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Análise – Senran Kagura Reflexions

Vez em quando, você toma a decisão de testar alguns tipos de jogos bem “peculiares” para o publico ocidental, mas que no Japão é algo absolutamente rotineiro. Pois bem, essa é minha primeira vez com a franquia Senran Kagura, então na análise que divulgo à seguir sobre Senran Kagura Reflexions, minha experiência foi absolutamente inédita.

Começo explicando que Senran Kagura é uma franquia de vários jogos que tem como foco garotas que participam de várias atividades diferentes, todas elas com a sensualidade como “meta secundária”, digamos. A franquia é desenvolvida pela produtora Honey∞Parade e distribuída no ocidente graças à uma parceria entre Marvelous e XSEED.

Em Senran Kagura Reflexions, você entra em um interativo mundo que possui como protagonista a heroína Asuka, onde são contadas histórias de sua vida e você entende melhor sobre seus desejos, pensamentos e sentimentos através da reflexologia ou zonaterapia: uma prática de medicina alternativa que consiste na aplicação de pressão nas mãos de forma a produzir em efeito noutra parte do corpo. A pressão é aplicada com o polegar, dedos e mãos segundo técnicas específicas e sem a utilização de óleos ou loções.

A interface inicial do jogo é bem simples, então aqui não há qualquer dificuldade ou implicações nas transições entre os menus, tudo é bem ágil e você tem a opção de ir para o “modo história” da personagem – Asuka (gameplay normal) ou Yumi (DLC) –, ou então ir direto para o modo livre de interação com a personagem. Isso inclui não só mudar todos os seus estilos que variam de cabelos e roupas até o cenário em que ela é apresentada. Também é possível ir direto para a fase de carícias / massagem de forma livre.

Mais visual novel que tudo, Asuka de cara quer “te conhecer” – e isso se repete sempre que um evento é concluído. Para que você entenda sobre ela, ela lhe pede que acaricie suas mãos e isso é feito por meio dos Joy-Con seja por meio de uso dos botões ou do sensor de movimento presente neles. A partir daí diversos cenários e histórias surgem (eu contei umas 7 personalidades/histórias diferentes dela) em que você se aprofunda na história e depois parte para a fase de carícias e massagem com direito à um “especial”.

O jogo é muito fácil de ser compreendido e o uso do HD Rumble dá uma boa sensação de imersão em alguns momentos, como ao tocar as mãos dela e sentir suas batidas cardíacas e também durante as massagens. Não passei por qualquer desafio de desempenho em qualquer modo do console (dock ou portátil) e nem esperava por isso, uma vez que Senran Kagura Reflexions é bem leve e possui só a personagem em 3D projetada em ambientes 2D – tudo tranquilo. A trilha sonora é bem descontraída e varia de acordo com os momentos vividos no afeto entre jogador e personagem, também não vi nada que fosse defeituoso ou digno de muitos elogios.

72%
Legal

Senran Kagura Reflexions não é um jogo recomendado para se jogar em um jantar de família, mas também não possui um apelo sexual tão grande que seja necessário jogar escondido. O jogo possui um ótimo suporte aos recursos do Switch, uma boa comédia em alguns momentos, mas acaba pecando na repetitividades de eventos – o fator replay – e na diversidade de interações de forma geral.

  • Veredito

O jogo foi gentilmente concedido pela XSEED / Marvelous para esta análise.
(The game was kindly granted by XSEED / Marvelous for this review.)

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1 Comentário em "Análise – Senran Kagura Reflexions"

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mauroalves
Amiibo

Jogo bom pra caralho, só hipócrita nega.