grande parte dos confrontos isso não será problema, mas contra um chefe ou um inimigo particularmente poderoso em meio a outros inimigos, pode levar à derrota. A vantagem do Switch está justamente na sua portabilidade, que é bastante adequada para o gênero. 

Existem outros aspectos do título que causam pequenos incômodos como, por exemplo, o reuso de inimigos de maneira muito rápida, a progressão de equipamento e habilidades é relativamente lenta para os padrões atuais e mesmo com o inventário expandido você ainda vai ignorar muito dos tesouros em um calabouço ou fazer várias idas e voltas (com teleporte) para a cidade. Morrer com seu personagem também traz pouca consequência já que ele deixa todo seu equipamento e ouro no local da morte, mas sem reviver todos os inimigos que poderiam impedi-lo de chegar até o local. É uma questão de simplesmente correr e buscar tudo novamente e continuar como se nada tivesse ocorrido. 

Análise escrita com código fornecido pela Blizzard.

70%
Bom

Diablo II: Resurrected ainda é um ótimo jogo, mas em um gênero que cresceu e evoluiu de maneiras drásticas desde então. É uma experiência que certamente vale a pena ser conferida, especialmente se você entender o contexto no qual foi lançado originalmente e sua importância para os títulos que temos hoje.

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