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Análise: Resident Evil 0

Junto aos mais aclamados Resident Evil 4 e Resident Evil Remake, Resident Evil 0 também chegou ao Nintendo Switch no último dia 21 de maio. A história que precede em 24 horas os eventos da mansão Spencer une a novata da equipe Bravo, Rebecca Chambers, ao foragido da justiça, Billy Coen, e agora pode ser jogada em qualquer lugar graças à portabilidade do Switch.

O port é ‘feijão com arroz’ e o grande destaque vai para poder jogar no modo portátil. As loading screens das portas se abrindo demoram mais (utilizando o processamento do Switch) do que nas versões de Game Cube e Wii, tirando a graça dessas transições que são justamente aceitarmos sermos enganados de que se trata de uma cutscene e não uma tela de carregamento. As portas se abrem e fecham enquanto você ainda espera aproximadamente mais dois segundos para entrar no próximo ambiente.

O polimento e as texturas estão muito bem cuidados.

 

De resto, é o mesmo RE 0 de sempre, um survival horror que, embora não seja tão marcante quanto o RE original, é competente e tem o diferencial da cooperação entre Billy e Rebecca, com o player podendo controlar os dois personagens no mesmo cômodo, ou separadamente.

Outra importante diferença a se avisar aos jogadores de primeira viagem é um sistema diferente de gerenciamento de itens, ao contrário das caixas de armazenamento, nesta aventura os itens podem ser largados no chão e o mapa mostra aonde estão espalhados as bugigangas que o player deixa pelo caminho.

Fan service? Gostamos! São 14 outfits disponíveis para Rebecca, todos com referências marcantes. Para Billy são quatro opções

 

O port é uma versão praticamente exata do RE 0 lançado para PS4 e Xbox One em 2016. Portanto, aqueles jogadores que vivenciaram a experiência no Game Cube ou Wii devem perceber algumas diferenças. Entre elas estão: Wesker mode, sistema de conquistas; vários outfits para os personagens; uma opção no menu para deixar a movimentação dos personagens mais solta, sem precisar pressionar um botão para correr e livre movimentação no analógico.

Resident Evil 0 se destaca pelos efeitos sonoros, ruídos e um gameplay inovador à época, com puzzles muito inteligentes e divertidos. Em relação ao lançamento original no Game Cube, no fim de 2002, as texturas estão muito melhores, com todo cenário, incluindo os zumbis, consideravelmente mais realistas. Já nas cutscenes o avanço foi pequeno.

O game também não possui tanto bactracking como os outros ‘Residents’ da linha de survival horror, onde toda narrativa era em um cenário gigantesco como a mansão Spencer ou o departamento de polícia de Raccon City. A aventura começa em um trem, depois passa pela mansão de treinamento da Umbrella e por aí vai.

O preço de $30 torna a recomendação de Resident Evil 0 muito difícil. Uma melhor opção seria esperar o lançamento de Resident Evil Origins Collection para ter em mídia física este game e o Resident Evil Remake em código, ou ainda esperar uma promoção. Resident Evil 0 ocupa 13GB do espaço interno do Nintendo Switch.

Jogo analisado com código gentilmente cedido pela Capcom.

(The game was kindly granted by Capcom for this review.)

70%
Bom!

Um port apenas mediano para um bom jogo da Capcom. Resident Evil 0 no Switch vale a pena para aqueles que querem jogar no modo portátil, caso contrário fica muito difícil a recomendação por um preço cheio.

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