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Debate – A polêmica em torno da pirataria

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Uma das grandes polêmicas do mundo dos games (aliás, do entretenimento em geral) é a pirataria. Alguns defendem, outros criticam. Os que defendem geralmente argumentam que os jogos são muito caros e, dessa forma, justifica-se a compra desses produtos por uma questão financeira; outros, inclusive com um partido político chamado Partido Pirata (que, até então, não teve aprovada sua criação na Justiça Eleitoral), argumentam que a pirataria, seja de jogos, filmes, etc., permite inclusão social e combate às desigualdades.

Os argumentos por vezes são levados para o âmbito científico, com pesquisas na África, onde, supostamente, o conteúdo pirata teria auxiliado na alfabetização de crianças desfavorecidas. Além disso, com a facilidade no acesso à cultura, há a maior possibilidade de rompimento com a defasagem histórica de capital cultural dos menos favorecidos.

Por outro lado, os detratores da prática costumam enumerar questões ético-morais, e estão ancorados, nesse sentido, pela legislação. Indo mais a fundo, os que não aceitam a prática costumam argumentar que o fator preço e demanda tendem a se desequilibrar com a prática. Conforme a perspectiva econômica, quando alguém pirateia um serviço ou produto, acaba forçando as empresas, para atingirem o lucro esperado, a aumentarem o preço de seus produtos, numa perspectiva de demanda reduzida.

Outro argumento também se ancora nas leis de proteção à propriedade intelectual. Diz respeito ao pagamento para o autor do produto, que acaba sendo prejudicado com a compra de uma cópia pirata. Esse argumento também diz respeito ao valor, quer dizer, ao tempo de esforço dedicados à criação, produção, marketing e distribuição que são profanados pela prática, hoje, como dito, ilegal.

Um outro ponto é que, em alguns casos, sequer é possível distinguir o que é ou não pirataria. É interessante lembrar o icônico caso da Daslu, uma loja voltada para pessoas de alta possibilidade de consumo, que foi desmascarada exatamente por vender produtos piratas no lugar de originais a preços exorbitantes. De algum modo, é certo dizer que com a circulação de produtos piratas, há sempre a desconfiança se o produto adquirido, mesmo em lojas que aparentemente atestam a procedência desses produtos, seja original.

É importante também pensar que não se trata de uma questão de condições financeiras; afinal, países cuja renda per capita é alta também pirateiam produtos. Estados Unidos da América lideram o ranking da pirataria. Esse exemplo é impactante pensando que os preços no mercado mundial são negociados (para a maioria avassaladora de produtos) em dólar estadunidense. Portanto, as condições econômicas favoráveis não significam a ausência da prática. O Brasil é o segundo nesse ranking.

Falando mais especificamente de vídeo games no Brasil, a pirataria de jogos corresponde a 82% do total de produtos pirateados e movimenta bilhões de reais por ano. Esses produtos chegam de forma ilegal pelas fronteiras (principalmente do Paraguai) e garantem um preço mais em conta em muito porque não são tributados. A tributação de importados no Brasil costuma elevar o valor de jogos e vídeo games originais. Existem muitas exceções, mas, de forma geral, pagamos muito além do preço original em dólar.

Ainda que no país tal prática seja crime, ela ocorre com total conhecimento das autoridades. Afinal, não é possível que os departamentos de polícia, governadores, prefeitos, etc. não tenham conhecimento de inúmeros vendedores ambulantes ou de um local como Santa Ifigênia, reconhecidamente um local físico, emblemático do “mercado cinza”.

Os brasileiros foram responsáveis, por exemplo, pelo desbloqueio do Wii U. Sendo esse desbloqueio conhecido, inclusive, como “método brasileiro” (brazilian method). É interessante que os brasileiros atingiram um nível elevado de profissionalização da prática, sendo eles capazes de criar softwares.

Com o tempo, agora me pautando na indústria musical e cinematográfica, houve uma adaptação mercadológica, de forma que, ao invés de vender música ou filmes e séries, vende-se um serviço. Netflix e Spotify são exemplos. Reconheceu-se que não haveria como frear o avanço da pirataria, o que barateou e muito foi o preço pago para ouvir música. Cantores como a Björk, Taylor Swift, Thorm Yorke consideram esses serviços desrespeitosos.

Os argumentos dos cantores dizem respeito ao tempo de produção, para se sujeitar a receber valores que vão de US$0,006 a US$0,0084 por reprodução para os cantores, valores desrespeitosos. Para ela, o modelo ideal seria o lançamento do produto físico, para aí, depois de um tempo, chegar em streaming. Algo que acontece comparativamente com filmes, que lançam inicialmente no cinema e, somente depois, são lançados na Netflix.

Como podemos perceber, a pirataria não é um assunto que se fecha em si mesmo, ele avança para outros níveis, inclusive na transformação das práticas da própria indústria que tenta reduzir seus prejuízos. É evidente nesse sentido que as mudanças nas condições de produção afetam os trabalhadores (nesse caso, os artistas) negativamente.

Dados esses pontos, queremos saber, o que você pensa sobre esse assunto? Comente abaixo. Lembrando que o ambiente deve ser de respeito mútuo. Não é pra xingar o coleguinha que não concorda com você.

Obs: O Switch Brasil não apoia a pirataria e nem incentiva a prática, esse texto serve somente para debater sobre o assunto tendo em vista que se trata de uma polêmica e, portanto, socialmente passível de discussão.

Revisado por Rodolfo R.

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53 Comentários
  1. Boo Diz

    Eu só destravo meus consoles após o fim da geração, pra poder jogar aqueles jogos obscuros que eu nunca achei/tive coragem de comprar. Enquanto o console está atual, compro tudo original e mantenho o console atualizado e dentro das normas. Mas não dá pra militar sobre “As devs não estão ganhando dinheiro” pra jogos que nem são mais produzidos e só existem no mercado de usados…

    1. lelogaldino Diz

      Eu gosto de destravar para ter aplicações que normalmente eu não tenho. Principalmente nos consoles da Nintendo. Tipo, no Wii U tem um aplicativo que permite usar outros controles, como o de PS3/PS4, que eu acho muito útil. Me economizou uma baita grana. =)

  2. Escroticeiloveyou Diz

    Pirataria é justificavel na minha opinião.
    Pra começo de conversa é preciso separar piratero sem poder aquisitivo de piratero com poder aquisitivo, ou seja, o publico indireto do publico direto e que sustenta a industria.
    Games, querendo ou não, são artigos de luxo pro brasileiro e qualquer outro pais que não seja do chamdo “primeiro mundo”. A pirataria permite a inclusão social, que por métodos legais são inviáveis. E como o artigo aponta, isso é em todas midias, e dentre elas, games continua a mais cara mesmo assim e sempre assim.
    Sobre a questão moral e etc, que se foda, acho muito otário quem se preocupa com a carteira de grandes empresas. É difícil uma empresa falir por conta de pirataria se ela não for indie.
    Porém, eu acredito que em determinado momento é necessário tirar o escorpião do bolso, mas quem sabe quando pode não sou eu e sim a propria pessoa conhecendo os proprios limites financeiros.
    A questão gamer tras outro destrinchamento: os jogos antigos. É errado piratear um jogo que não é mais publicado no mercado? Não acho. Eu joguei Rogue Galaxy piratão no PS2 sendo que ja tinha no PS3 pra comprar pq na época eu nao tinha dinheiro pra investir num PS3; hoje tenho o jogo compradinho na minha conta da PSN. Piratiei no 3DS sim, e foi depois de ter um com mais cerca de 20 jogos originais, e perto dos 40 originais passei o modelo desbloqueado pra frente, hoje estou com mais de 60 games originais. Não tenho a menor culpa, não me arrependo e precisar faço de novo. Desde o Cube, só piratei no DS, o 3DS não cheguei a piratear de fato, foi mais pra jogar jogos japoneses e uns pouco titulos que nao tinha dinheiro pra comprar, sendo assim passageiro. Meu Cube e Wii sempre foi desbloqueado mas só rodei jogos originais, inclusive comprando os Just Dance japoneses ao invés de baixar a isos, usei a pirataria pra rodar os jogos originais de outras regiões. E olha que todos os consoles BigN com trava de região eu tenho 2 consoles de regiões diferente.
    Acho que a pirataria é bem mais complexa do que simplesmente limitar a certo ou errado. Não acho que quem pirateia tem o dever de comprar depois o que foi pirateado. Acho sacanagem é quem pode comprar mas se nega, esses sim afetam negativamente a industria. Se o cara não tem condições de comprar então não é um consumidor, a situação é bem diferente. Minh vizinha acha um absurdo quando gasto 80 num jogo, e ja comentou que se fosse ate uns 30 pagava. Complicado. Tanto quanto quem pirateia pirateia porque boicotou X jogo por conta N politica.
    O ruim é quando o publico pagante, com poder aquisitivo, se fecha a desenvolvedoras menores. E isso não tem nada a ver com pirataria.
    Cada um sabe o que faz. Cada um conhece seu alcance e limitação. Cabe a cada um avaliar se isso é valido pra si ou não. Refletir em que momento sua pirataria pode contribuir de forma positiva e negativa para a industria. Lembrando que sem pirataria ninguem aqui seria fã de games pois praticamente nem teriam jogado na jogado. Amém phantom system e feirinhas de sabado repletas de jogos de PSX/PS2.

  3. Tony Montana Diz

    Não ha nada que justifique roubo. Pirataria é crime de acordo com a nossa constituição. Fim.

  4. Shadow Moon Diz

    é bom lembrar, que hoje os desenvolvedores e as publishers nos roubam a torto e a direito

    1. Dr.K Diz

      Grave ameaça e violência juntas?!?

      [shao]

      Não… A gente até pode se arrepender de morte de comprar um jogo (Destiny), mas ninguém põe uma arma na cabeça pra você comprar determinado jogo.

      Pesquisar ajuda, antes de comprar qualquer coisa. QUALQUER COISA!!!

      É razoavelmente fácil não entrar em furadas (comprar jogo ruim) considerando que existem tantas informações sobre jogos na internet por aí…

      1. Shadow Moon Diz

        assim como ninguém o faz pra que você pegue o jogo pirata, mas é inegável que cada vez mais os jogos vem incompletos, com season pass atrelado ao seu desenvolvimento, loot boxes a rodo e por aí vai, tá se tornando raro ver um jogo que não seja indie, vir completo, não tem como desviar quando já está pra todo lugar.

        por sinal aquilo de desejar coisa “ruim” pra quem quer o console destravado foi bem falho né, quase todo destravamento atual não permite usar o online, e se isso acontecer, é culpa exclusivamente da dona do serviço por não saber proteger seus consumidores, como o ban wave do 3ds que baniu pessoas que nunca colocaram nada “adulterado” em seus consoles. e só veja o wii u e o tanto de coisas que foi colocada no console e a preguiçosa da nintendo não o fez por seu consumidor fiel.

        1. Dr.K Diz

          Eu entendo o que você quer dizer, mas ainda acho injustificável.

          Cara… Eu não sei a tua idade e nem o que tu fazes da vida… Mas trabalhar em algo ou pra alguém e não ganhar um puto de um tostão pelo teu suor e inspiração é uma das coisas que te deixam amargo na vida. Sério…

          Felizmente eu ganho o suficiente para viver confortavelmente, mas quem está no Comércio sempre tá à mercê de um golpezinho de um mau pagador.

          Nada nessa vida é de graça. Nada!!! Pra mim é de boas se um jogo tem loot box mas é F2P. Pra mim é de boa também custar 300 pratas e ter um gráfico poderoso. Nem todo jogo que custa isso eu vou me dar o luxo de me comprar; mas, vem cá: eu não preciso ter todos os jogos por aí. Eu não fico doente por não ter todos os jogos. E eu não fico doente por esperar eles baixarem de preço.

          É uma questão de se informar antes de investir a tua grana num jogo. Se você pensar que um jogo é um investimento, obviamente. Eu penso assim. Sempre pesquiso, olho vídeos, leio… quando formo um julgamento; compro o game.

          A gente não tá falando de água e comida. A gente tá falando de uma forma (dentre tantas) de entretenimento. Mano… A gente paga Netflix, a gente paga internet, a gente paga TV por assinatura… eu pago até pra ter a minha playlist (Spotify Premium) rodando no carro, sem ouvir propagandas e vinhetas chatas. Por isso que eu não me incomodo em pagar pra jogar… Eu trabalho pra poder usufruir das coisas boas da vida, afinal de contas.

          E nem tô falando da porcaria que é os hacks e os cheats que acontecem quando um console é completamente destravado como foi o caso do Wii. Não tem o que fazer… Só rezar pra não cair num lobby cheio de sacanas.

          Eu tive alguma treta em Facebook na época dos CODs do Wii dentro dos grupos fechados… e o pior que os cheaters eram identificados e reclamavam porque a gente excluía eles das jogatinas fechadas em grupos e dos campeonatinhos organizados na época.

          Eu espero, sinceramente, que exista um cantinho especial no infernosó pra cheaters de jogos online.

        2. Shadow Moon Diz

          não me incomodo de pagar, pago por boa parte dos meus jogos desde a geração passada, se for juntar minha coleção do wii u, dá pra comprar 2 switchs, inclusive compro do pc, onde o pessoal faz questão de falar que vai piratear até em pagina da steam.
          me incomodo por ser lesado como consumidor, comprar um produto caro e ter que continuar pagando pra poder ter o produto completo e isso tem acontecido constantemente.
          pra mim o que boa parte das empresas fazem hoje(incluindo a dona nintendo) é roubar seus consumidores. enganam vendendo o jogo por $60 quando na verdade o pacote completo é muito maior, por sorte finalmente os políticos(ao menos dos eua) estão começando a olhar pra essas praticas agressivas e anticonsumistas.
          e a coisa se espalhou, não adianta boicotar porque tá em quase tudo que é jogo, tá chegando ao nível de ou você muda seu gosto por jogos, ou vai pagar uma nota muito alta pra poder ter seu jogo favorito completo.

          não justifica pirataria, mas não é como se não merecessem também, mas como eu já disse, hoje em dia a quantidade de pessoas envolvidas é muito menor(só entrar em forums famosos sobre o assunto e comparar com a época do wii/ds) não dá nem pra fazer cócegas comparado ao lucro dessas empresas, tanto que a nintendo demorou muito pra tomar alguma atitude com relação ao 3ds e a sony recentemente deu de bandeja o ps3 pra ser destravado no fw mais recente.

        3. Escroticeiloveyou Diz

          “Eu trabalho pra poder usufruir das coisas boas da vida, afinal de contas.”

          diz isso pra grande massa brasileira que recebe um salario mediocre
          querendo ou não, suas condiçoes são exceção e não a regra
          seria maravilhoso um mundo assim, mas não é a realidade de todos infelizmente

          Imagina pagar internet, netflix, spotify, psn, agua, luz, comida, roupa, passagem de onibus, sustentar marido, esposa e 4 crianças, aluguel, dizimo (caso seja religioso), etc com uns de 2,5K. Acredite, vão passar 2 semanas por mes comendo apenas arroz com feijão. Acha mesmo que um caso desses, realidade da maioria dos brasileiros, tem condições de comprar um entretenimento tão caro como games ao menos 1x por mês? O.o

          concordo sobre os cheaters @[email protected]

        4. Dr.K Diz

          Eu me considero alinhado com uma visão de mundo socialista. Ainda assim, não admito a tua visão como correta.

          A coisa mais errada que existe nesse mundo é gozar de algo que não é teu sem pagar. Alguém que trabalhou não recebeu.

          “Ah… As publishers tão nadando em dinheiro”

          Sim, e daí?!? Tão cobrando pelo trabalho delas, oras!

          Você deveria citar o ponto de que não estamos falando de comida e água. Dá pra passar sem jogar.

          É uma questão de escolhas na vida. Não tenho filhos, trabalho em dois locais e ainda se der tempo ajudo num negócio familiar.

          Provavelmente ganho menos que muito pirateiro aqui. Mas sou responsável com a minha grana.

          É errado, pô!

          “Ah… Mas antigamente…”

          Antigamente, pô! Hoje tem jogo bom F2P. Tem serviços de assinatura e caralho a quatro. Tem promoção todos os dias. Dá pra comprar online, física e digitalmente.

          Sai mais barato um jogo que é teu pra sempre, que você pode jogar 100, 200, 500 horas… Do que tomar uma cachaçada na balada ou um jantar caro num restaurante gourmet. Sai mais barato que marmita, às vezes.

          Eu não gasto mais que 100, 150 pratas por mês e com os serviços de assinatura devo ter mais jogos do que consigo jogar em meu tempo livre.

          Esse argumento de pobreza relativa do brasileiro precisa ser relativizado quando a gente fala de acesso a cultura e entretenimento.

          Se o pessoal aqui ainda vivesse na favela… Lá jogam Bomba Patch no PS2 e no 360… Daí tudo bem.

          Enfim… É errado. PONTO.

          Pelo menos você concorda comigo em relação aos cheaters… Não há nada pior do que não poder se divertir por causa de hacks num jogo online.

        5. Escroticeiloveyou Diz

          Eu acho errado pirataria.
          A questão é que eu tbm não acho certo julgar quem pratica dependendo do contexto da pessoa. Existem casos e casos. Como tu disse, deve ter piratero aqui que ganha mais que você, e como eu disse, acho esses casos errado e injustificável.
          Acho que existem horas que devemos precisar olhar pras empresas e outras para o indivíduo. Só isso.
          Na música é engraçado que quem é insatisfeito é o artista e não o público por exemplo, e estou falando das plataformas de streaming, que definitivamente não os contempla mesmo com o público pagante. Nesse caso, quem paga não liga pro retorno ou viabilidade do artista, tanto que a maioria usa streaming por 2 principais motivos: moralidade (não quer mais piratear pq, de fato, é errado) e facilidade (sem MP3/FLAC/m4A comendo a memória).
          Eu acho que a questão não é apenas pagar e tá tudo certo.
          Eu não discordo nem concordo com você apesar do que possa parecer.

        6. Dr.K Diz

          Você parece concordar, mas, pelo amor ao debate, qual é o momento em que é justificável piratear? Porque não é exatamente claro o teu posicionamento pra mim.

          De uma maneira geral, concordamos que é errado; porém tu colocas que um pai de família, cheio de contas, poderia fazê-lo pra preservar o seu patrimônio.

          Não seria mais prático trocar de alternativa de entretenimento?

          Ou a insignificância do ato de piratear o tornaria menos imoral?

          Digo: Tem desenho no YouTube… Tem música lá também… Tem TV… Tem “n” alternativas mais baratas e até gratuitas de ocupação da mente e do tempo.

          Tem até console antigo do qual não se monetiza mais, se games forem uma coisa estritamente necessária.

          Quando fazer algo que admitimos abertamente que é errado torna-se admissível; dentro de uma moralidade?

        7. Escroticeiloveyou Diz

          Muito complicado.
          Relendo o que escrevi usei injustificável pra quem tem poder monetário. Talvez dê a entender que quem não tem é justificável, mas não é, as coisas não são por aí, eu apenas acho compreensível, o que não implica em condescendência. Não acho que um fodido pai de família tem direto de comprar console desbloqueado só por ser um fodido, mas a situação evidência um problema com X causa que tem N efeitos e precisa de Y solução.
          Não acredito que buscar outra forma de entretenimento seja a resposta. Games são produtos de apelo (não preço) de massas e cultura. Acaba sendo bastante excludente e elitista e mais uma separação da sociedade por conta da, também injusta, desigualdade social. Eu vejo isso como algo muito egoísta.
          A indústria é quem precisa mudar algumas posturas e políticas, pois convenhamos, a indústria gamer nao pensa no consumidor num geral. O negócio lá da Nintendo na China com console e jogos mais baratos é uma postura valida por exemplo que vejo como pautada não só na economia local mas também no que tange a pirataria. Quem quer mudança precisa se mexer, e os maiores prejudicados pela pirataria são as próprias empresas.
          Contudo, acho que ainda teríamos piratero descarados independente das questões financeiras. Erradicar a pirataria acredito ser impossível em qualquer lugar do mundo. Minimiza-la me parece a solução, mas pra isso acontecer tem de a ver condições e conscientização de consumidores, empresas e nessa questão, querendo ou não, entra economia e política, que vejo hoje muito distantes dessa possibilidade, seja dentro ou fora do Brasil.
          É por aí. Eu francamente não tenho mais o que moer sobre o assunto. Mas fique a vontade pra continuar o diálogo smile

        8. Dr.K Diz

          E é por isso que você que você é um dos usuários mais bacanas deste site. Obrigado pelo colóquio, parceiro.

          Também penso que é uma questão de consciência.

          Eu entendo quem pirateia. Eu já tive console desbloqueado; mas a partir do momento que isso me trouxe dissabores com os cheaters online e do momento em que eu realmente me percebi como um adulto por ter que pagar as suas contas, que vive de um trabalho autônomo; é que eu percebi o quão inconveniente é a pirataria e ter alguém usufruindo do seu trabalho sem te dar nada em troca.

          Valeu!

        9. Escroticeiloveyou Diz

          Nossa, obrigado K. De vdd. Deixou meu dia mais feliz ^^
          Tbm gosto muito de você e obrigado pela conversa wink

    2. Rhyel Diz

      Entendo o sentimento e concordo, mas o termo neste caso não é roubar. É muita ganância e jogo sujo e como consequência, muitos tem feito o correto, protestam e não compram nada de algumas empresas.

  5. Joaolandia Diz

    Eu sou contra a pirataria, pois eu acho injusto não só porque isso é um tipo de rouba, mas também você está tirando o dinheiro do trabalho dos desenvolvedores e um dos motivos dos jogos serem tão caros

  6. Dr.K Diz

    Eu vou começar pela minha conclusão: hoje a pirataria é injustificável. Sem falar que com a pirataria vem a pior praga dos games: hackers e cheaters.

    Cara que diz que quer um Switch desbloqueado merece perder pra hacker dando Bullet Bill e Estrelinha no Mario Kart Wii. Merece Aimbot/Wallhack no COD; e merece ban da Live e afins.

    Porque esse tipo de porcaria vem com um preço muito alto: os sacanas tirando a diversão de todo mundo online.

    Tendo dito isso; eu admito que não tenha um gamer aqui que jamais tenha pirateado. Sempre foi foda comprar jogo original no Brasil. Antigamente nós simplesmente não tínhamos acesso a jogos. Na minha pequena cidade (11 mil hab. no Norte Rural do RS), você pode comprar jogos de PS3, PS4 e XB360 e alguma coisa do XBO, às vezes. Eu comprei meu primeiro jogo na minha cidade em 2016! Antes eu precisava viajar 100Km pra poder comprar um jogo. E nesse meio termo tinha que pagar o lanche e compras da mulher, gasolina etc et al… Pra mim poder comprar um jogo fisicamente, eu tinha que programar um “passeio”, uma “viagem”.

    Isso se eu achasse o jogo que eu tinha em mente lá. Ainda bem que existe a disponibilidade de jogos digitalmente! Ainda assim, até pouco tempo, era um parto de bigorna, porque eu tinha acesso era uma Internet a Rádio que funcionava precariamente. Se chovia, ferrava o sinal. GTA 5, quando comprei pro 360, eu levei 4 dias para poder jogar, Destiny demorou igualmente. Halo: MCC, que veio digital com a compra do meu XBO levou 6 dias baixando!

    But… God Bless the Banda Larga via fibra ótica. Hoje me viro com 8M de boas. Tenho jogos maciços no HD do console, como Gears of War 4 e Halo 5 que ocupam 100 GB e os baixei sem grandes esperas.

    Digo isso porque temos acesso à Outlets digitais que dão acesso a jogos com preços ínfimos, temos serviços de assinatura que dão jogos aos montes. Tem Live, tem Plus, tem Humble Bundle, Tem UPlay, tem Origin, tem EA Access… Só escolher!

    Se você não concorda com os preços praticados, eu lembro que basta esperar que os jogos baixam de preço!

    Eu literalmente tenho uma conta no Steam pra arrebanhar jogos dados de graça (geralmente da Sega). Eu tenho conta no Origin pra pegar os jogos dados “Por Conta da Casa”. Na MS Live e na PSN+ você ganha quase cinquenta jogos por ano.

    Sem falar que existem muitos jogos dados de graça que valem a pena ser jogados. Heartstone, Team Fortress 2, Fortnite: BR, Warframe… você pode escolher e ser feliz!

  7. Niooor Diz

    Não fosse a pirataria eu nunca teria jogado videogame na vida. Até porque eu joguei em locadora até ter meu primeiro emprego, e todos sabemos que locadora em periferia jamais se sustentaria com original.

    Concordo com o Horokeu abaixo, a cultura gamer é relativamente nova, mas quase ninguém tinha poder aquisitivo pra comprar um console no Brasil, e isso forçou a maior parte dos gamers de hoje a já terem certa intimidade com as maracutaias.

    PS: cadê minha badge do link? exijo meus direitos!

    1. Dr.K Diz

      “cadê minha badge do link? exijo meus direitos!”

      Eu entrei na época do Wii ainda… tá valendo?!?

      Também quero!!!

      Edit: Eu sinto mais falta dos emoticons…

  8. kchan Diz

    Interessante que na própria matéria já diz que a pirataria é muito praticada fora do Brasil, teoricamente em países com EUA e Japão não precisaria de pirataria, mas não é bem assim, já que os números de pirataria nesses países também é alto, e mesmo assim nos comentários ainda tem gente falando que só o Brasil é assim?! Com certeza nosso país está problemático, principalmente por falta de interpretação de texto, de imagens(porque já vi que até em vídeos algumas pessoas tem dificuldade de entender), mas principalmente falta de atenção. Eu que já vivi com muita pirataria por diversos motivos, o mais forte foi a condição financeira, mas também já tive tantos jogos que nem conseguia jogar e mesmo assim continuava piratiando. Hoje eu não gosto, aprendi que acumular jogos não ajuda em nada, tenho mais consciência do processo de fabricação de um jogo e portanto maior consideração com os produtores, mas não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que nunca mais irei usar, mas se puder evitar, evitarei, e não sinto orgulho nenhum, não faria questão de comentar com ninguém, e nem divulgar, acho muito estranho que algumas pessoas se gabam da pirataria. Acho que como mostrado na matéria, a pirataria que é praticada por pessoas de todos os lugares do mundo e de todas condições financeiras existentes, tem mais haver com quebra de leis, esse desafio às leis instiga muita gente com boas condições financeiras, e também o vício, poucos admitem que se viciaram em baixar conteúdos piratas mesmo que não utilizem, então não acho que em todos os casos, as condições financeiras definem o motivo. E claro que a pirataria tem seu lado bom como tudo na vida, muitos que estão hoje jogando jogos originais começaram com jogos piratas, que ajudaram e ainda ajudarão a divulgar jogos, filmes e afins.

  9. Bodii Diz

    Na época do Atari 2600, exceto a Polyvox que era a representante oficial da Atari no Brasil, todos os demais cartuchos eram piratas. As pessoas achavam que CCE, Dynacom, Digivision, Galaxy e tantas outras marcas de cartuchos eram originais por serem de marcas conhecidas, mas não eram.

    Depois com o NES, a mesma coisa. Bit System (clone do NES), Phantom System, Top Game VG 9000, Hi Top Game, tudo marca paralela clone do NES. As pessoas compravam sem saber que eram consoles clones. Seus cartuchos seguiam a mesma linha. Porém, quem tinha um NES original no Brasil se ferrava, pois os cartuchos nacionais não funcionavam nele.

    Aí veio o Super NES, e as empresas tentaram fazer seus clones, algumas até conseguiram, mas como a Nintendo estava no Brasil oficialmente através da Estrela + Gradiente, foram impedidas de lançarem os consoles clones. Mas os jogos, esses lotavam as locadoras. E não era so jogo pirata, jogo original vinha de fora também pelo Paraguai. O cambio era muito desfavorável e a renda do brasileiro só caía. Isso foi criando a cultura do jogo mais barato, fosse original entrando por descaminho, fosse o pirata mesmo.

    Quando chegou o Play Station 1 e a facilidade que era para copiar um CD, foi a festa. O povo já vinha de uma cultura de comprar jogo clone barato. Quando as bancas começaram a vender jogo de PS1 clone, ninguém mais comprava original. PS2, Game Cube, Dreamcast…as pessoas ficavam só esperando o desbloqueio pra escolher qual comprar.

    Com o N64, o pessoal tinha receio de usar jogo pirata pq o adaptador exigia um jogo original junto e as vezes queimava o console.

    Hoje, com o uso dos consoles para jogatina online e compras por download, é muito mais vantagem manter os jogos originais pelo menos durante o ciclo de vida do console. Vale lembrar que as fabricantes avisam que os jogos também não podem ser alugados, como vem escrito nos manuais: “not for rent”. Ou seja, se vc não quer comprar pirata, não pode alugar um original também sem a autorização da desenvolvedora.

    Com consoles antigos e os mais atuais depois que a empresa encerra os servidores acho justo que as pessoas desbloqueiem seus aparelhos pois é uma forma de manter o interesse no aparelho. Tem servidores de Wii com Mario Kart Wii até hoje rodando “alternativamente” em algum lugar do mundo.

    Jogos raros em cartuchos, gravação em eprom, backup, etc. Quem coleciona as vezes precisa apelar para meios alternativos já que a indústria não tem interesse em ficar relançando um jogo lá dos anos 90, por exemplo. Sem contar a mágica que é você pegar um jogo que vc adora, baixar a rom dele traduzida e fazer seu próprio cartucho em Portugues_BR que a empresa nunca se preocupou em fazer. Só destravando o console.

    Então é isso. Eu defendo o desbloqueio depois do ciclo de vida comercial dos consoles. Não prejudica as empresas e traz benefícios para o gamer. Já pirataria, cada um que arque com sua consciência.

  10. Tsunami Diz

    Sendo bem sincero? Poucos dos meus consoles hoje são bloqueados.
    Meu 3DS eu tenho duzias de jogos originais, mas chegou uma hora que os preços estavam altos demais e acabei desbloqueando ele e meu Wii U.
    Podem me xingar u.u

  11. Diogo Neto Diz

    Tive jogos piratas no ps1, ps2 e wii. Tinha vários jogos e acabava não jogava nenhum direito, começava e parava. No wii u/ps4/switch comecei a usar jogos somente originais e hoje não abro mão, compro os melhores jogos, aqueles que realmente vou jogar e aproveito bem mais do que antes. O custo de jogos no BR é muito caro o que eleva em muito o nível da pirataria, um jogo nos EUA lançamento é 60 dólares (salario minimo lá é cerca de 1500 dólares, ou seja, cerca de 4% do salário), no BR um jogo da nintendo custa em média entre 200 e 300, pq não tem venda oficial aqui, do ps4 da uma barateada por ter venda oficial e sai cerca de uns 150 no lançamento, mesma assim é uma porcentagem entre 16% e 31% do salario minimo do BR. Se fosse mais realista as coisa, teria menos pirataria, mas como não é, ainda acontece e muito. Claro que vai continuar existindo, mais seria bem menor. Conheço muita gente que usa e 99% delas não teriam condições de manter jogos originais.

  12. denis_timao Diz

    Usei pirataria até o Xbox 360, depois só original.

  13. Mcl_Blue Diz

    Como artista e aspirante a game design, não posso em boa consciência apoiar a prática da pirataria, imediatamente me coloco no lugar deles e imagino gastando meu tempo e meus recursos para criar alguma coisa, e as pessoas simplesmente pegando essa coisa e levando embora sem pagar. É literalmente roubo.

    Como consumidor, não posso em boa consciência condenar a prática da pirataria, uma vez que gaming é uma das formas mais caras de entretenimento no país, sendo muito raro encontrar um jogo original custando menos de 100 reais (não me refiro a lojas virtuais), isso sem nem falar dos preços dos consoles em si, e para alguém que malmente tem o dinheiro necessário para se manter as is, pagar esses preços exorbitantes por um entretenimento é incabível. É praticamente roubo.

  14. Rhyel Diz

    Esta questão varia conforme o tempo, aqui no Brasil.
    Na época do NES, SNES, foi um cenário, PS1 e PS2 foi outro cenário.
    Mas agora tem loja online com desconto, é relativamente fácil comprar original pelo ML e dá para vender o seu jogo original usado também.
    Outra coisa importante. Acho que os sites de notícias de jogos também tem responsabilidade, sempre dando muito destaque para “desbloqueio” de consoles. O mesmo para administradores de fórum que deixam o forum como guia e suporte para a prática.

    1. Horokeu Diz

      Mais um que acha que site de notícia tem que filtrar ~notícia de pirataria~ porque influencia as pessoas.

      Quem quer piratear não vai esperar um site postar não, fio.

      1. Rhyel Diz

        Não falei nada de influência. Falei de referência, O cara le a notícia detalhada, dizendo por exemplo o grau de eficiência, reversibilidade etc
        Na hora de ler a respeito encontra apoio, guias e depoimentos.
        Acho que um site e fórum não deve prestar este serviço, se o cara quer ir pela ilegalidade, procure sites que nunca terão apoio legal da indústria de jogos.

    2. FabLuz Diz

      Concordo muito com tudo que disse. Hoje é de certa forma barato manter um console e revender jogos.

  15. Jumpman Diz

    Usei muitos jogos piratas até o PS2 pq na época eu era novo e ainda não trabalhava e mesmo se tivesse a grana, dificilmente compraria original pq nem sabia que existia ????Todos os meus consoles foram importados do Paraguai, com exceção do WiiU, que consegui pegar uma boa promoção na Saraiva, fora isso, me recuso a pagar o preço que cobram nos consoles “oficiais”.Nesse caso não vejo um mal, pq estou apenas boicotando os impostos, que certamente iam parar na mala de algum político.Sou a favor da pirataria para jogos mais antigos, pois infelizmente o acesso a eles por vias legais fica muito restrito, e tem cada pérola antiga que não pode ser esquecida.Uma questão interessante, é que a pirataria fez a popularidade dos vídeo games aqui no Brasil.. duvido muito que esse mercado seria grande por aqui, se nós não tivéssemos acesso a jogos piratas.. a grande maioria das pessoas já usaram games piratas, é algo que já faz parte da história dos games.

    1. Jumpman Diz

      Moderação, quando puder, dá uma olhada na versão mobile do site.. está um pouco ruim pra mandar texto grande pq ele acaba “vazando da caixa”E também não editou corretamente, eu havia pulado linha e espaçado corretamente e no final o texto ficou tudo junto ????

      1. lelogaldino Diz

        Vou pedir para verificarem. Obrigado pela contribuição. Lembrando que deixamos um ambiente no fórum para que os usuários reportem os problemas.

        1. Jumpman Diz

          Opa, da próxima eu procuro essa ferramenta para reportar o problema.

      2. Rhyel Diz

        Aqui para pular de linha, tenho que dar um espaço antes e depois dar enter. Isto usando o chrome no smartphone. Também na hora de editar, só aparece um espaço pequeno do texto original, mas quando clica aparece tudo. Não notei este “vazamento” do texto.

        1. Jumpman Diz

          Engraçado que agora eu fui ver e realmente não vazou o que eu digitei..
          A caixa foi ampliando..
          Será que foi algum bug no meu aparelho?

  16. Ledig Diz

    É errado, eu faço, sou um filho da puta.Aguardo ansiosamente o desbloqueio propriamente dito do Switch.

  17. Will Garcia Diz

    Claro a casos como o Brasil onde em algumas situações em jogo pode chegar a custar mais de 300 com no caso do switch, não há nada que justifique isso, por muito anos usei a pirataria, o ds foi meu ultimo console onde usei pirataria, não me arrependo, graças a isso quando comprei o 3ds decidi que só usaria jogos originais, claro hoje tenho emprego e consigo bancar meus jogos, mas para um criança pobre que não tem condições de ficar pagando 100~200 em um jogo não acho a pirataria errada.

  18. Will Garcia Diz

    Acho que console quando deixa de ser descontinuado deve ser pirateado. por exemplo o wii u, ainda mais no Brasil, pagar 200 reais em jogo do wii u é foda, ou em casa de jogos raros, como por exemplo o lindo Salotorobo de DS um jogo de 2011 que pode ser achado usado por meros 70 dolares.

  19. Shadow Moon Diz

    pra mim é um assunto já encerrado, não existe nos consoles atuais e mesmo que amanhã destravem o switch e ps4, nunca vai ser da forma predatória como era no final dos anos 90.quando criança minha família tinha condições de comprarem pra mim os jogos originais, o problema é que isso era muito raro de encontrar, muito mesmo. lembro que uma vez queria comprar o final fantasy 7 com a parte de trás preta(única forma de saber se era verdadeiro ou não na época do ps1 e mesmo isso conseguiram fraudar) e não consegui encontrar em lugar algum na cidade. era difícil naquela época encontrar produtos originais, não é a toa que os mesmos são caros de adquirir hoje no brasil caso queira colecionar. agora na época do 360 e wii fazia quem queria, todos sabiam que estavam comprando um console destravado e a difirença de encontrar um jogo original em diversas lojas conhecidas ou o mesmo jogo em uma banquinha no centro da cidade. o que quero dizer é que já foi algo que acontecia muito, mas não por culpa das pessoas, mas por falta do produto mesmo, e hoje em dia é puramente da consciência de cada um. seja por falta de acesso, de dinheiro ou por não querer gastar nada, só fico indignado quando querem puxar a culpa pra nós brasileiros, como se só aqui isso acontecesse, não era br que colocava iso de jogo japonês na época do ps2 até o ps3 na internet assim que o jogo saía por lá..

    vamos ser sinceros, isso nos consoles praticamente acabou já faz um tempo, vira e mexe se descobre um meio de “destravar” algum console popular, mas geralmente já é quando o mesmo entra em declínio e geralmente é uma dor de cabeça, como o citado wii u(fora que o destravamento dele adiciona muitas coisas que a nintendo não deu pra quem comprou o console) limitando bastante a quantidade de pessoas que podem usar, se alguma empresa aparecer usando pirataria como desculpa pra colocar boxes e outras formas de extorsão nos jogos, só posso imaginar que o CEO tá muito drogado ou é um baita cara de pau.

  20. IsraelMedeiros Diz

    Esta questão da pirataria é bem complexo de se discutir. Pra mim tem jogos que não me importo de comprar original, outros sim. O criterio q uso pra definir isso é meramente a facilidade de acesso ao jogo que quero. Jogos antigos que posso encontrar no VC do Wii U ou Wii eu não me importo de comprar porem se o jogo não tem versão para essas plataformas eu baixo pirata sem vergonha alguma. Jogos de GC eu comprava ate adquirir um WiiU na esperança de lançarem um VC do GC mas a Nintendo cagou total pra isso, então desbloqueei meu Wii e agora não compro mais. resumindo se as empresas quiserem combater de verdade a pirataria elas tem q focar não apenas no preço dos jogos mas tambem num sistema de ditribuição melhor.

  21. Horokeu Diz

    Não é só a cultura do brasileiro que precisa mudar. É a economia. Se vivessemos em um lugar onde o cidadão médio pudesse comprar tudo que deseja consumir e por preços viáveis, não existiria pirataria, a pirataria teria pouco espaço. É só ver casos como o do Netflix e do Spotify, que possuem um alto número de assinaturas no Brasil devido aos preços mais de acordo com a nossa realidade. Empresas como a Sony deveriam aprender com isso e fazer preços mais competitivos em suas lojas de jogos, pois é ridículo fazer conversão direta do dólar pro real e achar que o brasileiro vai gastar 300~400 reais em um lançamento.

    1. Jumpman Diz

      Realmente as empresas deveriam regionalizar o preço dos produtos, por mais que ela ganhe menos por unidade vendida, certamente ela ia lucrar com um maior número de vendas.Saudades da época em que a Steam fazia preços diferenciados para o Brasil =/

      1. Akise Aru Diz

        Mas até hoje a Steam faz isso.

    2. lelogaldino Diz

      Infelizmente isso não é verdade. O cidadão médio americano, e mesmo a elite brasileira consome pirataria. Não é só uma questão puramente econômica, mas cultural. O que me leva a crer que há uma cultura mundial onde o consumidor, independente de sua renda, faça o que é mais vantajoso para ele. Tem haver com a cultura do individualismo no final das contas. Pq esse consumidor típico não consegue ampliar a visão para ver os efeitos/consequências de suas ações.

      1. Mcl_Blue Diz

        Bom, na verdade ele falou que o problema é os dois, não só economia.

        1. lelogaldino Diz

          Sim, eu entendi. Mas acho que há uma predominância da questão cultural no tema. Se a chave da questão fosse econômica, penso eu, elites econômicas tenderiam a não consumir produto pirata. A realidade é inversa. Infelizmente. Se fosse uma questão onde a chave fosse econômica, a resolução do problema passaria por uma política de combate às desigualdades e não de reestruturação cultural, que é muito mais difícil, e sem garantias de resultados.

      2. Horokeu Diz

        Não, cara. É verdade sim. A questão cultural que você fala se deu justamente por um passado onde o brasileiro não podia comprar nada original sem gastar metade do salário. A gente vive num país onde um tênis de qualidade custa 1/3 de um salário mínimo até hoje; um país onde artigos considerados de consumo comum nos EUA são tratados como “artigos de luxo” por aqui, e como a distribuição de renda é absurdamente desigual, esse tipo de economia feitas pras classes A e B acaba se tornando sustentável para os comerciantes. Quer ver um exemplo relacionado à jogos? NC Games. Eles passaram anos vendendo jogos superfaturados, pois o público alvo deles são as classes mais abastadas. Estão há anos no mercado se sustentando assim.

        Como citei no meu primeiro comentário: se empresas como Netflix e Spotify se sustentam com valores de acordo com a nossa realidade, a culpa não é do cidadão comum.

        Lógico que sempre vai existir gente que, mesmo podendo pagar, vai preferir piratear, mas de uns anos pra cá muita gente que fazia isso partiu pra consoles bloqueados; pessoas que baixavam música e filmes assinaram serviços de streaming.

        Não adianta argumentar só criticando o brasileiro sem analisar o motivo dessa tendência à pirataria e o que nos levou a ter esse tipo de cultura. Pra tudo se tem um jeito e algumas empresas já estão vendo isso.

        1. lelogaldino Diz

          Ah tá, agora entendi o que você quis dizer e tem razão. O que eu me preocupei é de você estar culpabilizando os pobres pela pirataria.

  22. Mikon Diz

    Na minha adolescência era só jogos de ps1 e ps2 piratas, e aluguel de fitas (cartuchos) N64. Mas pra falar a verdade não tinha muita consciência do que estava apoiando. Hoje sou totalmente contra a prática, apesar dos impostos abusivos em jogos no Brasil sil sil…

  23. Alê_Nintendo Diz

    O mais incrível é que nessas horas os brasileiros mostram que são capazes, uma pena que geralmente seja pra driblar algo ou fazer algo errado/ilegal. Imagina brasileiros competentes trabalhando nas empresas de games com mais frequência. A cultura e a forma dos Br (não todos é claro) precisa mudar, ainda mais nesses quesitos.

    1. Mcl_Blue Diz

      É o chamado “Jeitinho Brasileiro”.