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Análise: RemiLore: Lost Girl in the Lands of Lore

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RemiLore é um jogo de ação com visão isomérica, similar a Diablo, e com elementos do gênero rogue-like que desafia o jogador a aprender e conquistar seus níveis sem morrer. Essa incomum união de gêneros pode ser uma novidade, mas faz com que o título não se destaque de maneira positiva nem como jogo de ação e nem como rogue-like.

A história começa quando Remi é transportada para o mundo de Ragnoah pelo livro mágico Lore e ambos acabam por formar uma parceria para que Remi possa retornar ao seu mundo. Infelizmente, o mundo de Ragnoah está repleto de máquinas perigosas, portanto Remi e Lore devem lutar até chegarem em um portal mágico que possa ser utilizado como caminho de volta.

A história é contada pelos breves diálogos entre Remi e Lore durante a campanha, sendo que tanto a história como a campanha são bem simples, curtos e pouco satisfatórios. Lore comenta sobre o mundo de Ragnoah e seu mestre, no entanto, muitos questionamentos feitos nunca são respondidos e a história também sequer é concluída de maneira convincente.

A campanha é dividida em 4 atos sendo que cada um se passa em uma região diferente de Ragnoah e os estágios que compõem cada ato são gerados de forma aleatória. Existe também uma segunda campanha com outra personagem jogável, no entanto, ela reutiliza a mesma ambientação. Existem outros modos de jogo com regras especiais que alteram a campanha, no entanto, a pouca variedade de ambientes e inimigos, aliado a uma jogabilidade excessivamente simples fazem com que jogar novamente RemiLore não seja algo particularmente prazeroso.

A jogabilidade é a de um jogo de ação bem básico, sendo que Remi possuí dois botões de ataque, esquiva e o ataque mágico de Lore. São mecânicas simples e funcionais, sendo que os maiores negativos são a pouca variedade de inimigos e os visuais do jogo que fazem com que seja difícil acompanhar alguns ataques. Infelizmente, também existe um elemento de aleatoriedade atrelado a boa parte das mecânicas que acabam atrapalhando no decorrer do jogo. Remi obtém armas aleatoriamente durante a campanha e essas armas têm seus próprios combos, assim como especificam qual das várias magias Lore pode utilizar. Infelizmente, Remi só pode carregar uma única arma o que significa que seu arsenal de combos e magias fica extremamente limitado. Além disso, as recompensas de inimigos e chefes também são aleatorizadas de forma que algumas podem não fornecer nenhum positivo para o jogador ou até mesmo deixá-lo mais fraco.

O elemento “rogue-like” do título pode ser resumido a uma falta de checkpoints para atrapalhar o avanço do jogador. Um ato é composto de 3 a 4 estágios, cada um com um número considerável de salas cujo combate é obrigatório. Caso o jogador morra durante algum dos estágios, ele retorna para o início do ato e deve repetir todos os estágios novamente. O gênero se baseia no fato que o jogador e/ou seu personagem gradativamente ficam mais fortes e, eventualmente, conseguem conquistar todos os desafios sem morrer, mas o forte elemento de aleatoriedade acaba atrapalhando isso por completo. Algumas vezes os estágios podem ser excessivamente difíceis simplesmente porque o jogador não obteve uma boa arma ou porque as recompensas dos chefes tornaram sua personagem mais fraca. Caso o jogador obtenha uma boa arma, é extremamente fácil terminar a campanha, algo que deve durar menos de duas horas.

Jogo analisado com código fornecido pela distribuidora.

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