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Damon Baker, da Nintendo, fala sobre indies, e-Shop do Switch, Nintendo LABO e mais

O site Kotaku entrevistou recentemente Damon Baker, gerente sênior de relações da Nintendo sobre os mais variados assuntos. Dentre eles, os principais foram os motivos de alguns desenvolvedores não produzirem para o Switch. Ainda foi destacado as limitações da e-Shop e até mesmo a possibilidade de terceiros entrarem no Nintendo Labo.

Os trechos da entrevista, que respondem principalmente a estas perguntas podem ser vistos abaixo.

 

Sobre como alguns desenvolvedores dizem que não podem receber seus jogos no Switch…

Acho que a melhor maneira de explicar isso é que, no último ano, estamos evoluindo. Tínhamos uma posição, e agora queremos ter uma maior parceria. Assim, parte do processo para novos desenvolvedores ou novos editores que entram no Switch não é apenas lançar um novo jogo ou um novo conceito. Mas sim usar essa oportunidade para provar seu histórico, sua aptidão como desenvolvedor e se eles serão capazes de navegar através do que pode ser um processo complicado de passar pelo ciclo de desenvolvimento, e certificação, e tudo isso. Então, isso faz parte da nossa avaliação.

Eu realmente não posso divulgar todas as nossas diretrizes, mas posso dizer uma coisa. Todos os parceiros que são capazes de incutir um nível de confiança mostram ser capazes de passar pelo processo de desenvolvimento. Eles estão bem informados sobre como trazer conteúdo para os consoles. Alguns desses desenvolvedores têm uma reação negativa ou estão chateados porque não abrimos a porta para hobistas ou estudantes neste momento. Mas um dia nós poderemos. Nós podemos estar indo nessa direção. Mas por enquanto, ainda estamos mantendo um ambiente de desenvolvimento fechado para o Switch.

Sobre como a Nintendo não quer brincar de Deus com o que vem ao eShop…

Sim. Nós não temos qualquer intenção de brincar de Deus. O que eu gosto pode não ser o que todo mundo gosta. Felizmente, as coisas que nós trouxemos até agora ressoaram muito bem, tem um alto nível de qualidade e boa resposta da comunidade. Mas nós realmente queremos confiar nas nossas fontes antes de qualquer aposta. Então, essa é a nossa preferência, é não ter que olhar para cada parte do conteúdo. Embora agora estamos revisando tudo.

Sobre as limitações do eShop e como ela está sendo abordada….

Quero dizer, de forma bem transparente que o eShop sempre teve a intenção de ser apenas um destino de transação, em vez de um destino de merchandising. Desde o início! Mas, como nós o preenchemos com mais e mais conteúdo, é nossa responsabilidade reconhecer isso e ajudar a encontrar maneiras de melhorar a visibilidade, tanto no dispositivo quanto fora do dispositivo. Então, eu acho que a Nintendo está ouvindo isso, que há passos sendo dados – e isso já está em andamento.

No eShop, além das melhorias no canal de notícias, pode-se adicionar áreas como Games On Sale e Best-Sellers List. Mas também haverá melhorias contínuas, para garantir que nossos consumidores e fãs possam encontrar o conteúdo relevante para eles.

Sobre se o Nintendo Labo poderia ser usado por terceiros …

Pode ser. Quero dizer, acho que é semelhante ao Amiibo. Se ressoar com uma comunidade maior, e houver uma base instalada maior, e ela acabar funcionando muito bem, então definitivamente teremos essas conversas de uma perspectiva de terceiros, o que faz sentido. Então, posso dizer que tudo é possível.

A entrevista de Damon Baker, segundo o Kotaku rolou durante a Game Developers Conference – 2018. No evento, a Nintendo esteve presente com algumas apresentações, em especial de Splatoon e ARMS. Ambos os títulos tiveram painéis próprios para mostrar parte de seus desenvolvimentos.

 

Fonte Nintendo Everything Kotaku
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