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Análise: Paper Mario: The Origami King

Sequência da franquia chega ao Nintendo Switch com novo sistema de batalhas

Cerca de quatro anos após o seu último lançamento para Wii U, a série Paper Mario finalmente recebeu uma continuação, desta vez, no Nintendo Switch. Desde o último dia 17 de julho, Paper Mario: The Origami King está disponível em mídia física e digital. O novo game da saga traz um novo sistema de batalha, novos colecionáveis, novos puzzles e, logicamente, uma nova história.

Em Paper Mario: The Origami King, o reino encontra-se devastado por conta de uma ameaça origami. Durante a jornada, Mario contará com a ajuda da sua aliada Olivia para enfrentar inimigos, consertar paisagens danificadas e libertar o castelo da princesa Peach das garras do cruel rei Olly.

Além de um ótimo enredo, o game é repleto de muito bom humor e inúmeros desafios. Com gráficos de altíssimo nível e uma agradável trilha sonora, The Origami King oferece longas horas de gameplay, principalmente para aqueles que objetivam completar 100% do jogo.

Início da nova aventura

Toad Town está totalmente revirada e deserta. Em meio a um clima de tensão, Mario e Luigi chegam à cidade e seguem para o castelo da princesa Peach, localizado logo ali. Já dentro do castelo, temos o início da aventura, mais precisamente a partir do subsolo. Inicialmente, como ocorre em todo jogo, somos apresentados a uma série de tutoriais que detalham os elementos que encontraremos pelo caminho.

Já no início da jornada, perceberemos que será comum encontrarmos “lacunas” nas paredes ou no piso dos cenários. Isso é pelo fato de que, em The Origami King, Mario deverá preencher esses vazios com confetes, os quais carregará em uma bolsa exclusiva, e deverá arremessá-los em cima desses espaços vagos, tornando-os acessíveis.

Os confetes podem ser encontrados em praticamente todos os “objetos quebráveis”, além de estarem presentes também nas copas das árvores, ou escondidos em porções em algum canto da fase. A bolsa de confetes é um dos novos recursos existentes no game, e é bastante interessante por conta da interação gerada entre o personagem e o cenário, o qual, aos poucos, vai sendo completado pelo próprio jogador.

A aventura é bastante extensa. Mario passará por cidades, reinos, desertos, castelos, cavernas, e muito outros lugares. Cada parada reserva uma história e inúmeras missões. Alguns objetivos são específicos de cada local visitado, mas outros seguem um padrão e estão presentes de forma semelhante em praticamente todos os mapas.

É o caso, por exemplo, da busca pelos inúmeros Toads espalhados nos cantos mais improváveis. Você gastará boas horas apenas para encontrá-los e libertá-los. Também temos vários blocos invisíveis a serem descobertos, os já citados espaços vazios que devem ser preenchidos com confete, e os baús misteriosos que sempre carregam algum item colecionável e devem ser achados e abertos.

Toad Town e o desenrolar da história

Apesar de ser um dos primeiros locais visitados, Toad Town continuará sendo referência até o final do jogo. Isso ocorre porque a cidade possui um museu que reúne as todas as principais informações sobre o seu progresso. O espaço dispõe de dados sobre objetos colecionáveis encontrados, Toads resgatados, lugares já explorados, e etc.

Também existe uma sala onde estão localizados canos que dão acesso direto para determinados locais do mapa. Assim, se você pretender ir a um local próximo de um desses canos, ao invés de gastar tempo caminhando, basta acessar um deles. É possível retornar desses mesmos pontos para o museu utilizando tal recurso. Logicamente, você deve primeiro ativá-los antes de tentar utilizá-los.

Para chegar a lugares mais distantes, Mario conta com várias alternativas. É possível, por exemplo, pegar um bondinho para visitar outras cidades, ou viajar de barco para visitar algumas ilhas. Mesmo se preferir seguir à pé, conseguirá acessar todos os locais em terra existentes, tendo Toad Town como ponto de partida ou de passagem.

Todas as principais informações podem ser acessadas rapidamente pelo menu principal. Lá podemos conferir a respeito dos itens utilizáveis e não utilizáveis já coletados, o progresso das missões de cada local já visitado e visualizar um mapa geral.

Novo sistema de batalhas

A principal novidade do jogo talvez seja o novo modo de batalha. Ele apresenta agora uma arena dividida em anéis, que podem ser movimentados horizontalmente ou verticalmente dentro do tempo estabelecido em cada duelo. Caso o jogador consiga realizar o alinhamento dos inimigos, que surgem inicialmente espalhados, é dado um adicional de dano de ataque. Com isso, Mario terá a chance de derrota-los em apenas um turno.

O sistema torna os confrontos bem mais interessantes. Dentro de um tempo limite, você precisará pensar e decidir como melhor organizar os seus inimigos. Se preferir, você pode solicitar a ajuda do Toad, em troca, claro, de algumas moedas como pagamento. Ao fazê-lo, dependendo da quantidade que gastar, Toad ficará responsável por causar danos extras nos inimigos, ou indicar uma solução para melhor alinhá-los.

Chefões e os Magic Circles

Ao longo do caminho, Mario encontrará vários subchefes. Já no final das rotas, é comum que um chefão principal esteja aguardando. Em The Origami King, os chefes principais são baseados nos Vellumentals. Segundo a descrição, “os Vellumentals são um grupo de criaturas elementais semelhantes à divindades que residem em seus próprios santuários e templos, atuando como chefes em Paper Mario: The Origami King”.

No game, eles apresentam diferentes maneiras de batalhar e modos exclusivos de serem derrotados. Não basta que Mario distribua chutes e marteladas. É preciso aliar todos os elementos contidos na arena para vencê-los.

Um desses elementos é o Magic Circle. Trata-se de uma ferramenta presente no novo sistema de batalhas, tanto durante os duelos, como também fora deles, estando localizado em locais específicos dos cenários. Ao se colocar em cima de um desses Magic Circle, Mario ganhará braços longos, os quais, dentro de um combate, poderão ser usados para causar graves danos a um chefão.

Fora das batalhas, o mesmo recurso é utilizado para, de uma maneira geral, auxiliar na interação entre Mario e o próprio cenário. Os “braços mágicos” ajudam, por exemplo, a descolar estruturas de papel fixadas em paredes ou girar e puxar equipamentos de tamanho muito maior.

Além dos Magic Circles, os locais onde rolam as batalhas estão repletos de outros itens. Alinhando os anéis, Mario poderá coletar corações para recuperar vida, apanhar moedas, abrir baús, e falar com Olivia, que, através de dicas, indicará o próximo passo a ser dado.

Olívia também pode estar presente de outras formas nas batalhas. Isso porque, os formatos e os golpes dos chefões derrotados podem ser copiados e replicados por ela em embates futuros, através dos Bibliofolds, que nada mais são do que livros que contém instruções sobre como Olívia pode “se dobrar” e adquirir o formato de um Vellumental. Essa habilidade, em certos momentos, é fundamental para que Mario consiga superar chefões.

The Origami King x Sticker Star e Color Splash

Paper Mario: The Origami King tem algumas particularidades importantes em relação aos últimos jogos da série. Primeiro, como já mencionado, conta com um sistema de batalhas bastante superior. Deixa de lado aquela velha repetida ideia dos embates e adiciona um modelo bem mais dinâmico. Tudo bem que Sticker Star contava com os tais “stickers”, e Color Splash trazia um sistema de cartas nos duelos, mas a fórmula dos anéis em The Origami King é positivamente o diferencial.

Outro detalhe se refere à história em si. The Origami King conta com um enredo bem mais interessante, principalmente em relação ao Sticker Star. Os puzzles e o andamento das situações se encaixam perfeitamente ao longo do game. Particularmente, não consegui encontrar nenhum momento do jogo que pudesse ser classificado como “tedioso”, sendo esse mais um ponto positivo.

Apesar de não contar com uma quantidade tão grande de itens utilizáveis durante os combates como acontecia em Sticker Star, The Origami King aproveita bem os que estão disponíveis. A “falta” de stickers foi substituída pelo já mencionado novo bom sistema de batalhas.

Em relação ao Color Splash, é possível perceber uma nova concepção artística no jogo. Apesar de Color Splash não deixar a desejar em relação à qualidade gráfica, é nítida a evolução em The Origami King. As cores estão mais vivas, os objetos ganharam mais nitidez e os cenários estão ainda mais bem produzidos.

A jogabilidade, em relação aos demais títulos da franquia, não teve grandes alterações. Mario continua descendo marteladas em tudo que encontra pela frente. Para “evitar a fadiga” durante as caminhadas, conta com o auxílio, em alguns momentos, de carros ou barcos. Tirando isso, no geral, The Origami King possui as mesmas ferramentas já existentes em outros títulos.

Uma visão geral do jogo

Paper Mario: The Origami King oferece uma ótima experiência e é, sem dúvidas, um dos grandes lançamentos do Nintendo Switch. Não à toa, o jogo figurou entre os 10 jogos mais vendidos nos Estados Unidos durante o mês de agosto. Mantendo a qualidade da série e aprimorando recursos importantes, o jogo ganhou em qualidade e faz jus ao valor cobrado.

Devo destacar, ainda assim, alguns pontos contrários, como o baixo nível de dificuldade dos inimigos em geral, incluindo os chefões; e dos puzzles que, na sua grande maioria, possuem fácil resolução. Se comparado com as dores de cabeça geradas nas buscas por todos os colecionáveis em Sticker Star, Paper Mario: The Origami King é “mamão com açúcar”.

A situação, do meu ponto de vista, é muito parecida com o que ocorre em Super Mario Odyssey, por exemplo. Apesar do mais recente jogo de plataforma 3D do Mario ser de altíssima qualidade, o nível de dificuldade não é dos mais elevados em relação a outros jogos da série. Ainda assim, não deixa nada a desejar para os demais.

De qualquer forma, o fato é: sendo fã dos jogos do Mario, fã de Paper Mario, ou simplesmente fã de jogos estilo RPG, você não deve deixar de conferir essa nova aventura. Com belos gráficos, ótimo enredo, e importantes melhorias em comparação às últimas edições, Paper Mario: The Origami King merece um lugar na sua biblioteca de jogos do Nintendo Switch.

95%
Excelente

Paper Mario: The Origami King chega ao Nintendo Switch com gráficos de altíssima qualidade, uma agradável trilha sonora e um enredo repleto de muito bom humor, típico da série Paper Mario. Entre inúmeros lugares para visitar, chefões para vencer, e puzzles para solucionar, o game pode ser considerado um dos melhores da franquia.

  • Design
Fonte Mario Wiki
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