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Análise Riptide GP: Renegade

Riptide GP: Renegade desenvolvido para a Vector Unit é um jogo de corrida de Jet Ski futurístico lançado no dia 7 de dezembro de 2017 para o Nintendo Switch e foi lançado ano passado para as demais plataformas. Essa informação é relevante, pensando que jogos de Jet Ski, nos últimos tempos, não tem recebido muito destaque. Jogos do estilo foram muito populares nos anos 90, em plataformas Nintendo, Wave Race se destacava, e como sabemos, desde o Game Cube, o game nunca mais apareceu, deixando uma legião de fãs órfã.

O game da Vector Unit, de certa forma, tenta suprir esse desejo no fundo do peito de alguns nintendistas mais das antigas, a mesma sensação que temos em relação ao Fast Racing RMX e sua relação com F-Zero. Os games, logicamente não ocupam o espaço dos nossos queridos jogos, já num lugar distante de nossas memórias, mas cumprem seu papel de divertir por serem eles próprios bons jogos. Aqui já deixo claro que, Riptide é um bom jogo, e há vários motivos que sustentam essa afirmação.

O primeiro, e que logo de cara será percebido, é a qualidade das pistas, logo no tutorial a gente pode notar o visual peculiar, que essa temática propõe. O game te leva a um futuro caótico onde as cidades foram inundadas, então de cara você estará acelerando entre carros inundados, ruas e prédios destruídos. Além disso, a água, sua movimentação e efeitos físicos sobre o Jet Ski são também recursos visuais muito bem implementados e que nos levam ao segundo fator, a jogabilidade.

A jogabilidade do game é muito boa! Ela responde da forma que tem que responder e respeita o esforço do jogador. Os efeitos da física da água sobre o Jet Ski e a habilidade do jogador em utilizar esses efeitos ao seu favor são parte crucial para o sucesso. Isso exige pensamento rápido, experiência e claro, dedicação. O game disponibiliza inúmeros modos de jogo durante a campanha, corridas tradicionais de três voltas, free style (para pontuar fazendo manobras), time attacks, corridas de eliminação e etc… são muitos os modos de jogar e todos divertem. Outro ponto de destaque é o sistema de níveis e customização.

Nos modos online, a conexão é estável, o problema mesmo foi encontrar partidas, e quando encontrava, não tive uma única oportunidade de jogar com 8 jogadores, no máximo com 4 ou 5 (quando estava com sorte). O jogo ainda carece de uma comunidade para chamar de sua. Essa constatação não irá reduzir nota, mas é importante que eu explique como de fato ocorreu minha experiência com o jogo.

O game ainda oferece um multiplayer local de dois a quatro jogadores. A jogabilidade segue a mesma, exceto com os joy-cons divididos entre os jogadores. Nesse esquema a aceleração do Jet Ski é automática, bastando que os jogadores façam as curvas, desacelerem e executem as manobras, que, pela falta de um segundo analógico, são feitas pelos botões frontais. Não é a melhor maneira de se jogar, ainda que funcional. E o game está em PT-BR ainda que com alguns erros de concordância.

É importante mencionar que o modo portátil possui alguns slow downs, o que é um tanto decepcionante, pensando que nem de perto os gráficos desse jogo representem problema para serem executados no modo portátil. Não atrapalha a experiência, de forma alguma, mas não deixa de ser um ponto negativo… Ainda mais para um jogo que pesa um pouco mais de 100mb!

* O jogo foi gentilmente cedido pela Vector Unit para essa análise

Escrito por Aurélio Galdino

Revisado por Lamartine Barbosa

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