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Análise: Monster Hunter Generations Ultimate

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Como iniciar uma análise de um jogo que parece subestimar o sistema? Como sabemos Monster Hunter Generations Ultimate (MHGU) é um port de um jogo originalmente lançado no 3DS em 2015 (Japão). O game, claro, recebeu alguns upgrades na sua versão híbrida, mas a grande questão é: MHGU convence?
MHGU é um jogo bastante completo, com diversas possibilidades de customização de personagem, estilo de jogo, combos, 14 tipos de armas para aprimorar a técnica, sistema coop para se juntar a até mais três jogadores estão presentes e recheiam a caça de monstros. Os monstros em si também são um diferencial, reconhecer seus padrões, estudar seu comportamento são partes interessantes de toda a estratégia que todos conhecemos e amamos.

Os problemas do game não são de jogabilidade ou de conteúdo, o problema maior do game é de apresentação. O game é nitidamente datado, os gráficos estão muito aquém do nível de qualidade que se espera atualmente. O Wii U, por exemplo, recebeu uma versão “gourmetizada” de Monster Hunter Tri, juntamente com o 3DS, que inicialmente era um game de Wii e se compararmos essa versão com Generations Ultimate notamos rapidamente a estagnação. Os gráficos borrados, os loadings inexplicáveis ainda existem e incomodam muito.

Esse incomodo parece ser ainda mais latente quando pensamos que as demais plataformas receberam Monster Hunter World. Não estou reclamando da ausência desse jogo na plataforma da Nintendo, mas estou reclamando da inércia da Capcom, que ao invés de ofertar uma experiência nova, pensada na plataforma híbrida da Nintendo, preferiu correr pela segurança de um port. O que me preocupa mais ainda é um eventual fracasso de vendas dessa versão, que possam dar base para o fim de um suporte mais amplo.

O game é muito bom, não se enganem, é gratificante o esforço necessário, concretizado nas centenas de horas de gameplay, para entender o sistema de loot, criação de equipamentos, se aventurar pelos mapas diversos e bem construídos do game. É um game que exige do jogador grande dedicação e que tem uma curva de aprendizagem desafiadora. Como eu já disse e repito, a jogabilidade ainda é deliciosa, ainda que nem todas as armas funcionem de forma adequada, como é o caso dos arcos, com gameplay absolutamente desengonçada.

Isso muito se deve ao grande nível de customização, dominar cada um dos estilos de caça e, claro, dos monstros e exige o sucesso e mais ainda a repetição exaustiva dessas fórmulas. Vencer uma única vez não é suficiente para encontrar todos os itens necessários para criar aquela arma perfeita, é preciso se aperfeiçoar cada vez mais, e logo você sente no seu desempenho no jogo os efeitos de todo esse esmero. Jogar é sempre recompensador e tudo isso está lá.

O jogo foi gentilmente concedido pela Capcom para esta análise.
(The game was kindly granted by Capcom for this review.)
78%
Muito bom

Resumidamente o game é sim muito bom, ainda que seja necessário paciência com um início absolutamente lento, o game é absolutamente competente ao trazer uma verdadeira sensação de caça e toda a satisfação envolvida depois do grande esforço de aprendizagem envolvido. Monster Hunter Generations Ultimate também é um game que subestima a plataforma com gráficos datados, tempos de loading inexplicáveis.

  • Design

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5 Comentários em "Análise: Monster Hunter Generations Ultimate"

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ctemplarios
Amiibo

É um escárnio o lançamento desse jogo para o Switch, não verá meu dinheiro.

cvertigem
Amiibo

Escárnio é o conteudo de MH World

cvertigem
Amiibo

Os Toddynhos não gostaram,

isso é Monster Hunter pra varão

m_landa
Amiibo

Tenho no 3Ds, e concordo que o jogo é datado…a Capcom devia ter lançado isso no ocidente no lançamento do console.

Julio Madeira
Amiibo

Joguei a DEMO dele e não gostei em nada…muito feio graficamente, movimentação super estranha e presa!
Não compraria de forma alguma nem para Switch muito menos 3DS!