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Análise: Spyro Reignited Trilogy

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Spyro, assim como Crash, foi um personagem popular durante a época do primeiro Playstation e cujos jogos eram do gênero plataforma 3D do tipo “collect-a-ton” que eram bastante comuns na época principalmente pelo fato que a tecnologia 3D estava propriamente chegando aos consoles.

Ao contrário de um jogo de plataforma “normal” onde o jogador deve encontrar um recurso raro por fase ou chegar até o final de seu percurso, o plataforma “collect-a-ton” permite que o jogador explore seus ambientes em busca de vários diferentes recursos cuja quantidade usualmente chega nas centenas. Quando bem executado, os diferentes recursos incentivam o jogador a explorar cada estágio de maneira minuciosa e gradativamente ensina as diferentes aplicação para as mecânicas de jogo. Atualmente, o gênero tem passado por uma ressurgência graças a títulos indies e a relançamentos como essa trilogia e de jogos antigos como Banjo em demais serviços.

Spyro Reignited Trilogy refaz completamente a parte gráfica dos jogos clássicos, mas não altera o conteúdo dos mesmos. Seu design, o bom e o ruim, se manteve ao que era há décadas atrás. Surpreendentemente, os títulos ainda são de qualidade excepcional, mesmo tendo sido produzidos em uma época que a movimentação em ambiente 3D era uma novidade e existiam poucas referências no gênero.

O primeiro jogo é um plataforma “collect-a-ton” bastante simples, mas elegante. Spyro pode correr, atirar fogo, pular e planar. Não existem outras ações fora desse conjunto básico e cada fase procura explorar ao máximo essas mecânicas para posicionar gemas, dragões que servem como checkpoints e ovos que devem ser recuperados de ladrões.

É um jogo ideal para um público jovem ou que não está acostumado com jogos por, usualmente, não oferecer muito desafio e pelo posicionamento de seus recursos ser muito bom. Um único porém que poderia ser melhorado, mecanicamente, é a câmera que em alguns momentos pode atrapalhar o jogador. Algumas fases também são bastante problemáticas sobre como alcançar os recursos, mas essas são pequenas exceções dentro de um ótimo pacote.

No segundo e terceiro título, o número de ações de Spyro aumenta e sua complexidade também. Ainda existem centenas de recursos para serem adquiridos em cada fase, no entanto, o foco de cada estágio deixa de ser exclusivo dos recursos e passam a adicionar mini-games, quebra-cabeças, desafios e afins. Essas variações na jogabilidade ajudam a trazer um elemento de surpresa e novidade a cada mundo, no entanto, nem todas essas adições conseguem se manter num alto nível de qualidade. Essa “soberba” de diferentes atividades é o maior problema do segundo e terceiro jogo, sendo excelentes casos onde mais não necessariamente quer dizer melhor.

Os três jogos rodam de forma excelente no Switch e a portabilidade, em especial, ajuda a reduzir um pouco o cansaço proveniente de algumas tarefas mais maçantes de cada título. Bizarramente, o desempenho é mais irregular quando se joga em uma TV. O aumento da resolução faz com que a taxa de quadros fique bastante irregular enquanto que no modo portátil o desempenho é muito mais estável, algo absolutamente importante em qualquer jogo de plataforma https://impotenciastop.pt/.

Jogo analisado com código fornecido pela Activision.

85%
Ótimo

Spyro Reignited Trilogy pode ser um produto criado da nostalgia de um público específico, no entanto, a qualidade dos jogos pode ainda ser comprovada mesmo para os padrões atuais. É um título recomendado para saudosistas da série e pessoas que gostam do gênero plataforma “collect-a-ton”, mas sua simplicidade também faz dele um jogo ideal para crianças e também para pessoas que não estão acostumadas com jogos.

  • Design

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