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Análise: The Padre

Jogo indie mistura terror e humor, abusando de referências a clássicos do survival horror.

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The Padre é um game independente, do gênero survival horror, desenvolvido pela Shotgun with Glitters e publicado pela Feardemic. O título foi lançado para Nintendo Switch no último dia 18 de abril ao preço de 20 dólares.

Como nos clássicos do gênero, é possível interagir com muitos elementos do cenário.

 

O game utiliza artes visuais no estilo voxel e tem uma ‘pegada’ bem retrô, sendo repleto de referências a jogos de terror clássicos, sobretudo o primeiro Resident Evil e Alone in The Dark.

A história, em constante conflito entre comédia e terror, apresenta o padre Sandro, em missão para encontrar o desaparecido cardeal Benedictus, seu antigo ‘mestre’ e pelo qual o protagonista não tem muito apreço, o que enriquece a narrativa. A busca por Benedictus acontece, pasmem, numa mansão.

Também seguindo a linha dos survival horror, o game alterna momentos de raciocínio, luta e fuga.

 

O gameplay em câmera fixa, exatamente como em RE, apresenta a vantagem de que em alguns cômodos da mansão é possível alternar entre ângulos diferentes, um ponto positivo. O jogo é difícil e os controles são frustrantes e muito engessados, fazendo parecer muitas vezes que o ideal mesmo seria jogar no PC e não em console, principalmente para uma resolução mais fluída dos puzzles, em sua maioria já bem desafiadores.

O combate pode ser físico ou com armas de fogo e os inimigos são derrotados com pouco dano, compensando a dificuldade que é se movimentar com Sandro. O game pode levar de 5 a 10 horas para conclusão, visto que morrer muitas vezes resulta em game over permanente e voltar do início.

A cada morte, o Padre encara o purgatório.


Humor x Terror

Talvez o ponto em que The Padre mais peca seja no equilíbrio entre momentos que fazem rir e outros de dar calafrios. O jogo abusa das piadinhas, o que acaba por tirar muito do medo, se perdendo ao misturar tantas sensações e referências. Infelizmente, a impressão que fica é a de que o game optou por um caminho de agradar o maior número de pessoas, quando se focasse mais no lado satírico ou no terror poderia ser mais impactante. Ficou ali no meio termo.

Os pontos mais elogiáveis de The Padre são a sua história original e a qualidade sonora do game, tanto em trilha, quanto nos efeitos de áudio, e até na marcante voz do protagonista. Para um grande fã do gênero, pode valer a pena no preço cheio, já para a grande maioria do público compensa esperar uma promoção bastante agressiva na eshop.

Jogo analisado com código fornecido pela distribuidora

70%
Razoável

The Padre é um jogo em que a arte visual e trilha sonora casam muito bem, mas os controles frustrantes e a constante alteração entre terror e humor reduzem a imersão da experiência.

  • Design

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