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Análise Mario + Rabbids Kingdom Battle

     Quando eu soube que Mario Rabbids estava vindo para o Nintendo Switch e que seria anunciado oficialmente na última E3, eu não imaginava o que seria antes da apresentação começar.

     Não conhecia, até ali, nenhum outro jogo dos rabbids. Estava ligado assistindo, ao vivo, pela net e de repente fomos surpreendidos e agraciados coma presença de ninguém menos que Shigeru Miyamoto que dispensa apresentações.

     Quando o presidente da Ubisoft, Yves Guillemot, apresentou o diretor criativo do game, Davide Soliani, que estava sentado no auditório, ele imediatamente se emocionou pois ali no palco estava um ídolo apresentando um título que teve um trabalho e dedicação fenomenal e que apresenta uma estrutura de jogo ao estilo XCOM (confesso que não conheço nenhum jogo dessa franquia para PC mas que ao ser apresentado o estilo do game ele me fez ficar louco de vontade de jogar!). Um amigo me mandou uma mensagem naquele momento dizendo inclusive que ele podia jurar, sem nem me ver, que eu estava empolgadíssimo com esse mais novo game exclusivo para Switch por conhecer meu gosto para esse estilo tático.

 

     Depois de mais de 95 horas de gameplay, acredito que posso analisar o game do ponto de vista de ter experimentado absolutamente tudo que ele pode oferecer (com exceção da DLC que estou avaliando) a você que ainda não jogou este maravilhoso jogo.

 

Aquisição da mídia física

     Quando eu comprei paguei suados R$ 270,00 reais no cartucho do jogo. Ele chegou a mim via correios pelo ML. Eu estava ansioso para saber se ele viria com um pacote chamado Pixel Pack que somente jogos comprados na pré-venda viriam com o bônus (esse pacote é bem barato pra falar a verdade na eshop...mas esses mimos a gente adora). E posso dizer que esse pacote fez a diferença para mim na experiência do game no início.

 

Tática e mais tática

     Mario rabbids tem seu estilo próprio, apesar de me fazer lembrar de diversos games que fizeram eu me apaixonar por esse estilo de jogo tático.

    Como eu disse, nunca havia jogado esse tal de xcom. Eu comecei a me aficcionar por jogos táticos com Vadal Hearts 1 e 2, Final Phantasy Tatics ambos de PSX. Portanto fiquei curioso com esse estilo xcom que nunca tinha experimentado e olhei uns vídeos no you tube para saber como ele era.

     Ele até tem sim a ver, porém Mario Rabbids tem muita criatividade empregada nas jogadas e o jogo te dá uma satisfação imensa quando acabam as batalhas. Principalmente quando damos Perfect. Ele te bonifica de diversas formas dependendo de seus resultados.

 

     As batalhas sempre começam com uma varredura aérea pelo cenário. E antes mesmo da batalha começar, você pode chamar a tela de seleção de personagens e mudar sua trupe de acordo com a batalha em questão, mudar as armas ou até mesmo desenvolver um personagem na árvore de evolução do mesmo.

 

     Mesmo que muitos dos objetivos se repitam pela aventura, não senti em nenhum momento estar enjoado com os modos de jogo. Eles alternam de acordo com o decorrer da narrativa. A escolha dos personagens as vezes é crucial para passar de uma cenário que tem um número ideal de turnos para ser terminado para poder dar Perfect o que garante os maiores bônus tanto de moedas quanto de experiência.

       Caso não conclua aquele cenário em modo Perfect, depois você pode voltar ao terminar o mundo e usar uma espécie de máquina do tempo para refazer aquela batalha e tentar novamente dar o Perfect. No meu caso sempre que percebia que não conseguiria terminar com Perfect eu reiniciava a batalha e mudava de tática para passar de vez do cenário pois se eu deixasse para depois eu perderia duas coisas: Não lembraria daquele contexto da batalha que estava fresca naquele momento e provavelmente quando eu voltasse depois meus personagens estariam muito evoluídos o que tiraria todo o desafio e graça do cenário.

      Muitas vezes você terá que estar preparado para duas ou três lutas seguidas, portando saber organizar seus personagens na luta de modo que eles ataquem sem ser acertados, ou o mínimo possível, fará muita diferença lá na frente. Obvio que mesmo entre essas lutas você poderá vascular o cenário e dependendo de sua curiosidade e paciência poderá descolar um cogumelo que dá uma energia extra. Mas você também pode mudar personagens entre a maioria dessas lutas o que permite que os personagens entrem na batalha com saúde no topo. Outra dica é que mesmo sabendo que se a batalha vai acabar com um único movimento você pode e deve aproveitar para usar alguma habilidade ao final da luta para recuperar uma energia extra dos personagens mais debilitados para que eles saiam da luta com saúde melhor para a próxima luta que virá.

 

     Confesso que o esquema do Switch poder bloquear, e a gente continuar depois, me fez muito feliz pois por diversas vezes eu parei uma batalha no meio e depois continuei as vezes 2 dias depois de tê-la iniciado. Isso parece bobo mas para meu estilo de vida atual é uma ferramenta absurdamente satisfatória e que traz um prazer gritante do ponto de vista de continuidade de jogatina. A impressão que tenho é que joguei o game seguidamente sem intervalos pelas mais de 95 horas.

Gráficos

 

     Aqui quero destacar que o game é lindo! Os cenários são muito ricos e vivos. Ele é tão colorido e divertido principalmente com aquele humor dos Rabbids que eu não conhecia e que achei legal pois nos fazem dar umas boas risadas. Achei alguns problemas de gráfico onde os personagens passavam pelas paredes sem motivo definido e iam lá no fundo o que pensei que seria uma passagem secreta ou até mesmo em alguns momentos em um cenário de um dos chefes, após a batalha, andando por lá meu personagem ficou preso em um espaço que não pode sair e eu tive que voltar ao castelo e acessar novamente a área pois fiquei preso. Em uma parte complexa de canos também fiquei sem ter como voltar pelo cano que não me deixava entrar de volta. Mas são coisas que não atrapalham o game, a ponto de desanimar, pois são mínimas.

Tamanho não é documento

      Quando vi as primeiras análises do game, uma me chamou atenção onde o redator dizia que o game poderia ser terminado direto em 8h e que se o jogador se dedicasse a pegar todos o itens colecionáveis levaria umas 20 horas. Eu sinto que essa pessoa não jogou o game realmente e fez uma previsão em estimativa e errou feio. O jogo tem 4 mundos o que pode parecer pouco se olharmos para o número por si só. Porém são mundos extremamente complexos e cheios de passagens secretas.

     Os itens, que temos que pegar, estão em baús que nos presenteiam com imagens belíssimas de ambientes que serviram de inspiração para os produtores, as músicas do game (que falarei a parte), imagens 3d de diversos personagens e algumas cartas que não sei bem pra que servem.

 

     E tudo isso está muito bem escondido pelos imensos mundos do game.

Uma jornada inesquecível

      Para se ter uma ideia eu busquei iniciar o game com a pixel pack e tão somente com ela terminar o 1º mundo e, portanto, não comprei mais nenhuma arma o que me permitiu juntar bastantes moedas pelo caminho.

     Você vai percebendo que o game deixa lugares, que são a princípios inacessíveis por necessitarem de ferramentas, que são liberadas ao terminar cada mundo, o que nos faz querer voltar para explorar o mundo novamente para, com aquela habilidade nova, poder ter acesso ao local e com isso desvendar os segredos (alguém lembrou de metroid aí?).

      Outra coisa que é liberada, depois que terminamos um mundo, são os desafios. E esse é um dos motivos que nos faz repassar todo o mundo e assim acabar achando os colecionáveis ao passo que procuramos cada Toad cabeçudo e completar o desafio partindo para o próximo.

     Portanto eu só passava para o próximo mundo quando completasse absolutamente tudo do anterior. Ou seja: Todas as batalhas com PERFECT! Todos os desafios superados! Todos os cofres de armas encontrados! Todos os cofres de colecionáveis encontrados! Todos os capítulos secretos superados! ABSOLUTAMENTE 100%!

     Eu levei mais de 60 horas para terminar os 3 primeiros mundos de Mario Rabbids com tudo 100%! Quando estava faltando um único baú, para avançar do 3º para o 4º mundo, eu fiquei 3 dias procurando o bendito que estava absurdamente bem escondido! Rodei o 3º mundo diversas e diversas e DIVERSAS vezes e perdi conta das vezes que fiquei totalmente perdido. Não achava a bendita caixa por nada.

     E tudo é um labirinto terrível! É muito fácil se perder nos mundos. Quando já estava perdendo as esperanças, e achando que tinha algum bug no game, eis que escuto um barulho em um lugar e rodando a câmera acho a bendita caixa. Mas não tenho como acessá-la pois o local que ela está deve ser alcançado por outro caminho que, com certeza, pela estrutura do cenário, era de bem longe dali.

      Neste momento suspeitei que iria rodar o mundo mais vezes do que já havia rodado. E pior que rodei mesmo. E não conseguia achar uma forma de alcançar o lugar. Fiquei por quase 2 horas seguidas tentando acessar o local que me levaria para o lugar. E não encontrei mesmo. Aí resolvi voltar lá onde a caixa estava. Como tudo é um labirinto mais uma vez era sempre aquela dificuldade de chegar ao local. Chegando lá, fiquei por quase meia hora analisando o fundo da tela e tentando ver de onde eu poderia vir para chegar ali. Eis que ao longe, muuuuuuuuito looooooooooooonge, uma esperança! De outra posição vejo um canhão laaaaaaá em baixo. Tirei a foto e fiquei olhando, olhando e olhando para tentar chegar lá pois era muito longe mesmo (obrigado switch pela possibilidade de tirar print da tela!).

 

      Fui rodando o mundo de novo. E quando a foto bateu com o lugar que eu cheguei quase morri de alegria. Realmente o canhão me levou ao último, e muito bem escondido, cofre colecionável e enfim terminei o 3º mundo!

Sons que nos encantam

 

       Games de aventura tática precisam de músicas que não nos deixem enjoar. Mario Rabbids realmente me impressionou neste quesito. Eu as vezes ficava dentro do carro estacionado esperando algo e aproveitava e pegava o switch e colocava as músicas e ficava ali escutando. A 4º música é uma das minhas favoritas. As composições são belíssimas e muito empolgantes. O compositor é conhecido e compôs músicas para jogos da Rare no Nintendo 64. Grant Kirkhope foi compositor dos jogos GoldenEye 007, Banjo-Kazooie e recentemente Yooka Laylee. Ele declarou em entrevista a revista GamesMaster que ao criar as musicas desse game ele se inspirou em músicas orquestradas de Super Mario Galaxy.

Multiplayer

 

     Esse modo eu joguei pouco. Pude constatar, jogando localmente com um amigo, que é muito divertido e pudemos jogar algumas fases do modo cooperativamente.

     Recentemente foi liberado gratuitamente o modo de desafio onde dois jogadores podem comandar cada um uma equipe e disputar uma batalha. Confesso que esse modo me deixou muito mais empolgado. Pude jogá-lo algumas vezes com esse amigo e ele apresenta modos que aumentam ou diminuem o desafio definindo, por exemplo, tempo para que as jogadas sejam feitas por seu oponente o que provoca as vezes erros de jogada muito engraçados que resultam em umas boas risadas. Ainda não aproveitei o modo totalmente mas percebo que ele poderia ser muito melhor aproveitado se fosse incorporado o modo de disputa on-line pois esse jogo encaixaria perfeitamente se pudesse ser jogado assim.

Veredicto

    Mario + Rabbids Kingdom Battle é encantador, estimulante e principalmente desafiador como jogo tático. O game tem gráficos muito bem construídos e bem animados. A narrativa até que é legal e cheia de humor. A cada evolução do game você quer jogar mais e mais e quer comprar todas as armas que são um show a parte. É tático de ponta a ponta. Ao longo do tempo de jogo você é desafiado a terminar algumas batalhas em apenas um único turno  para atingir Perfect (o que parece a princípio impossível) mas analisando bem você percebe que consegue chegar lá se escolher bem os personagens de acordo com suas características específicas. Eu o joguei por um longo tempo e tão somente ele me entreteve onde eu não jogava mais nada.

      A Ubisoft revelou a chegada da DLC com um novo mundo e a adição do personagem Donkey Kong o que me deixou super animado. Espero sinceramente que sejam lançadas continuações desse game que me agradou de montão.

Prós

  • Muitos desbloqueáveis

  • Desafiador

  • Utiliza o estilo tático de forma muito interessante

  • As piadas são legais

Contras

  • Alguns erros de construção de cenário muito pontuais

  • Falta de modo online para batalhas

Minha nota é 9,5.

Show de bola. o único detalhe é que o switch tem um botão print, mas ficou legal.

assim que tiver um tempo vou programar pra ir pra home

@Mr-M, review fantástica!!!

Desde quando vi o jogo, já decidi de cara que o compraria assim que tivesse meu Switch. Qdo descobri que as músicas foram compostas por Grant Kirkhope então! Pirei o cabeção!!!

Inclusive a trilha sonora está 100% disponível no Spotfy! Nem precisa ligar seu Switch no carro para ouvi-lá!

Estou muito ansioso pelo meu Switch e esse jogo sem dúvida é um dos grandes motivos! Uma surpresa muito agradável por parte da Nintendo e Ubisoft!

Quem venham mais frutos desta bela parceria!!!

Esse jogo foi uma surpresa, achei que ia pra minha lista de "dispensáveis" quando li sobre a primeira vez, mas conforme foram aparecendo mais informações foi ficando cada vez mais interessante.

Sério que não tem modo on-line ?? porra, eu já tava me programando pra comprar