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Memória Gamística – Aurélio Galdino

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A memória gamistica é uma coisa incomum, causa daquelas sensações de calafrios, afinal, quem nunca chorou com algumas cenas de The Legend of Zelda? Estou com ambas as mãos levantadas (parei um tempinho antes de voltar a digitar), eu chorei com a despedida da Fi, que habitaria para sempre a Master Sword, eu chorei com a suposta morte da Midna.

Não tem jeito, todo gamer puxa na memória um desses momentos, eu tenho vários com a série Zelda, outros tantos com Mario, Metroid. Me lembro, como já disse em outro texto, que Pokémon Stadium 2 se tornou um evento lá em casa. Todo dia dois ou três colegas da escola estavam lá em casa. Era interessante, porque nessa época, meu pai estava construindo uma casa, em cima da que, naquela época, morávamos, e meu pai deixou a tv com o vídeo game lá. Já estava coberto por uma laje e com energia elétrica, faltava reboco, piso, enfim, a gente ficava lá, gritando e criando estratégias.

Aliás, o Nintendo 64 era um evento completo, e até que eu tinha uma gama muito interessante de jogos: As aventuras do fusca, Diddy Kong Racing, Goldeneye 007, Superstar Soccer 64, Banjo Kazooie, Super Mario 64, Ocarina of time, Ogre Battle 64 e vários, vários outros. Nesse sentido eu tive uma infância/adolescência bastante privilegiada.

Um outro ponto da minha vida nos games foi o Wii. Que foi o primeiro videogame que eu realmente segui a geração. O primeiro que eu comprei com meu dinheiro e o que mais me levou a conhecer sobre o assunto. É a partir do Wii que eu me interesso em conhecer a indústria e passo a ser um leitor atento aos mais variados sites e revistas sobre o assunto. Lembro que uma das minhas diversões era exatamente ler a Nintendo World ou a NGamer de cabo a rabo, de trás pra frente e de cabeça pra baixo. Mandava e-mail, que vira e mexe era publicado na revista.

Nesse mesmo período eu estava fazendo Gestão em Recursos humanos, e a maioria dos meus trabalhos eram exatamente pesquisando sobre a Nintendo. A Nintendo era a empresa que me inspirava nos campos administrativos. Até hoje lembro-me da pesquisa que fiz sobre benchmarking e que demonstrava como a Nintendo foi responsável por alterar os rumos e decisões da Sony com relação ao seu design de controles e se adequar ao padrão da qualidade que a Nintendo estabelecia. Meus professores até pediam para eu sair da minha zona de conforto.

No mesmo período eu escrevia para o Nintendo Blast (eita, será que dá treta?) era redator, e fazia basicamente o que faço aqui, escrevia colunas, artigos e análises (e antes que fiquem com ciúme, eu prefiro vocês <3). Eu já tinha o 3DS, tinha acabado de ser promovido a gerente de negócios, e a minha vida estava mais atarefada que nunca, um portátil veio a calhar. Como eu gostei da experiência de encontrar tanta gente que jogasse 3DS no metrô, foi fenomenal. Muitas e muitas amizades feitas.

Acho que seria natural que após tanto ler e pesquisar sobre o assunto, que eu buscasse uma carreira no mundo empresarial, numa empresa de games. Mas, ironicamente, não foi bem isso que aconteceu. Hoje sou professor de sociologia na rede pública de São Paulo. O mundo com toda certeza dá muitas e muitas voltas. E de fato, não me lembro de nenhuma curva, reta ou cruz da qual não tivesse um vídeo game em mãos. Vídeo games fazem parte da minha vida e não saberia contar minha história, sem dar uma pausa estratégica para mencionar sobre o jogo que eu jogava, e os macetes e truques que eu descobri.

O fato é que eu nunca parei de falar sobre jogos, seja em rodas de amigos, agindo por vezes como influenciador. Mas as memórias mais interessantes são as incessantes console wars com os colegas sabichões. Me lembro bem da tonelada de argumentos para caracterizar o seu próprio console como o melhor. E depois de argumentos vazios que não levavam a lugar nenhum estávamos nós nos divertindo nos consoles que segundos atrás estávamos difamando.

Hoje eu sou redator desse site que em 2018 apelidei de camaleão, pois vive mudando. Tô com meu Nintendo Switch, que é uma baita conquista simbólica, não pra mim, e nem pelo Switch em si, mas pra minha mãe. Uma senhorinha de mais de 60 que após ser empregada doméstica a vida toda foi pra Europa, o Switch que ela trouxe para mim vale como um troféu para ela.

Esse texto foi feito de forma aleatória, sem se preocupar muito com a continuidade dos fatos, e foi essa a história que saiu da minha memória gamistica. Qual é a sua história com games? Conta pra gente aqui em baixo. Se tudo der certo, gostaria de publicar as histórias de vocês com videogames. Quem tiver interesse é só mandar mensagem no meu perfil que a gente combina direitinho a publicação. Até a próxima.

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2 Comentários em "Memória Gamística – Aurélio Galdino"

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Eliakim
Amiibo
Nossa, eu comprava a NGamer, fiquei triste quando descobri que ela parou de ser publicado, até hoje tenho algumas delas aqui no meu armário, mas logo vou me desfazer delas Eu me divertia muito lendo essa revista e lia praticamente tudo que tinha nela. Nintendoblast lembro de ter conhecido acho que em meados de 2009 para 2010, lembro vagamente de seu rosto estampado em algumas publicações da Nblast, mas por conta da movimentação da Nintendoblast ter caído drasticamente, quase sem noticias e sem matérias, me senti obrigado a procurar outro lugar para buscar noticias da Nintendo q conheci aqui quando… Ler mais »
Think
Amiibo
Lelo, ótima coluna!!! Curti demais suas memórias gamísticas! Sem dúvida, minha infancia, adolescencia e até fase adulta é repleta de ótimas memórias envolvendo games! Eu e meu irmão sempre fomos muito parceiros em tudo e, sem dúvida alguma, os videogames são responsáveis por estreitar ainda mais minha relação com ele! Ainda hoje, meus jogos preferidos são os que possuem cooperativo local! Horas a fio zerando games juntos, aprendendo inglês pra entender as conversas de Zelda, ou então ele felizmente sendo o Floyd em Jet Force Gemini! Lembro tbm, qdo ainda não tinha meu 64 e meus vizinhos levavam para o… Ler mais »