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Análise – Starlink: Battle for Atlas

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Starlink: Battle for Atlas é um jogo multiplataforma desenvolvido pela Ubisoft Toronto, possui versões para X-box One, Playstation 4 e Nintendo Switch, no entanto a versão para o Switch traz um grande diferencial, oferece ao jogador a oportunidade de jogar com Fox McCloud e todo o time Star Fox. Além de poder jogar a campanha principal com a raposa, há ainda uma missão especial denominada “A Wolf in Atlas”, indicando a presença de Wolf O´Donnell, líder do Star Wolf, na aventura. O game oferece a possibilidade de combinar modelos físicos das naves, armas e pilotos que são instantaneamente transferidos para o jogo por meio de um acessório que se conecta ao controle. No game, Starlink é justamente o nome dado a tecnologia que permite transportar objetos instantaneamente através de grandes distâncias. É ela que possibilita aos pilotos trocarem de nave, asas e armas sem ter a necessidade de retornarem para a base.

Você pode estar pensando: ah, puxa vida, vou ter que investir um rim para poder ter a experiência completa do jogo?! Definitivamente não! A não utilização das miniaturas não atrapalha em nada a experiência e esse é um ponto importante de se destacar, e pelo qual eu parabenizo a Ubisoft.

A história se passa no sistema estelar de Atlas, local onde a nave principal do jogo, a Equinox, é emboscada pela “Legião Esquecida”, um exército de aliens liderados pelo vilão Grax. Como parte do plano maligno de Grax, o capitão da Equinox, St. Grand, é sequestrado pela Legião. Grand é um cientista brilhante que domina a técnica de criar Nova, um poderoso combustível. Os demais membros da tripulação – Hunter, Mason, Calisto da Silva, Judge, Shaid, Razor e Levi– saem em busca de ajuda nos diversos planetas do sistema Atlas, juntos eles formam a “Aliança”.

Como o nome Calisto da Silva já denuncia, há uma brasileira no grupo, ela é uma adolescente paulista de 16 anos apaixonada por velocidade, e que em um acidente perdeu o braço e a perna esquerdos.

Mas afinal como Fox McCloud e seus amigos se juntaram a essa aventura? Uma perseguição a Wolf leva Fox e seus amigos ao sistema estelar de Atlas. Ao chegarem lá eles se deparam com a emboscada à Equinox e decidem ajudar os novos amigos a colocarem um fim nos planos de Grax. Em troca recebem melhorias para a Airwing, algo que será útil para derrotar Wolf.

Podemos encarar Starlink como um jogo de ação e aventura em mundo aberto, que no caso é o sistema estelar de Atlas. Boa parte do tempo de jogabilidade é gasto na exploração de cada um dos sete planetas que compõem esse sistema. Geralmente a exploração é feita com a nave flutuando a poucos metros da superfície do planeta, sendo possível escanear e catalogar a fauna local, coletar diferentes tipos de materiais e equipamentos. Os recursos coletados são utilizados para construir e melhorar estruturas nos planetas: estações de observação, de defesa, oficinas de peças e refinarias. Durante esse processo também é possível oferecer ajuda aos nativos, conquistando assim novos membros para a Aliança. Cada planeta possui uma barra indicadora que exibe a porcentagem dominada pelas forças da Legião e a porcentagem do planeta que está sob domínio da Aliança. Entretanto, mesmo apresentando flora e faunas bastante distintos, as estruturas principais presentes em cada um dos planetas e a forma de explorar cada um deles são essencialmente as mesmas, e isso faz com que o processo ao longo do tempo se torne repetitivo. O diálogo sempre presente entre os diferentes membros da equipe e o sentido de urgência dado pelo desenrolar da história ajudam a afastar um pouco aquela sensação, mas é fato que as mecânicas e tarefas de exploração poderiam ser mais variadas.

A partir de qualquer um dos planetas podemos acionar os motores da nossa nave com um toque no botão R e acelerar com o A em direção a atmosfera, para chegarmos, logo em seguida, ao espaço. A transição atmosfera – espaço e espaço – atmosfera é feita em tempo real, sem qualquer tipo de carregamento, e proporcionam um ótimo visual e uma sensação muito boa. Para percorrermos as enormes distancias entre os planetas e setores do sistema Atlas, temos disponível o Hyperdrive, ele é acionado também com o botão R. Ao chegarmos aos planetas ou algum outro ponto importante no espaço, viagens rápidas para aqueles pontos ficam disponíveis. No espaço são travadas batalhas com grandes naves da Legião, essas fortalezas espaciais são muito bem protegidas e precisam ser abatidas. Tais batalhas são muito divertidas, no entanto, quando entendemos a lógica para detonar tais naves, o processo acaba se tornando um pouco repetitivo.

Não há dúvidas que um dos pontos altos do jogo é seu incrível sistema de customização de armas e naves. Conforme vamos avançando mais itens de modificação vão sendo adquiridos. Realmente há centenas de possibilidades de modificações. Basicamente cada nave possui duas armas, elas podem e devem ser combinadas para causarem mais danos aos inimigos. Podemos por exemplo combinar fogo e gelo para dar um choque térmico em nosso adversário, ou usar uma arma paralisante com tecnologia antigravidade que impede o ataque do adversário.

Graficamente o jogo faz bonito, ele foi desenvolvido utilizando o motor gráfico denominado Snowdrop, originalmente utilizado no game The Division e que já foi utilizado pela Ubisoft para o desenvolvimento de Mario+Rabbids Kingdom Battle, também para o Nintendo Switch. Nos planetas, regiões com grandes planícies, desertos ou imensos lagos congelados são de encher os olhos. Não tive oportunidade de testar o jogo nas demais plataformas, mas assistindo a comparativos, como esse aqui, é possível perceber que não há uma diferença gráfica tão significativa entre as versões.

A aventura não é curta, terminar a Campanha principal derrotado 100% das forças da Legião nos planetas me tomou cerca de 26 horas de gameplay.

No final das contas a versão para o Nintendo Switch de Starlink: Battle for Altas serve também para tirar aquele gosto meio amargo que ficou após o lançamento de StarFox Zero para o Wii U. Fox, Falco, Slippy e Peppy estão presentes nessa nova aventura com lindas animações, vozes, e o carisma e a marra que lhe são característicos. Se vale a pena se aventurar pelo sistema estelar de Atlas? Não tenho dúvidas de que sim!

90%
Ótimo

A exploração espacial e dos diversos mundos apresentados, as ótimas cutscenes usadas para contar a história, a excelente transição (sem tempo de carregamento) entre a saída ou reentrada da nave na atmosfera dos planetas, o hyperdrive que nos permite cruzar mais rapidamente enormes distâncias, o gerenciamento dos recursos de cada planeta, a possibilidade de personalização das armas, personagens e naves. Tudo isso combinado faz de Starlink: Battle for Atlas uma das melhores e mais acessíveis experiências que tive em jogos com a temática espacial. É muito clara a influência de jogos como Everspace, No Man´s Sky, Mass Effect e claro StarFox. Mas a amálgama preparada pela Ubisoft tem brilho próprio e é bastante eficiente.

  • Design

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7 Comentários em "Análise – Starlink: Battle for Atlas"

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GerusBlade
Amiibo
As primeiras horas de jogo dá a entender que é um puta jogasso, mas quando você vai pra outro planeta. monta algumas bases e percebe que está fazendo a mesma coisa que você havia feito em outro planeta, tudo cai por água abaixo. É MUITO repetitivo, não te dá vontade de explorar nada. O enredo tbm não ajuda muito, é péssimo. Os personagens são genéricos e ainda enfiam uma Brasileira no jogo com um nome sem noção. Está longe de ser um jogo ruim, só não é isso tudo que falam por aí não. Joguei pelo Fox, mas nem ele… Ler mais »
Allaninja
Amiibo

Vejo que o ponto negativo é muito grava A exploração no geral torna-se repetitiva, teve muuita gente reclamando disso mesmo.

Então isto abaixo é verdade ?

Pior Star FOX de todos>>>>>>>>>>>>>>>> Star Link

willwill
Amiibo

Olha… Star Fox 64 remaster pra 3ds ainda é o melhor.
O Star Fox Zero em seguida, depois o Star Fox Assalt, depois o Star Fox do Snes e depois vem esse game…

Emissario
Amiibo

Pergunta.
Com a versão física, sou obrigado a comprar as outras naves (físicas), ou posso comprar as DLCs?

willwill
Amiibo
Parabéns pela analise, mas vou dar a minha opinião, o jogo não passa de 7,0. Ele é muito repetitivo, você passa uma eternidade voando baixo pegando plantas e minérios de um lugar para o outro e levando nas estações. Chegando em outro planeta a mesma coisa, outro planeta, tudo denovo… Só tem esse objetivo, os planetas são idênticos, nenhum abismo ou montanha, são um monte de chão liso que mudam de cor… O jogo tem 3 ou 4 inimigos diferentes que se repetem até vc ter as 5 horas mais tediosas da sua vida. O Fox não salvou esse jogo,… Ler mais »