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Análise Shape of the World

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Encarei Shape of the World de mente aberta, sabendo que se tratava de algo diferente. O game é fruto de um projeto da desenvolvedora Canadense Hollow Tree Games e foi financiado via Kickstarter. Trata-se de um jogo de exploração em primeira pessoa, mas com uma proposta bastante diferente: seus cenários vão se modificando à medida que percorremos os caminhos. Não é algo simples de se explicar, por isso recomendo assistir ao trailer logo abaixo.

Em Shape of the World não há nada que forneça qualquer pista sobre porque estamos naquele mundo, ou mesmo que criatura estamos controlando.  Devemos fazer nosso caminho em direção às sinalizações em forma de Chevron – um V invertido – tais símbolos são nossa única fonte de navegação no jogo. Ao alcançarmos um destes símbolos ele desaparece e devemos reorientar nossa navegação em busca do próximo.

As cores dos cenários também se modificam à medida que avançamos, na verdade a cada vez que passamos através dos tais V invertidos, a paleta de cores se altera podendo variar enormemente. De um modo geral o visual é muito agradável e o contraste entre as cores causam uma ótima impressão. As vezes um ambiente de floreta se transforma em um ambiente aquático apenas pela mudança das cores. Tais mudanças também são acompanhadas por modificações na trilha sonora, que por sinal combina muito bem com os cenários e a proposta do game.

Com o botão ZL arremessamos sementes que fazem nascer árvores no ambiente e com o ZR interagimos com pedras e pilares, tal interação faz surgir caminhos que nos permitem progredir mais rapidamente pelos cenários.

Shape of the World deve ser apreciado com calma, é uma experiência contemplativa que nos oferece um mundo surreal e relaxante. Conforme mencionei logo acima, em um momento podemos estar em uma floresta para, logo em seguida, as cores se modificarem, e uma baleia passar sobre nós dando a sensação de que estamos no fundo do mar.

Há algumas mensagens interessantes que são transmitidas pelo game. Podemos derrubar as árvores, mas podemos também coletar sementes e plantar novas árvores, modificando assim o ambiente ao nosso redor.

Ao menos pra mim a experiência demorou um pouco a engrenar, muito por conta das primeiras fases e da falta de objetivos claros, mas com o tempo a proposta, as mecânicas e o próprio mundo apresentado no jogo foram me cativando e definitivamente os momentos finais são realmente de tirar o fôlego.

*O jogo foi gentilmente concedido pela Hollow Tree Games para esta análise.
(The game was kindly granted by Hollow Tree Games for this review.)

 

70%
Bom

Shape of the world oferece uma experiência muito diferente, não espere por combates ou quebra-cabeças, aqui nem sequer há uma narrativa mínima que explique qualquer coisa sobre a história. Em contrapartida o jogo oferece um mundo abstrato cheio de variações de cores e formas, que se transforma a cada instante e que pode ser livremente explorado. A trilha sonora acompanha toda a transformação visual e nos mantêm conectados com o jogo. Propostas como esta, que vão além do lugar comum, que se permitem pensar fora da caixa, são muito bem-vindas e só enriquecem o universo dos jogos.

  • Design

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