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Análise Immortal Redneck

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A cena independente é uma grande fonte de bons jogos e hoje vamos descobrir se Immortal Redneck aproveita bem esse cenário e nos entrega uma boa experiência.

Immortal Redneck essencialmente é um jogo de tiro em primeira pessoa e, ao mesmo tempo, é um jogo com fases geradas aleatoriamente (Roguelike). O gênero Roguelike passou por uma saturação nos últimos tempos com um “excesso” de jogos de várias produtoras, mas, ainda assim, alguns jogos se destacaram pela qualidade e pelas novidades implementadas.

O jogo se inicia quando o seu personagem morre e é transformado em múmia e, a partir desse momento, se torna imortal. O personagem sempre acorda de frente para três pirâmides e 2 “lojas”, sendo que somente uma é aberta de início. O jogo começa de fato diretamente dentro da primeira pirâmide e isso serve como um tutorial para entender como os controles funcionam, mas não é nada complexo uma vez que utiliza o mesmo controle que a maioria dos FPS.

Ao morrer, você volta para fora da pirâmide e pode gastar as moedas que conseguiu progredindo sua árvore de habilidades ou adquirindo novos Deuses que vão lhe dar armas, status e especiais diferentes.

Ao conseguir uma certa quantidade de aumento de seus status, você vai liberar a segunda “loja”, onde poderá comprar pergaminhos e medalhões, que devem ser achados primeiro antes de ser comprados. Quando você entra na pirâmide, vai perder todas as moedas que você gastou e, por isso, deve gastá-las com sabedoria.

Agora que entendemos como funciona o sistema do jogo fora da pirâmide, vamos entender como funciona dentro das pirâmides. Ao entrar na primeira pirâmide, o cenário vai mudar totalmente e novas plataformas e inimigos estarão reposicionados. O grande objetivo do jogo é chegar até o sétimo andar da pirâmide. Normalmente, você sobe um andar de cada vez e deve passar pelas salas até achar a escada que leva ao próximo andar.

O jogo também reserva aos quarto e sétimo andares o enfrentamento a chefes, que são desafiantes.

Para ajudar nessa missão, o jogo fornece armas bem variadas e um sistema incrível de pergaminhos. Neste momento, quero fazer um super elogio aos desenvolvedores, que fizeram um ótimo trabalho com esse sistema. Ao achar um pergaminho, o jogador tem a possibilidade de receber um bônus ou uma punição. A grande sacada do jogo é que os pergaminhos são muitos variados e vão desde bônus incríveis, que revelam todo o mapa, ou punições, que não lhe permitem mais recolher carnes que servem pra encher a sua barra de vida, ou até mesmo punições com bônus que lhe deixam com apenas uma única arma, mas que aumenta bastante seu ataque.

Essa variação enorme de pergaminhos que são dezenas de possibilidades junto com a escolha de deuses que lhe fornecem status, armas e especiais diferentes tornam o jogo uma caixa completa de surpresas.

A grande ideia desse tipo de jogos, e seu principal problema, é a sua aleatoriedade. No Immortal Redneck, isso não diferente. As fases são incríveis e, em alguns casos, nem parecem que foram geradas aleatoriamente, mas há uma repetição visual muito grande, ou seja, mesmo com uma grande variação do cenário e posição de plataformas, enquanto você estiver na mesma pirâmide, depois de algumas horas jogando vai ficar tudo muito parecido.

Um vislumbre da terceira pirâmide

Esse momento só é quebrado quando você muda de pirâmide, pois ela tem um tema visual novo e mais interessante. Principalmente a terceira, que brilha com fases extremamente complexas e bem feitas.

Os inimigos do jogo tem uma certa variedade, mas, no inicio, eu achei que podia ser um pouco maior. Ao jogar bastante o jogo, percebi que eles estão na quantidade certa, pois você vai ter que decorar o que os inimigos fazem se quiser terminar o jogo; e mais inimigos dificultaria ainda mais.

Agora quero entrar em um dos detalhes sobre o jogo. Ele é um jogo com uma curva de aprendizado boa, e a primeira pirâmide, mesmo sendo difícil de chegar, você vai conseguir depois de algumas horas. Na segunda pirâmide, a dificuldade sobe muito e, na terceira, as fases são gigantes e é muito difícil chegar no final do jogo. Claro que, subindo seus status, a tarefa vai ficando mais fácil.

O problema fica em um dos principais defeitos do jogo. Em todas as salas que você entrar que tiverem inimigos (existem salas com desafios e só com baús), é obrigatório que todos eles sejam mortos antes de você prosseguir. Os inimigos não voltam depois que você os elimina, mas, na primeira pirâmide, isso já irrita um pouco. Na segunda, você fica com mais raiva ainda e, na terceira, isso dá uma frustração tremenda. As fases ficam muito grandes, e matar todos os inimigos da sala é algo muito complicado. Principalmente quando você já chegou no mestre e tem que voltar tudo de novo para enfrentá-lo.

Uma coisa que me incomodou pessoalmente foi o gráfico do jogo. não me entendam mal. Quando a arte do jogo é pobre ou não me agrada, eu simplesmente a mostro e não a critico, uma vez que isso é pessoal e o próprio leitor pode vê-la. Todavia, no caso deste jogo, não é a arte que tem problemas. Existe um filtro no jogo que deixa as coisas meio “suavizadas”, e esse filtro deixa tudo meio estranhamente borrado. Os desenvolvedores deixaram a opção de você tirar esse filtro no menu de opções. Então, tudo certo….. Infelizmente não, porque, mesmo desativando, o filtro permanece meio ativado. Existe a impressão nítida de que o filtro foi enfraquecido ao invés de retirado. Isso pode não ser muito bem visto nas imagens, mas no jogo isso me incomodou e, por incrível que pareça, me deixou um pouco tonto quando joguei da primeira vez.

Na parte sonora, o jogo não faz bonito nem feio. Acho que é uma trilha bem mediana e não tem nenhuma música memorável. Os efeitos sonoros são bons e refletem bem o jogo.

Provavelmente você vai passar longas horas com o jogo. Eu recomendo para pessoas que gostam de FPS e jogos RogueLike: é um bom jogo, que me divertiu depois que eu estava ambientado no clima dele. A sua dificuldade elevada perto do final me frustrou um pouco pelas salas gigantes onde se tinha que matar todos os inimigos. Eu não recomendo o jogo para jogadores casuais e pessoas que não gostam de se frustrar pela dificuldade.

75%
Bom

Immortal Redneck é um bom jogo e merece um destaque pela grande quantidade de conteúdo, pela variedade de suas pirâmides e pelo bom level design. Acredito que varias pessoas irão se divertir com as ideias inteligentes e a jogabilidade bem colocada. 

  • Total

*O jogo foi gentilmente cedido pela empresa Crema para análise

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6 Comentários em "Análise Immortal Redneck"

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Jose_Paulo
Amiibo

“Todas as salas que você entrar que tiverem inimigos é obrigatório que todos eles sejam mortos antes de você prosseguir…”

Me lembrou Doom, acho que é a única coisa que achei meio chata no jogo.

cvertigem
Amiibo
Pô é questão de gosto mesmo, sobre essa reclamação sua e do Lamartine eu não concordo, pra mim é aí que tá a graça mesmo, no DOOM é o combate visceral, eu particularmente sinto prazer em ficar executando demônios e dando o “dibre” nos ataques deles… Mas vou parar de “evangelizar” esse jogo xD E no caso do Immortal Redneck eu não comprei o jogo ainda, mas joguei um bem similar no PC que era o Ziggurat, e a dificuldade está justamente nesse ponto, é como o jogo foi pensado… Se fosse só pegar as chaves e ir até a… Ler mais »
Jose_Paulo
Amiibo

Kkk, eu evangelizo mesmo. É muito bom o jogo. É que hoje eu não tenho mais tanto tempo disponível pra ficar repetindo fases em um jogo. O lance de Doom é que o orgulho não me deixa baixar a dificuldade, quero passar de determinada parte a todo custo. Só que quando tô focado em um inimigo, tem milhões me atacando e quando penso em desviar, já tô todo despedaçado no chão! >.<