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Análise: Fear Effect Sedna

Fear Effect Sedna (FES) marca o retorno de uma franquia, que teve seu nascimento lá no PS1, e que, até então estava na geladeira da Square Enix. O estúdio Sushee apresentou uma proposta diferenciada, do que até então se conhecia da franquia. Nos tempos de PS1, o game se parecia muito com Resident Evil seja pelos cenários pré-renderizados ou o posicionamento das câmeras e a jogabilidade.

Pois bem, aqui estamos com essa nova proposta, e infelizmente, ela não convence, seja como jogo da franquia, seja como jogo em si. O jogo tem uma visão isométrica, e na teoria, propõe um jogo de estratégia. Na prática, o game é um atire e corra dos mais fracos que você irá encontrar.

Os problemas com o jogo são muitos, a jogabilidade tenta criar alguma profundidade, com um modo tático, onde é possível andar agachado e se aproveitar de lugares para se esconder. Nesse modo, ativado com o click do analógico esquerdo é possível ver o campo de visão dos adversários em combate, mas na verdade você pouco o utilizará.

Você irá, na verdade, jogar atirando e correndo até porque não há incentivo para se manter em stealth, os kits médicos são abundantes e recuperam uma boa quantidade da vida perdida. Portanto o Fear, que seria uma mecânica interessante, que consiste, no fato de que os personagens com medo dão mais dano, porém também recebem mais dano cai por terra, já que o “medo” é reduzido com o uso de medical kits. Esse fator pode ser observado com o contador de batimentos cardíacos no canto superior esquerdo da tela.

O jogo, até tenta te forçar a usar estratégias mais elaboradas, é possível, por exemplo, pausar o jogo e gerenciar a movimentação dos personagens, outra mecânica, que devido a péssima inteligência artificial, logo será esquecida. Nem sequer as habilidades secundárias dos personagens são exploradas de forma interessante.

O game ainda apresenta puzzles, e todos, absolutamente todos são pouco inspirados. Ou os puzzles são chatos, ou são jogados sem qualquer contexto e os jogadores terão de penar para descobrirem por eles mesmos as soluções. Não estou dizendo que jogos tem que colocar um luminoso dizendo “eis a solução”, estou dizendo que tem de haver um certo nível de coesão contextual para que a resolução seja prazerosa, coisa que em nenhum momento FES consegue proporcionar.

Os gráficos são horríveis, os cenários não propiciam uma visualização adequada da ação. Na verdade, é difícil encontrar no jogo qualquer ponto positivo. Pra piorar o game é extremamente curto, e dificilmente, o fato de existirem totens espalhados pelas fases, 30 no total, que desbloqueiam artes conceituais, e os múltiplos finais serão recompensadores o suficiente para criar algum fator replay.

Outro ponto é que o game é cheio de cutscenes, seja para mortes específicas, seja entre os acontecimentos importantes para a história. O problema é que o game ocupará 6,9GB do seu Nintendo Switch, e garanto, mal ocupados, com um jogo que, ainda por cima, é caro em comparação ao que oferece. Com os mesmos US$17,99 no Switch existem opções muito mais recompensadoras em todos os aspectos.

*Essa análise foi realizada com uma cópia digital oferecida gentilmente pela Square Enix.

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