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Análise – Warriors Orochi 4

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A Koei Tecmo é uma das grandes distribuidoras e desenvolvedoras third party que apostam no potencial do Nintendo Switch desde o ano de seu lançamento. Após algum tempo no mercado, a companhia tratou de começar a trazer os jogos da franquia Warriors para o console, começando pelo exclusivo que envolveu a franquia Fire Emblem, bem recebido – mas não um estrondo em vendas – e bem feito para os fãs desse tipo de jogo.

Warriors Orochi 4 traz de volta dezenas de personagens das franquias Musou, como Samurai Dynasty, unidos por um capricho de um personagem bem conhecido no mundo: Zeus, o todo poderoso deus da mitologia grega. O desenrolar da história acontece quando juntamente com seus filhos Athena e Ares, Zeus resolve reunir os lendários guerreiros chineses e japoneses em um mundo criado por ele, para travar batalhas e observá-los. O problema acontece quando um item precioso, usado na Deification de certos personagens acaba em mãos erradas – mas daí em diante eu vou deixar para que você explore e entenda.

Não há muito o que comentar sobre o enredo de uma série da franquia Warriors, já que o foco do jogo são os embates. Mesmo assim, algumas cenas entre o final de cada capítulo e aquelas partes importantes do jogo são bem bacanas, e inclusive acho que isso poderia acontecer com mais frequência no título que possui poucas interações fora da batalha.

Passando para a parte de jogabilidade, Warriors Orochi 4 mantém o aspecto já conhecido dos jogos anteriores de manter até três personagens selecionáveis, com opções de ataque comum, carregado e o famoso especial. Não é nem um pouco difícil de entender o que deve ser feito caso você não esteja familiarizado com jogos da série, uma vez que após duas ou três batalhas em cenários diferentes você com certeza já aprendeu, pelo menos, 60% de tudo o que os embates tem a oferecer.

Você precisará de um pouquinho mais de tempo para entender como funcionam os “Sacred Treasures”, os itens divinos responsáveis por ataques mágicos que vão desde aqueles mais comuns até especiais de tamanho e dano capazes de limpar qualquer minion presente no cenário. Além desse recurso, um seleto número de personagens tem acesso ao Deification, que não só os fazem ficarem com uma aparência totalmente diferente e mais próxima do deus que representam, como os dão poderes capazes de causar um belo estrago até mesmo em personagens mais complicados como os deuses e o Lu Bu sob efeito do próprio Deification. Warriors Orochi 4 continua seguindo a premissa de seus predecessores com relação ao treinamento dos personagens e aquisição de armas – quanto mais batalhas, mais experiência, maior chance de adquirir itens e armas de alto nível e também resulta no aumento de relacionamento entre os personagens (garante bônus em batalha e ganho de itens também).

Mas terminemos as flores nas mecânicas mesmo. Infelizmente, a Koei Tecmo não conseguiu entregar Warriors Orochi 4 no Nintendo Switch com o potencial que o jogo merecia no quesito desempenho gráfico. Em minha jornada, foram diversos travamentos quando algum golpe especial mais elaborado era utilizado em cenários lotados de inimigos – e isso vale para ambos os modos TV e portátil do console. As quedas na taxa de quadros ficam evidentes demais quando o jogo não travava, e o abuso de blur para disfarçar o fraco investimento nos efeitos de luz de alguns golpes mágicos comprometeram aquilo que poderia ser um brilho e tanto para a franquia no console da Nintendo… uma pena!

75%
Bom

Warriors Orochi 4 é a continuação de uma série que traz uma imensa diversidade de personagens, gameplay de fácil entendimento e boas mecânicas com enredo satisfatório, mas infelizmente tudo fica complicado com a grande perda de desempenho gráfico que o jogo sofre no Nintendo Switch.

  • Bom

O jogo foi gentilmente concedido pela Koei Tecmo para esta análise.
(The game was kindly granted by Koei Tecmo for this review.)

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1 Comentário em "Análise – Warriors Orochi 4"

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Satoshi
Amiibo

Este jogo me interessa!! Agora, bem que a Koei podia lançar o Nobunaga’s Ambition em inglês na eShop americana pelo menos.