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Análise: VASARA Collection

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Se você nunca ouviu falar de Vasara, fique tranquilo. Os dois jogos da franquia foram lançados há quase 20 anos, sendo Vasara lançado em 2000 e Vasara 2 lançado em 2001 pela Visco. Os dois jogos foram lançados apenas no Japão sendo exclusivos de arcades, o que dificultou que a maioria de nós, meros ocidentais, conhecêssemos os jogos. Agora ambos foram relançados pela QUByte para que possamos finalmente ter um gostinho desses shoot’em ups.

Vasara e Vasara 2 tem tudo que os jogos do gênero podem oferecer. Uma quantidade absurda de objetos voando pela tela, inimigos em todas as direções e lógico, aquele medo de se mexer um milímetro a mais e acabar explodindo. Mas não se engane, eles não são shoot’em ups genéricos. Vasara tem ótimas mecânicas que o transformam em um jogo único, como ataques físicos e os “Vasara attacks”. Você também não sofre dano de colisão com os inimigos, e isso é bem importante pro combate na hora de decidir pra onde se movimentar.

O jogo conta com algumas opções de personagens para escolher que possuem atributos diferentes de poder e velocidade e armas diferentes (tanto longa distância quanto corpo a corpo). Isso não representa uma alteração grande na dificuldade do jogo singleplayer, considerando que cada personagem tem sua própria campanha única.

Confesso que morri mais do que gostaria por não ser um jogador muito acostumado com o gênero, mas isso não tirou nem um pouco da minha diversão. Toda vez que recomeça, você melhora um pouco mais em desviar dos ataques e antecipar o movimento dos meus inimigos, o que dá aquela sensação gostosa de progresso.

A QUByte não quis apenas fazer um pack com os dois jogos originais, indo um passo além e adicionando um jogo à coleção chamado Vasara Timeless. Os dois jogos originais seguem o padrão do gênero, com bordas na tela e uma área vertical no centro para o jogo. Vasara Timeless vai além disso, apresentando ao jogador uma tela widescreen e gráficos com aspecto 3D que, diga-se de passagem, ficaram maravilhosos! Diferente dos outros, esse modo de jogo tem a intenção de ser um modo infinito que testa quando tempo o jogador consegue sobreviver.

O jogo tem opção de multiplayer (Dois jogadores nos jogos originais e até quatro jogadores no modo Timeless). A escolha do seu parceiro (não só o parceiro virtual, mas o coleguinha do seu lado no sofá também hehehe) pode deixar a campanha mais fácil, além de te dar a possibilidade de bolar estratégias como ficar no mesmo local para matar inimigos mais rápido ou dividir o trabalho para cobrir uma área maior.

Um aspecto importante que os jogos do gênero sempre tiveram é sua trilha sonora icônica e Vasara Collection também surpreende nesse quesito. Todos os sons do jogo foram adaptados de forma incrível para as versões atualizadas dos jogos. Shoot’em ups tem uma infinidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo e em Vasara Collection todos os sons encaixam perfeitamente com a trilha sonora de cada fase, tornando a experiência auditiva extremamente agradável.

Por essas razões, minha nota para VASARA Collection é um glorioso 9! Um jogo obrigatório no Nintendo Switch para quem curte o gênero.

Esta análise foi escrita por Gomyde, e a chave do jogo foi gentilmente concedido pelo estúdio brasileiro QUByte para esta análise, em parceria com Coelho no Japão.
90%
Excelente

VASARA Collection é incrível e foi muito além das minhas expectativas. Já considero um jogo essencial para aqueles que gostam do gênero, gostam de jogos para passar o tempo e para aqueles que querem algo para jogar “on-the-go". Um jogo antes desconhecido para mim, mas que achou lugar no meu coração graças ao excelente trabalho da QUByte.

  • Design

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mauroalves

Reclamar da dificuldade dos danmaku e chamá-los de genéricos é coisa de nutella.