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Análise – Regalia: Of Men and Monarchs – Royal Edition

 O que dá se você jogar dentro de um liquidificador: Disgaea, um tema medieval e um gerenciador de cidades?


O Enredo

A história de Regalis of Men and Monarchs começa com Kay herdando um reino inteiro de seu pai. Ao chegar no local com suas duas irmãs e seu escudeiro, descobre um castelo abandonado aos ratos – que estão mais pra cangurus –, um país abandonado e, ainda por cima, afundado em dívidas.

Já de cara aparece o agiota cobrador e sugere que Kay reerga o país inteiro ou ele será “amigavelmente” cobrado de outra forma. A partir daí, o jogador deverá administrar todo o reino, coletar recursos e conquistar o respeito do povo, tendo ajuda de sua família e de um falecido espectro ancestral (Kay BEBEU as cinzas dele achando q era chá. Nojento.)

A história é cheia de humor e diálogos memoráveis assemelhando-se bastante à série Disgaea, que deixa o jogado entretido do começo ao fim.


A Jogabilidade

Assim como muitos outros RPG táticos de turno, o foco principal de Regalia são as batalhas, onde o jogador passara cerca de 50% do tempo de jogo.

Cada aliado aguarda sua vez de movimentar/atacar e é aí que entra a estratégia: você vai pra cima do inimigo ou deixará ele vir até você? Irá dividir seus combatentes para vários mano a mano, ou irá agrupar e derrubar um a um?

O 50% restante do tempo será administrando a cidade, organizando a equipe, fazendo quests ou andando pelos mapas.

O jogo ainda conta com craftagem – se a palavras não existe, eu inventei agora  😎 – de itens e armas.

Os sistemas fora das batalhas têm variações interessantes:

  • Na cidade e no castelo, ao escolher um ambiente, o jogador pode mover Kay livremente pelo cenário, similar aos RPG de ação. Isso deixa a “exploração” mais dinâmica na hora de abrir mais histórias/side quests.
  • No mapa das dungeons, o jogador deverá escolher os nódulos e qual caminho irá seguir. As opções são batalhas, evento ou ponto de descanso.

  • Nódulos de batalha não podem ser esquivados, a menos que possua um caminho alternativo.
  • Nódulos de evento são semelhantes ao RPG de mesa: é passada uma situação para o jogador e requer uma ação dentre as alternativas; o resultado pode ser uma luta, um item, um bônus, podendo até mesmo evitar uma batalha difícil/desnecessária.
  • Nódulos de descanso oferecem um ponto para salvar o jogo no meio da dungeon, a opção de descanso para ressuscitar os aliados caídos ou conversar com os mesmos, gerando vários diálogos interessantes (acredito que é possível adquirir respeito dependendo da resposta que o jogador escolher, mas não consegui nenhum ainda).

O Som

Toda a trilha sonora do jogo é bem alocada, harmoniosa e não repetitiva. Isso é muito importante já que as batalhas costumam ser longas em jogos táticos.

Durante as cut-scenes, todos os personagens foram dublados, e com vozes condizendo com a aparente idade dos personagens.


O Visual

O jogo inteiro leva uma arte visual semelhante a desenho à mão. Mesmo nos cenários de exploração ou nas batalhas, o personagem não parece estar desfocado, deixando bem localizado com o ambiente.

O traço utilizado nos personagens também chama a atenção e, mesmo no modo portátil, a qualidade das imagens é impressionante.

Cada personagem tem seu próprio pacote de skins que deve ser liberado 1 a 1 durante o jogo.

Os únicos pontos negativos são o fato de não possuir sprites para os itens – o que pode gerar confusão se não ler direito o que está selecionando–, movimentação e seleção dos menus lerdos e os loadings do jogo que são MUITOS lentos. Mas esses pontos são perdoáveis devido ao tamanho do jogo, e podem ser corrigidos em atualizações futuras (os sprites eu duvido, agora o loading é bem provável).

O jogo foi gentilmente concedido pela Pixelated Milk para esta análise.
(The game was kindly granted by Pixelated Milk for this review.)
  “imagens retiradas da internet”
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