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Max: The Curse of Brotherhood

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Você já assistiu Labirinto – A magia do tempo? Aquele filme estrelado por David Bowie, onde a protagonista deseja que seu irmão mais novo suma, e ela acaba de ter que encarar uma sequência de desafios para resgatá-lo de um universo paralelo bizarro? Max: The Curse of Brotherhood começa exatamente assim. Max cansado das bagunças que o irmão faz no seu quarto acaba conjurando um feitiço que o leva para um mundo paralelo. Cabe ao Max enfrentar os desafios desse mundo estranho e resgatar seu irmão mais novo, Felix.

Max é um jogo de premissas simples. É um side scroll, sem muitos elementos de profundidade, sem muitos segredos para descobrir, apenas alguns coletáveis. Há alguma sofisticação nos efeitos de câmera que tentam alternar de forma dinâmica as perspectivas 2D e 3D, mas também nada muito além do básico nesse sentido.

A mecânica principal, desenhar com a caneta mágica coisas específicas, em lugares específicos também não se arrisca, mas ainda assim é capaz de proporcionar puzzles que abusem da criatividade. As opções estão limitadas, com o decorrer da campanha, em criar plataformas, cipós, galhos, jatos de água e lançar bolas de fogo ou tornar o lápis uma lanterna. É uma boa quantidade de funções que juntas criam puzzles que envolvem raciocínio e certa habilidade nos controles.

A jogabilidade do game se consagra em modo portátil, onde há acesso à tela de toque, o que torna a mecânica mais intuitiva e fluida, é um elemento que faz diferença e melhora o ritmo da aventura e melhora e muito a experiência em relação ao Kinect no Xbox One, aqui desenhar é verdadeiramente imersivo. O mapeamento dos botões também é bastante confortável. O game acerta na movimentação do personagem, com pulos precisos, mesmo em momentos mais frenéticos, como os segmentos em que Max escorrega pela fase.

Por outro lado, a construção das personagens não é empolgante. Max possui uma personalidade previsível, repete coisas como “cool”, “nice”, “bang” de forma totalmente inexpressiva, desprovida de qualquer emoção, ponto negativo para a dublagem. Mustacho, o vilão, também não é carismático. Ele tem todos os elementos de personagens como a Gruntilda (Banjo e Kazooie), mas acaba sub aproveitado.

Na questão gráfica, é um misto, pensando que é um game indie diria que os gráficos estão bem acima da média. O modelo dos personagens está bom, o level design é muito bom, com uma boa concepção artística e segue durante toda aventura uma coesão conceitual admirável. Porém o que falta é polimento, existem muitas texturas borradas, em baixíssima resolução, serrilhados.

Isso sem contar os glitches que vez ou outra rolam. Durante meus testes a tela ficou azul clara por uns três segundos e depois voltou ao normal, ou quando há mudanças repentinas no gama da imagem e tudo fica meio rosa, avermelhado. Não atrapalham a jogatina mas deixa um ar de descuido, de inacabado.

Veredito

Max é um jogo bem bacana. As mecânicas foram usadas de forma satisfatória, o jogo é desafiador na medida certa, só pecando mesmo pela falta de polimento da parte técnica e falta de carisma das personagens ou do sub aproveitamento de personagens e da própria história. Se você procura um game de plataforma descompromissado e bom, Max é uma opção.

*jogo gentilmente cedido pela Stage Clear Studios

Analise escrita por Aurélio Galdino

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