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Relembrando o DS: 2006

Semana passada conversamos um pouco sobre a história do DS e a importância que ele teve na estratégia da Nintendo durante sua renovação em meados da década passada. Esta semana vamos falar sobre o ano de 2006.

Durante seu lançamento no final de 2004 até março de 2006, quem queria aproveitar o novo portátil tinha apenas uma opção: O modelo original. Por melhor que ele fosse (e ele era muito bom), o aparelho apelidado de “Phat” por muitos era claramente um produto com muito espaço para melhoria. E em meados de 2006 essas melhorias vieram na forma do DS Lite, um redesign completo do aparelho.

Menor e mais fino, mas mantendo as telas do mesmo tamanho, o DS Lite trouxe melhorias em diversos aspectos. A bateria agora durava bem mais e as telas tinham quatro níveis de iluminação onde o mais fraco conseguia ser mais forte que o modelo original. Os botões de ação se tornaram mais macios e o os de sistema foram reposicionados para evitar acidentes. Porém, a mudança mais visível se dá pelo seu visual novo: Linhas retas, corpo de plástico translúcido com fundo branco e menos detalhes. Fica clara a inspiração no iBook e iPod, ambos da Apple, e isso ajudou o DS Lite a se posicionar melhor como aparelho de entretenimento pessoal.

Isso é muito legal, mas e os games? Sim, 2006 foi um ano decisivo também quanto a software. Jogos como um Super Mario original e a nova geração de Pokémon deram as caras, o que ajudou bastante. A partir deste ano foi quando o DS se consolidou como um aparelho que conseguia oferecer ao menos um jogo para cada gosto. Pensando nisso, que tal darmos uma olhada nos jogos de 2006 que me marcaram?

Resident Evil: Deadly Silence

O primeiro Resident Evil é, de longe, o meu favorito. Por mais que eu adore suas sequencias, é inegável, para mim, que a atmosfera da mansão é fenomenal e nunca conseguiu ser superada. O jogo realmente consegue me transportar para dentro de um filme B de horror da década de 80. Cada centímetro dos três cenários é meticulosamente pensado para imergir o jogador. Quando chegou a hora de comprar meu DS, não tive dúvida sobre qual título acompanharia New Super Mario Bros. como meu primeiro jogo.

Mesmo tendo recebido o mais fenomenal dos remakes em 2001, o jogo original de 1996 continua tendo seu charme. Deadly Silence é baseado nessa primeira versão, mas algumas melhorias na jogabilidade, como possibilidade de executar um giro de 180º, foram adicionadas. Caso você selecione o modo “Classic”, basicamente tudo será bem semelhante ao jogo de 1996, mas caso você selecione “Rebirth” o jogo terá itens e colocação de inimigos em locais diferentes, quebra-cabeças redesenhados que utilizam a tela de toque e microfone, um minigame em primeira pessoa sempre que entrar certas salas específicas e outras mudanças pontuais.

O jogo se esforça bastante para agradar a todos, incluindo até um modo multiplayer interessante. Em 2005, quando lançado, a idéia de ter um jogo desses num portátil era bem interessante e fico triste da Capcom não ter se interessado em dar o mesmo tratamento aos demais jogos clássicos da franquia. De qualquer forma, recomendo bastante a todos os fãs do original e de horror de sobrevivência!

Pokémon Diamond

A primeira aventura Pokémon no DS trouxe não somente novos monstros para capturar e treinar, como também diversas novas mecânicas cruciais para a série. Foi aqui que os golpes físicos e especiais foram separados para natureza, e não por tipo. Isso mudou totalmente a dinâmica dos combates e fez com que certos pokémon com bastante potencial pudessem finalmente ser úteis.

A grande estrela da vez, no entanto, fica para a possibilidade de batalhar e trocar pokémon pela internet. Uma experiencia que para muitos era complicada, e para outros era simplesmente impossível, agora podia ser aproveitadas por todos que possuíssem uma forma de conectar à Nintendo Wifi Connection.

Porém, a aventura principal nunca me despertou desejo de voltar e os jogos subsequentes, bem mais polidos, meio que tornaram Diamond (e Pearl, por tabela) o jogo da série menos jogado por mim. Eu não recomendaria se você tivesse a chance de pegar SoulSilver/HeartGold, que representam bem melhor a quarta geração, mas se Johto não é sua praia, então dê uma chance a Sinnoh.

Metroid Prime Hunters

Sabe qual o gênero que esteve bem presente no DS, mas que sumiu no 3DS? O FPS. Enquanto que tínhamos jogos como Call of Duty e 007 fazendo um trabalho relativamente decente, foi necessário a Nintendo colocar as mãos na massa e mostrar como produzir um jogo tiro em primeira pessoa excelente no DS.

De forma geral, Prime Hunters é o oposto de Prime 2: Um multiplayer excelente e uma aventura mediocre, onde reina a repetição e praticamente tudo que faz o restante da série tão bom não está presente. Não há muitos upgrades para encontrar, e quando há são bem óbvios. Os chefes são quase todos iguais e os planetas exploráveis não são muito interessantes.

Já o modo multiplayer é fantástico. A quantidade de opções aqui é de impressionar. São sete personagens diferentes, cada um com visual e habilidades próprias, vinte e seis arenas distintas em visual e layout e sete modos de jogo. É possível jogar com até três amigos localmente e, até o fechamento do NWFC, também era possível jogar online. Caso não consiga formar um grupo de quatro pessoas, bots são usados para preencher o restante.

MPH é recomendado apenas caso você tenha com quem jogar. O multiplayer é absurdamente divertido, mas eu não perderia meu tempo jogando nada sozinho. Sem o online fica difícil de recomendar a todos, então tenha um pouco de cautela.

Jump Ultimate Stars

O DS não recebeu um Smash Bros., mas isso não o impediu de receber um baita crossover, e até mesmo um com “Ultimate” no nome. Ultimate Stars é a sequencia de Superstars que saiu um ano antes e conta com muito mais personagens. Sendo sincero, nunca contei quantos tem, mas praticamente toda franquia da Jump que conheço está representada aqui.

O jogo é um tanto desbalanceado, mas tenho que confessar que tantos outros também são (incluindo Smash, mesmo que não nesse nível). Há diversas opções para customizar suas partidas e a quantidade de personagens por si só já torna a diversão quase infinita.

É impossível não recomendar Jump Ultimate Stars, mas fica um aviso: O jogo é (quase) todo em japonês. Nada que um guia não resolva e em pouco tempo você já vai saber o que significa todas as opções.

Final Fantasy III

Esse ainda estou jogando porque comprei recentemente. Já tinha uma certa familiaridade com o original, de Famicom, mas já pude perceber algumas mudanças muito bem vindas aqui.

O jogo agora é todo em 3D. As batalhas não são tão dinâmicas quanto as dos jogos de PS1, mas isso eu já sabia por conta do IV (que falaremos no artigo de 2008). A estória é bem mais simples do que você está acostumado com a série, onde não existe uma grande presença de uma vilania global na narrativa. Por outro lado, o grupo de personagens é colocado em situações mundanas bem divertidas. Ouvi falar que existe um certo conteúdo novo por aqui, mas acredito que preciso jogar mais um pouco para falar melhor.

De forma geral eu recomendo pois sei o quão excelente o original é e este parece seguir a formula muito bem. Porém, ficar uma “semi recomendação” por não ter terminado ainda.

Star Fox Command

Eu (ainda) não pude jogar Star Fox 2 no SNES Classic, então Command foi o mais próximo que cheguei da idéia de misturar um pouco de estratégia na jogabilidade da série. Se analisar isso de forma isolada, eu posso dizer que gostei, mas Command peca pela falta de fases mais tradicionais. Existem idéias bem legais que aqui que infelizmente se perdem pela falta de carinho com o produto final.

Infelizmente eu não recomendo Star Fox Command para fãs da série. Caso você não seja, adianto que não será um bom exemplo do melhor que a série pode oferecer, mas ele acaba divertindo pelo que é.

New Super Mario Bros.

Você sabia que antes da série New não tínhamos um jogo 2D do Mario novinho em folha desde 1992, com o lançamento de Super Mario Land 2? Foram 14 anos de espera!

E a espera valeu a pena. New Super Mario Bros. é excelente, em todos os aspectos. O jogo procurou se aproximar mais dos três primeiros jogos da série quanto ao uso do mapa e dos dois primeiros quanto aos power ups, chefes e estética, deixando as inovações de World e Land 2 de lado, mas o resultado ainda assim foi um jogo bastante divertido e cheio de conteúdo. Ainda hoje dá vontade de jogar um pouco e acabo terminando o jogo!

NSMB é totalmente recomendado por mim, mesmo que você já tenha jogado as sequencias da série. A simplicidade é refrescante e muito bem gerenciada. É só uma pena que a série tenha estagnado nos dias de hoje…


Estes foram os meus jogos favoritos no DS em 2006. E você, quais os seus favoritos dessa época? Compartilhe conosco nos comentários!

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