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Switch Online – Tudo tem seu valor

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Depois de duas gerações ofertando experiências online gratuitas, a Nintendo anunciou em janeiro de 2017 que seria necessário pagar para usufruir de alguns serviços no Switch. Depois de um período beta de 18 meses, finalmente veremos o serviço lançar em setembro deste ano. Mas será que a assinatura valerá a pena?

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O serviço oferecido

O carro chefe do serviço é algo que já está disponível durante este período inicial teste, e que sempre foi gratuito desde 2005, no DS: Jogatina online. Cobrar por este serviço não é novidade, afinal a Microsoft vem fazendo isso desde 2002 e a Sony desde 2013, mas é a primeira vez que a Nintendo entra na brincadeira.

Eu não sou contra cobrar por online. O prospecto de ter um serviço melhor é animador, já que sempre fomos assombrados por péssimas conexões, matchmaking inconsistente e a falta de um serviço padrão de comunicação entre jogadores nas gerações anteriores. A Live é paga desde seu lançamento em 2002 e a justificativa para isso sempre foi um serviço confiável e de melhor qualidade, rodando em servidores parrudos que, obviamente, custam caro.

Mas é aí que vem minha preocupação: Será que a Nintendo tem o know-how para desenvolver um serviço bom ao ponto de cobrar seus usuários por isso? Temos que dar o voto de confiança à empresa, mas eu entendo que ela reservou 18 meses para que pudéssemos testar e verificar a qualidade nós mesmos, e sinceramente eu não posso dizer que ela satisfez.

Primeiramente, o Switch ainda não oferece paridade de recursos básicos com serviços que estão a 16 anos no mercado, alguns inclusive gratuitos. Não há usernames para adicionar seus amigos e também não há um sistema de mensagem e conquistas globais. E o que é pior: Alguns recursos básicos, como criação de salas e chat por voz, estão delegados a um aplicativo de smartphone do qual eu não achei sequer uma crítica positiva pela internet. Se esses 18 meses vem sendo um beta para o serviço, é como se a Nintendo tivesse ignorado todo o feedback de seus usuários. A situação só fica pior ao saber de que o DS permitiam chat diretamente do console, e o Wii U permitia adicionar pessoas por usernames.

Segundo, não sabemos se esses servidores e a estrutura de conexão será realmente boa. A Nintendo tem uma história muito flutuante no assunto. Se por um lado jogos como Mario Kart 8 funcionam relativamente bem, títulos como Smash Bros. sempre foram um desastre. Eu não sei se nesses 18 meses, com a quantidade ainda relativamente pequena de usuários, tivemos a prova de que tudo ocorrerá bem, então ainda nos resta a dúvida.

O próximo produto oferecido é algo que também está presente na concorrência a um tempo: Jogos “gratuitos”. Coloco entre aspas porque não tem nada de gratuito nisso. A solução da Nintendo aqui é oferecer 20 jogos de NES para seus assinantes, cada um com uma função online básica integrada. Enquanto isso, a Microsoft oferece, apenas neste mês de maio, Streets of Rage (um jogo retrô de Mega Drive), Vanquish (um jogo de Xbox 360) e a dupla Assassin’s Creed Syndicate / Phantom Pain (dois jogos da geração atual, de 2015). Eu não consigo deixar de ficar um pouco decepcionado pelo caminho que a Nintendo seguiu.

Não me entenda mal, eu adoro a geração 8-bits da Nintendo, inclusive meu console favorito da empresa é o Famicom (com o Disk System, melhor ainda). Mas temos que entender que estes são jogos que a empresa já colocou a venda, no mínimo, 5 vezes (contado os originais e os relançamentos no GBA, Wii, 3DS, Wii U e Classic Edition) durante um período de 35 anos. Inclusive quando ela quis pedir “desculpas” às pessoas que comparam o 3DS por preço cheio no lançamento, ela deu jogos de NES e GBA, talvez porque tenha achado que só os de Nintendinho não eram o suficiente.

Mas o que seria interessante ela oferecer? Bem, para começar os jogos de SNES que ela havia prometido antes do anúncio realizado nesta segunda-feira. Caso houvesse algum jogo de N64 seria ótimo também. Mas porque apenas jogos retrô? Porque não adicionar certos títulos que estão fora do radar ou até algum indie mais antigo? 1,2 Switch e Bomberman seriam opções excelentes! Afinal, não é isso que a concorrência faz? Sem contar que jogos de 35 anos atrás nem sequer contam no orçamento de U$ 20 anuais, então os esforços da Nintendo são realmente pequenos aqui.

A grande surpresa do anúncio de ontem foi a possibilidade de enviar saves para o servidor. Esta função está presente na PSN e na Live, sendo que nesta última o serviço é gratuito. Esta talvez seja a funcionalidade que mais me empolgou, mas ela só o fez porque, aparentemente, esta é a única forma de fazer backup de seus saves! Até os consoles da Sony, que cobra pelo serviço, permitem que façamos cópias de nossos saves pelo USB, mas o Switch não! É uma atitude um pouco forçada da Nintendo, a meu ver. Porém, divago. Não sabemos ainda como o upload vai funcionar, tendo em vista que o site da Nintendo não deixa claro que será algo disponível para todos os jogos.

E, por último, temos as “ofertas especiais”. Sério, quem é que vai cair nessa? Não sei vocês lembram, mas a Nintendo prometeu a mesma coisa no Wii U, onde quem comprasse a versão deluxe (preta, com 32 GB) do sistema ganharia descontos especiais em jogos. Sabe quantas vezes isso aconteceu? Nenhuma. E mesmo se acontecer desta vez, a palavra Nintendo + promoção nunca significa algo que mereça alguma atenção.

Errata: Como nosso leitor Vinicius Celestino bem nos lembrou, a promoção realmente existiu, mas só durou até final de 2014 e dava um crédito de U$ 5 para cada U$ 50 gastos na eShop.

 

Mas e aí, vale a pena assinar?

Pois é, até agora fiz minha análise sem levar em conta o preço que será de fato cobrado pelo serviço. Sim, são U$ 20 por ano, um terço do valor cobrado pelos seus concorrentes.

Os U$ 20 cobrados inclui jogar online, cloud saves e 20 jogos de NES. É um terço do que a Microsoft cobra por seu serviço, mas também oferece muito menos. Por U$ 60 a Live te dá uma seleção de jogos retail todo mês, incluindo grandes hits de um ou dois anos atrás, além de jogos retrô no mesmo estilo da Nintendo. A Microsoft não cobra por saves online, simplesmente porque o impacto disso no servidor é tão pequeno que nem sei como a dupla Nintendo/Sony tem coragem de cobrar seu assinantes.

A vantagem na oferta da concorrência é que ela diminui o quanto que você vai gastar com jogos ao longo da vida útil do console. Alguém que passe dois anos sendo assinante vai ganhar tantos jogos que o dinheiro investido em lançamentos com certeza vai diminuir. Não podemos dizer o mesmo do Switch, a não ser que você tenha comprado um apenas para jogar jogos de NES, mas duvido que seja o caso.

Algo interessante é que a Microsoft tem um serviço chamado Game Pass, que custa U$ 10 e te dá 100 (isso mesmo, cem!) jogos logo de cara. E não é qualquer jogo, a lista é composta por títulos de peso como Halo 5 e Gears of War 4, além de lançamentos, vários títulos de 360 e até mesmo do Xbox original. Se a Microsoft faz isso com U$ 10, o que impede a Nintendo de reservar U$ 5 ou até U$ 2 do valor da assinatura para algo mais substancial? No final, a Nintendo considera esses jogos como um pequeno “agrado”, um tipo de bonus, e não um produto integral do serviço. É uma jogada de marketing que infelizmente muitos fãs não estão enxergando!

Ok, vamos resumir então: Seremos cobrados U$ 20 (em torno de R$ 75) anualmente por um serviço que temos pouquíssimo conhecimento de sua estabilidade, realizado por uma empresa que até então tem um péssimo histórico no assunto, que nos obriga a usar um segundo aparelho para realizar funções básicas e onde os jogos oferecidos são tratados como “brinde”, algo tirado do baú para tentar dar mais valor ao tal produto.

No fim do dia, estamos pagando pelo que estamos recebendo: Um serviço que não é sequer ótimo, quem dirá excelente, em nenhum de seus recursos. Algo “barato” no pior sentido da palavra.

Ok resmungão, o que a Nintendo precisa fazer para valer a pena?

Primeiramente trazer atualizações básicas para o sistema do Switch e, enfim, ter uma certa paridade com os videogames pós 2005. Isso seria abolir os friend codes, introduzir chat por voz e mensagens no console, desenvolver alguma forma de backup de dados eficiente e gratuita (pode manter os cloud saves dentro dos U$ 20, caso isso aconteça) e, por fim, introduzir um sistema conquistas.

Depois, é necessário agregar valor ao serviço em si. Um gameplay online estável já vale metade do valor do cobrado. Não temos como mensurar esta performance no momento, mas quando Smash Bros. chegar ao Switch (provavelmente junto com o serviço online, em setembro) teremos uma ótima prova inicial de fogo. Depois disso, teremos que ver como os jogos das third parties vão se sair. Depois de 18 meses de beta, eu não aceito problemas generalizados em setembro.

Por fim, faça algo além do jogos de NES. Como disse antes, mesclar com jogos de outros console já seria meio caminho andado, e ofertar jogos de SNES e 64 não pesam no bolso da Nintendo. Se seguir este caminho, nem precisaria fazer parceria com desenvolvedoras para colocar seus jogos no acervo, mas título indies fora do radar seriam maravilhosos.

Mas há alguma vantagem neste modelo?

Sim. Basicamente tira dos usuários de Switch o peso de pagar um valor extra por algo que talvez não queiram usar, que neste caso seriam os jogos dados mensalmente. Esta estratégia seria ótima caso a empresa tivesse oferecido um serviço de assinatura para jogos de forma separada. Desta forma quem apenas quisesse o online e cloud saves pagaria por isso, e quem quisesse uma biblioteca rotativa de jogos virtuais pagaria separadamente ou exclusivamente.

No modelo atual, a empresa tentou fazer os dois num mesmo pacote, oferecendo um valor reduzido e que infelizmente não parece ser excelente em nenhum dos casos.

Mas a Nintendo tem algo a se preocupar?

Essa é a parte irônica de toda a discussão. Sejamos francos, ninguém vai deixar de pagar pelo serviço, simplesmente porque ninguém quer deixar de jogar online, sendo ele bom ou ruim. A Nintendo nos deu um pirulito e, enquanto saboreávamos, ela nos avisou lembrou que temos que pagar U$ 20. Um pirulito que talvez não vale isso tudo, mas que não queremos largar.

A Nintendo conseguiu o que queria: Depois de introduzir na cabeça de todo mundo um valor unitário sem muito contexto de sua qualidade/funcionalidade, mas que parece “barato” porque custa 1/3 do valor da concorrência, ela faz qualquer coisa (inclusive funções básicas que deveriam fazer parte do próprio sistema, como os Cloud Saves) parecer lucro. E realmente é mais barato que os demais, mas isso não significa que o valor cobrado corresponde a uma boa qualidade.

Concluindo

O conceito de caro ou barato é bem relativo. Um Renault Kwid e um Fiat Mobi são carros baratos, mas só temos esta idéia porque o restante do mercado custa o dobro ou o triplo de seus valores. No sentido prático, é difícil dizer se a qualidade deles justifica seu preço. Será que podemos falar o mesmo do serviço online do Switch? Talvez sim, talvez não, mas quem decide isso é realmente quem vai coçar os bolsos. O que você acha?

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60 Comentários
  1. wiiner Diz

    Uma coisa que me veio a cabeça agora foi; a Nintendo tentará fazer desse serviço algo continuo como as concorrentes ou daqui a uma ou duas gerações descontinuará como fez com o Nintendo Wi-Fi Connection? uma vez que o serviço se chamará Nintendo “Switch” Online.

    E outra pergunta para os amigos mais informados que eu, a Nintendo eShop continuará existindo dentro desse novo serviço ou será tudo totalmente novo?

  2. Zain Zahir Diz

    Sinceramente, não sei o motivo da surpresa.

    A decepção é clara, mas quem se diz entendido sobre Nintendo não deveria estar surpreso. Afinal estamos falando da empresa que quer inventar seus próprios passos e seguir suas próprias ideias, mesmo que isso possa resultar, no fim das contas, em fracasso comercial.

    Foi assim com a decisão de manter cartuchos no N64, foi assim com a decisão de dar um modem no gamecube e nunca usá-lo (nessa época, ficou claro que a Nintendo não se importava com online, enquanto ps2 e xbox falavam em online, a cada E3 dos anos de vida do gamecube a Nintendo só falava de uma coisa: conectividade entre gameboy advanced). A Nintendo nunca quis entrar no mundo online, ela queria criar o seu próprio online: conectividade. Acha que estou exagerando? O gamecube veio com a funcionalidade de poder jogar Mario Kart com até 4 consoles conectados para 16 jogadores locais. Seria muito mais simples, viável e prático um modo online mesmo que exclusivo para double dash, do que juntar 4 amigos, cada um com um console e 4 controles cada e convidar mais 12 amiguinhos e jogar Mario Kart local para 16 pessoas.

    Estamos falando da empresa que quando você diz “olha isso não funciona, isso não é assim”, ela simplesmente bate o pé e diz: “sei, mas vamos fazer do nosso jeito e ponto final”.

    Sabe o que foi o virtual console no Wii? Não é porque a Nintendo queria que seus videogames tivessem retrocompatibilidade porque o ps2 tinha com o ps1 e o ps3 tinha com o ps2 ou porque o x360 tinha com o xbox original. Não, não! Não foi por isso. A Nintendo não liga para retrocompatibilidade. É porque o gamecube foi um fracaso e a Nintendo olha para seus clássicos como o cogumelo vermelho de Mario Kart, aquele cogumelo que você só usa em 2 ocasiões:

    1- Quando você está atrás e precisa se recuperar;
    2- Quando você está numa linha reta e percebe que é o melhor momento para impulsionar.

    No Wii a Nintendo vinha de uma posição ruim com o gamecube, o Wii precisava vingar, então eles pensaram no cogumelo vermelho, seus jogos clássicos do passado.

    O WiiU tinha um virtual console recheado porque o WiiU foi um fracasso e a Nintendo precisava recuperar. Com o WiiU é evidente que a Nintendo achava que tudo que tinha o nome “wii” ia vender, os controles de wii são compatíveis com o wiiU não foi atoa. O 3DS após o INsucesso inicial, a Nintendo comprou os primeiros clientes doando jogos clássicos como compensação. Sabe por quê? Ora, porque é o que jogos clássicos são para Nintendo, o cogumelo vermelho do Mario Kart, todos querem pegar o cogumelo vermelho, acredita a Nintendo.

    A Nintendo não está interessada em virtual console, ela não está interessada em Online de verdade. Ela vai usar seus clássicos para impulsionar o seu serviço online para possivelmente evitar um fracasso. Se o Switch não tivesse batido o WiiU em um ano, é possível que hoje estaríamos falando de um virtual console. Mas como o Switch está sendo comparado com o Wii, eles não estão preocupados e vão usar seu cogumelo mais desejado para fazer o serviço online que eles não se importam, um meio para que ele não seja um fracasso.

    Não importa que você, vocês ou eu, ou nós, estejamos aqui em fóruns dizendo que o serviço que eles estão oferecendo nós não estamos gostando. A Nintendo não vai ouvir isso, eles dizem “nós estamos ouvindo nossos fãs”, mas na verdade não estão, eles estão ouvindo o bolso dos seus fãs. Se vocês ficarem aqui dizendo que não gostaram desse serviço, mas no fim das contas pegarem seus cartões de créditos e pagarem por esse serviço, então a Nintendo vai dizer: estamos ouvindo nossos fãs e eles adoraram o que criamos.

    Então, aprendam a se comunicar com a empresa que vocês gostam, não comprem esse serviço, se unam fãs da Nintendo, mostrem com seus bolsos que vocês não estão satisfeitos.

    1. José Mahon Diz

      Ótimas observações amigo, mas eu discordo com algumas partes. Não acredito que a Nintendo não ouça o mercado, muitas decisões tomadas com o Switch são um bom exemplo disso. Trava de região, jogos atrelados ao console, tecnologia de difícil desenvolvimento multiplataforma e tantas outras decisões que ficaram no passado devido às reclamações do mercado. Não se engane, pois se todos aceitassem a Nintendo do jeito que ela é sequer teríamos como jogar online hoje em dia!

      Está perfeito? Não, mas se nos calarmos e procurarmos desculpas para tais decisões, as coisas nunca vão mudar.

      1. Zain Zahir Diz

        Quando você diz “não acredito que a Nintendo não ouça o mercado”, eu penso que talvez não tenha entendido exatamente. Ela ouve, mas ela ouve do jeito dela, como o exemplo que dei sobre o bolso do jogador.

        Numa analogia, é como acontece quando, exemplo, no cinema é lançado um filme ruim (mas que todos estavam ansiosos por este filme, mas infelizmente é ruim). O resultado é que muitas pessoas acabam indo aos cinemas e a produtora então pensa: ahh deu certo, fez sucesso, muitas pessoas pagaram pra ver, então vamos fazer o 2. Ai quando o 2 sai é um fracasso, por que? Ora, porque a produtora não estava ouvindo o mercado como eu e você (usuário consumidor), ela estava ouvindo apenas o bolso. Ela entendeu que vendeu bem e que, portanto, as pessoas gostaram e isso justificou o 2. Ela não entendeu que foi ruim e que as pessoas só pagaram pra ver porque ninguém sabia que seria ruim.

        Enfim, só uma analogia.

        Todos os aspectos que citou como trava de região, desenvolvimento difícil, etc., não foram “retirados” porque ela está ouvindo as reclamações como nós entendemos, mas porque ela veio de um fracasso e precisa vingar em sua nova empreitada.

        Evidente que essa é forma como percebo as decisões da Nintendo ao longo de suas gerações, mas também compreendo o seu ponto de vista e é válido.

        1. José Mahon Diz

          “…não foram “retirados” porque ela está ouvindo as reclamações como nós entendemos, mas porque ela veio de um fracasso e precisa vingar em sua nova empreitada.”

          Mas isso não é justamente escutar o mercado? “Não vendeu bem, vamos descobrir porque”.

          Eu trabalho neste mercado e nunca vi empresas tomarem decisões de forma tão binária. Existe todo um processo projetual por trás disso que você não está levando em consideração.

        2. Zain Zahir Diz

          Cara na boa, você vê tudo “preto no branco”. Mas não é tão preto no branco assim, as coisas são mais acinzentadas.

          O que eu disse é simples:

          “””Não importa que (…) nós estejamos aqui (…) dizendo que o serviço que eles estão oferecendo nós não estamos gostando. A Nintendo não vai ouvir isso, eles dizem “nós estamos ouvindo nossos fãs”, mas na verdade não estão, eles estão ouvindo o bolso dos seus fãs. Se vocês ficarem aqui dizendo que NÃO GOSTARAM DESSE SERVIÇO, MAS no fim das contas pegarem seus cartões de créditos e PAGAREM POR ESSE SERVIÇO, então a NINTENDO VAI DIZER: ESTAMOS OUVINDO NOSSOS FÃS E ELES ESTÃO ADORANDO O QUE CRIAMOS.””

          -> Fãs: Não estamos gostando desse serviço.
          -> Prática: Pagamos o serviço.
          -> Nintendo (ouvindo o mercado): Nossos fãs adoram nosso serviço, estamos no caminho certo.

          Em resumo: eles estão ouvindo o resultado.

          Mais claro que isso não sei explicar, não distorça o que eu disse. E olha que eu tinha feito uma analogia bem clara sobre filmes, mas pelo visto não deu em nada.

          A Nintendo ouviu os fãs? Não, ela mudou de posição não é porque ela está ouvindo o mercado, é porque ela precisava se recuperar. Ouvir o mercado é: lá na época do gamecube ter entrado na Era online, ela entrou? Não, entrou depois com o Wii porque o gamecube fracassou, ela não entrou no online com o Wii porque ela “ouviu”, ela entrou pra garantir que o Wii não fosse o mesmo fracasso.

          Ouvir o mercado é: lá na época do N64 o mesmo rodasse em mídias CD ou similar, ela fez isso? Não, ela não ouviu o que o mercado queria, ela fez isso depois com o gamecube porque o N64 até então foi seu console de menor vendas.

          Você trabalha neste mercado, mas parece que não está vendo o óbvio. A Nintendo só se rende a tendência quando ela comprova o fracasso na geração anterior. É por isso que todo console dela, mesmo os que fazem sucesso, ela ainda mantém os mesmos erros e decisões particulares (não arbitrárias) de coisas que olhamos e dizemos: ainda é uma forma arcaica, ainda está atrasada nisso, ainda não aprendeu nesse aspecto ou naquele.

          A analogia do filme tava toda mastigada:

          Analogia do filme:

          “””(…) é como acontece quando (…) no cinema é lançado um filme ruim (… que todos estavam ansiosos por assistir…, mas infelizmente é um filme ruim). O resultado é que muitas pessoas acabam indo aos cinemas e a produtora então pensa: ahh deu certo, fez sucesso, muitas pessoas pagaram pra ver, então vamos fazer o 2. Ai quando o 2 sai é um fracasso, por que? Ora, porque a produtora não estava ouvindo o mercado como eu e você (usuário consumidor), ela estava ouvindo apenas o bolso. Ela entendeu que vendeu bem e que, portanto, as pessoas gostaram e isso justificou o 2. Ela não entendeu que foi ruim e que as pessoas só pagaram pra ver porque ninguém sabia que seria ruim.”””

          Nessa analogia, a produtora ouviu o mercado? Sim, a parte de que diz “vendemos bem” e entenderam que porque venderam bem fizeram certo. Essa é a Nintendo com o seu Wii.

          O segundo filme no entanto, não representou o sucesso esperado, por que? É porque nessa parte, ao mesmo tempo que ela ouviu, ela também não ouviu o que os consumidores estavam dizendo, o que os consumidores falaram do filme?

          Consumidores: O filme é uma merda.
          Na cabeça da produtora isso foi ignorado, afinal eles ganharam dinheiro e por isso fizeram o 2 do jeito deles, do jeito que eles achavam que é o que todos queriam ou que todos se surpreenderiam. Essa é a Nintendo com o seu WiiU.

          As mudanças do Switch não são arbitrárias como você sugeriu, elas são particulares. Mas também não são porque a Nintendo ouviu seus fãs sobre o WiiU, mas porque ela sabe que precisa apelar para recursos que ela orgulhosamente nunca ligou: um sistema de internet decente, apoio massivo de terceirizadas (mesmo que sejam indies), etc.

          Não interprete preto no branco, veja o que eu disse na analogia “a produtora ouviu ao mesmo tempo que não ouviu”, isto é, ouviu só a parte que importa pra ela “deu certo, vendemos, fizemos dinheiro, estamos no caminho certo”, mas a parte da crítica mesmo (que a parte do fãs): isto está ruim, isto pode melhorar, não gostei do que foi oferecido aqui ou ali… essa parte ela não está ouvindo não.

        3. José Mahon Diz

          Eu não entendo porque você diz que eu estou vendo a situação de forma muito preto e branca quando no meu último comentário eu critico justamente essa visão binária. O que eu estou defendendo é que existe justamente um processo projetual para tomar estas decisões (que de natureza certa ou errada não foi algo que eu discuti no meu comentário).

          Afinal, a Nintendo nunca foi essa empresa “acomodada” e que só toma decisões inovadoras depois do fracasso. Acho que você precisa buscar um pouco da história dela.

          A Nintendo foi a primeira empresa a introduzir um console que use disco como mídia, foi a primeira a disponibilizar distribuição de jogos online, a primeira câmera num aparelho portátil, moveu diversos recursos em P&D para estabilizar diretrizes em jogos 3D… Coisas que não eram o caminho óbvio, mas seu processo de design (que incluir ouvir seus parceiros e consumidores) a levou nessa direção.

          A empresa conduz seu processo de design e percebe que o mercado abraçará certos produtos. Minha crítica no texto não é a incapacidade da empresa de desenvolver inovação que não seja seguida de fracasso, mas sim de alcançar seus competidores em áreas que ela mesmo se propõe a atacar (como o Online).

        4. Zain Zahir Diz

          Nada do que você mencionou ai vem ao caso, até porque hoje em dia é de conhecimento bastante popular. Senti meio que foi um comentário escapista, já que não mencionou nada do que citei no último comentário.

          Afinal, do que estou falando desde o primeiro, segundo e terceiro comentário que fiz?

          Exemplos do que você falou nesse último e que não tem conexão alguma do que havia eu citado 3 comentários anteriores:

          – Eu não disse em momento algum que a Nintendo é acomodada ou só segue a tendência de suas concorrentes. Não sei por que comentou sobre isso como se fosse algo que estivesse em “jogo” na discussão.

          – Não falei nada sobre as proezas da Nintendo de ter introduzido primeiro ou segundo uma ou outra ideia pioneira ou não. Na verdade, em nenhum momento dos comentários anteriores estava colocando isso em cheque, até porque nada disso era o foco do que estava comentando.

          Então, quando você se pergunta “Não entendo porque você diz que estou vendo a situação de forma muito preto e branca”, realmente eu também não entenderia se após 3 comentários falando a mesma coisa a resposta fosse sobre coisas que nem foram citadas (e até agora estou tentando imaginar qual o motivo de falar dessas coisas que nem estavam em jogo aqui).

          Sinceramente, acho que esse seu último comentário foi muito “piloto-automático”. As razões que me fazem pensar isso (e fique tranquilo é só uma reflexão particular), é que são típicos comentários em discussões de foruns sobre qual empresa é melhor. Da mesma forma que fãs de xbox exaltam seus serviços como trunfo, fãs da Nintendo exaltam seus feios pioneiros, mas nesse caso, não entendi porque você fez isso desnecessariamente. Tenho certeza que não estávamos falando sobre feitos pioneiros ou acomodações ou não sobre Nintendo.

          Talvez tenha sentido que eu estaria desmerecendo a empresa? Ou a criticando de forma equivocada? Não sei, apenas deixo claro que não é nada disso. No mais ok.

          Agradeço ai seu tempo e a discussão.

          Ainda gostaria de acrescentar que não estava criticando seu texto (acaso tenha pensado algo relacionado a isso também), apenas fazia minha colocação sobre.

    2. Mestre_Construtor Diz

      Cara, que feio. Copiou o malstrom na cara dura nessa sua comparação com o cogumelo do Mario kart. Pelo menos dá os devidos créditos yay rofl

  3. MrTie Diz

    Achei o valor bem justo. É menos da metade da concorrência.

    1. José Mahon Diz

      É um terço do valor da concorrência, mas será que a Nintendo está oferecendo um terço da qualidade deles? É aí que a palavra “valor” entra.

  4. MolanTpk Diz

    Faltou mencionar outra coisa bem importante: 75 reais por ano pra jogar individualmente na sua conta. Agora, se você quer que sua esposa e seus filhotes também joguem online nas contas deles, você vai ter que desembolsar 135 reais pra isso ser possível. Fica literalmente mais caro que a PSN oferecendo muito menos.

    1. Ricardo Syozi Diz

      Exatamente.

    2. José Mahon Diz

      Algo que muitos (inclusive eu) não notaram. Parabéns pela percepção.

    3. José Mahon Diz

      Parece que (talvez) a situação não será tão ruim assim.

      https://switch-brasil.com/nintendo-detalha-plano-familia-do-nintendo-switch-online/

  5. warfox Diz

    Ainda bem que Nintendo não vai na onda de conquistas em jogos, porque isso acaba deixando eles como descartáveis. Eu tenho platinas de jogos que nunca mais vou volta a jogar, platinei já era passo ele pra frente.

    1. José Mahon Diz

      Neste caso, existem coisas que precisam ser debatidas.

      1. Se um jogador vê um jogo como descartável apenas porque “terminou 100%”, então não precisamos de conquistas para que isso aconteça.

      2. A Nintendo já usa sistema de conquista em alguns de seus jogos, como Smash Bros. por exemplo. O assunto discutido aqui é um sistema global, que possa ser compartilhado de forma online com outros jogadores.

      3. O conceito de conquista como uma forma de exibição de seus feitos não é algo novo. Nos jogos digitais é algo que esta presente desde os scoreboards dos Arcades e até mesmo naquelas fotografias que mandávamos para revistas de jogos na década de 90. Nos jogos esportivos é visto nas estátuas erguidas pelos gregos para os vencedores dos jogos olímpicos, e hoje em dia nas medalhas. Johan Huizinga afirma que um dos pilares do jogo como elemento de cultura é a competitividade (1932), as conquistas da Live/PSN/Steam é só a versão mais comunicativa deste conceito.

      1. MolanTpk Diz

        Falou tudo. Não entendo por que recusar uma featurings a mais para o Switch. Se é o console que mais amamos, queremos que ele seja o mais legal possível. Não é reclamação, é querer que ele seja o melhor de todos em tudo. Fanboys se acomodam e deixam a Nintendo acomodada também.

      2. Zain Zahir Diz

        Embora seja verdade o que disse sobre conquistas, creio que o que o colega acima falou é tão ou mais verdadeiro.

        (a) É evidente que ele não se referia de forma tão vaga, mas possivelmente de tornar a “conquista” o elemento da razão do motivo de jogar aquele game. Muitas vezes o jogo é desinteressante e a “conquista” é o único fator que faz você jogá-lo. Em outras palavras, o game tem um baixo replay e após obter suas “conquistas” ele tem um gosto amargo de descartável.

        (b) Então, quando você diz: “se um jogador vê um jogo como descartável porque o terminou 100%, então não precisamos de conquistas para que isso aconteça”, é notável que você interpretou o que o colega disse da maneira mais rasa possível. Certamente, você, o colega, eu e outros jogadores já tivemos experiências em jogos 100% que, após finalizá-los, o mesmo tinha o poder de nos fazer jogá-lo de novo e de novo.

        Assim, juntamos os dois: a + b… quando ele diz “ainda bem que a Nintendo não vai na onda de conquistas”, ele quer dizer que seus jogos apostam mais no fator replay (desejar jogá-lo varias vezes, mesmo após terminado 100% ou não), do que se apoiar num falso pilar de “conquistas” que uma vez colecionadas passam a sensação de descartável, pois não possui um forte replay.

        Evidente que isso não descarta outras possibilidades, só para citar algumas:
        . jogos bons, com forte replay e que também possuem conquistas
        . jogos ruins, com nenhum replay e que não possuem conquistas
        . jogos ruins, porém com bom replay (sim, eles existem) e não possuem conquistas
        . jogos bons, sem fator replay e sem conquistas (também existem desses)

        Só citei para que quem for ler esteja ciente que essas e outras possibilidades não foram ignoradas, mas apenas não faziam parte do entendimento da questão.

        1. José Mahon Diz

          Então, quando você comenta sobre a frase

          “se um jogador vê um jogo como descartável porque o terminou 100%, então não precisamos de conquistas para que isso aconteça”

          Acho que você esqueceu que tem um “porque” logo depois de “descartável”. Eu não disse que fazer um jogo 100% o torna descartável, eu apenas disse que se você o enxerga como descartável depois disso, então ter conquistas não fará diferença. Acho que você interpretou minha resposta de uma forma rasa, eu estava justamente discutindo sobre o fator replay que você tanto comentou.

          E a Nintendo vai sim na onda de conquistas. Globalizar as conquistas é apenas uma forma de descontextualizar ela dos jogos. Terminar Donkey Kong Country 2 com 102% foi uma conquistas estampada no ranking final, ao derrotar King K Roll. Hoje em dia você pode tirar uma screenshot de seus feitos nos jogos e compartilhar na internet.

          A única questão aqui é que a Nintendo não está facilitando essa prática que é tão comum desde que nos entendemos como sociedade cultural. Tornar isso algo visível no seu perfil é uma forma de engajamento social que muitas pessoas gostam. As que não gostam sempre tem a opção de desabilitar, igual ao “jogado por X horas” que o próprio Switch já emprega hoje.

        2. wiiner Diz

          “. jogos bons, sem fator replay e s̶e̶m̶ ̶c̶o̶n̶q̶u̶i̶s̶t̶a̶s̶(também existem desses)”

          Jogos da Sony, mas eu gosto de boa parte deles. yay yay yay

        3. warfox Diz

          É exatamente isso caro amigo. Os jogos da Nintendo tem um fator replay muito melhor do que jogos de outras empresas. Exemplo terminei Infamous Segund Son com platina em 100% joguei pelas conquistas e um numero a mais nas minhas conquistas, será impossível pra mim voltar a jogar esse jogo não tem mais nada pra fazer nele nem secretos apenas lembranças de uma historia vazia.

          Os jogos da Nintendo tem muita coisa que me fazem ter vontade de joga-los novamente com jogabilidade, enredo e sons marcantes.

          Obrigado por me ajudar a esclarecer o meu ponto de vista caro amigo.

  6. aikon Diz

    Muito bom o artigo!

    Concordo com praticamente tudo, mas faltou mencionar o Family Membership, que se você e mais 7 amigos fizerem um grupo compartilhado, sai por menos de $5.00. Que é o meu caso, ja me juntei com 7 amigos e vamos fazer dessa forma.

  7. SupaGatsu Diz

    Soh uma coisa… vc usou a palavra know-how… 8/10 dos filhotes que aqui entram nao sabem o q significa isso…

    De resto otimo texto parabens… quanto ao que vc expos sobre nintendo dar jogos…eles sempre foram mega conservadores em relacao a precos de jogos imagina em dar “gratis”…

    A Microsoft eh uma empresa 100% AMErican boy, a Sony eh JAPA mas com DNA american boy

    Ja a nintendo? 100% arigato sayonara… isso por si ja explica muita coisa

    1. Escroticeiloveyou Diz

      arigato giripó!!!

    2. Mestre_Construtor Diz

      Cara, o que tem a ver se a pessoa sabe ou não o significado de uma palavra / expressão? Se não sabe o que significa, o google tá na aba ao lado.
      Aproveita e aprende algo novo.

    3. José Mahon Diz

      Você tem razão quanto ao conservadorismo da Nintendo, mas esses jogos são tudo, menos “grátis”. Se eles fossem grátis eu não teria que pagar U$ 20 (ou 40, 60 e 80 se contarmos os anos seguintes, sem reajustes) para jogá-los.

      Sobre o know-how, não tinha ideia. Eu aprendi o significado da palavra nas aulas de geopolítica da quinta série (acho que é o “sexto ano” de hoje em dia).

  8. wiiner Diz

    Seria hipocrisia minha reclamar de conexão online em sí, uma vez que os únicos jogos que joguei online mais de uma vez foram Pokémon X e Omega Ruby no 3DS e atualmente Monster Hunter World no PS4 com um amigo, também não reclamaria de funções multimídia no Switch e muito menos sistemas de conquistas, para mim o mais importante nesses “serviços” são os jogos, assinei a Plus por conta do custo benefício dos jogos oferecidos como citado no texto do Mohon(se tivesse Xbox seria mais bem investido ainda) em exatamente um ano de Plus já tenho mais de vinte jogos que “ganhei” através do serviço, me agradaria muito se a Nintendo desse um jogo de NES, um de SNES, um de N64, um de NGC e quem sabe um de Wii ou Game Boy, GBA e DS, mesmo que isso custasse mais que os 20 U$ anunciados.

    Outra coisa que me preocupa é que desde que serviços online se popularizaram muitos jogos que antigamente tinham multiplayer local passaram ater apenas multiplayer online, espero que a Nintendo não parta para esse caminho.

  9. Arus Mazak Diz

    Eu vou pagar pelos jogos clássicos. 20 dólares por ano pra ter 20 jogos de nes INICIAIS, como novos sendo adicionados depois (e talvez novas plataformas), pra mim já vale. Se fosse comprar separado, teria de pagar muito mais. Então assino o serviço de jogos clássicos e o online vai ser de graça pra mim

    1. José Mahon Diz

      Na verdade comprar separado seria impossível, tendo em vista que a Nintendo não oferece eles no Switch.

      E U$ 20 (quase R$ 75) é um valor bem alto para jogos digitais de NES que nem sequer serão seus (e que no outro ano já vão ter custado U$ 40, U$ 60 e assim por diante). Isso não é um feeling meu, é o caminho do mercado. Jogos deste tipo custam U$ 1,00 ou U$ 2,00 em outros serviços online, e neste caso ele é tecnicamente seu.

      Eu enxergo isso da seguinte forma: O Virtual Console tinha um apelo grande, mas provavelmente o jogador comum não gastava rios de dinheiro nele. Dessa forma, a Nintendo preferiu atrelar o serviço a outros serviços mais desejados por essas pessoas (como multiplayer online) e assim oferecer uma “venda casada”, onde todos são induzidos a pagar por estes jogos, e todo ano ela recebe dinheiro por eles. Ao passo de três anos, teríamos gastado U$ 60 apenas nisso. É genia!

      É a mesma tática de empresas de telefonia que agregam serviços impopulares (como SMS e, pasme, ligações) a planos de internet, tudo por apenas um valor. Quer separado? Muitas vezes não há sequer a opção, e quando há ela custa mais caro que o combo.

  10. DongExpanded Diz

    A Nintendo tem uma biblioteca de jogos incríveis em TODOS os seus consoles (talvez tirando o Virtual Boy :P) mas insiste em ser medíocre com os serviços online e de distribuição de jogos para assinantes. Honestamente, vou ter que pagar o plano familiar pois minha família joga Splatoon, Mario Kart (e, futuramente, Smash Bros.), mas não estou nem um pouco feliz com o que vou receber. Que vacilo, Nintendo.

    1. José Mahon Diz

      Algo que costumo dizer é que eu apenas usava o online medíocre da Nintendo porque era grátis. Agora que tenho que pagar por um serviço que já sei que é ruim, não estou muito feliz…

  11. Mestre_Construtor Diz

    Caramba! Nunca pensei que um texto me representaria tanto. Concordo com 100% de tudo o que li.

  12. Ricardo Syozi Diz

    Excelente texto!
    Faltou falar sobre o absurdo que é não poder usar o online com contas diferentes no MESMO CONSOLE!
    Está de parabéns por ter coragem e dizer que o serviço parece medíocre na melhor das hipóteses.

    1. Fernando_L Diz

      Assina plano família por 35 dolares, divide com pelo menos um amigo e usa em mais de uma conta, vai sair por menos de 20 dólares, sem falar que vai puder jogar em consoles diferentes. Simples assim. Agora se n tivesse nem opção, aí seria uma reclamação plausível.

      Agora o valor 1,6 dólares mensais, valor irrisório pra se estar nesse mimimi todo. Tu gasta isso em 10 minutos em qualquer lanchonete.

      1. Ricardo Syozi Diz

        Prefiro não pagar.
        Poderia custar 0,50 que pelo que estão oferecendo continuaria não valendo.

  13. Ledig Diz

    Desde a epoca do Wii, quando comecei a notar as diferenças dos serviços online dele pro Xbox360 e PS3, comecei a criticar os serviços da Nintendo.

    Com toda a forma que anunciaram o WiiU, e os serviços online dele, achei que se igualaria ao Xbox360 e Ps3 finalmente, mas mal chegou perto.

    Agora com o Switch, tivemos o retrocesso de ter os friend-codes de volta, e nenhuma melhoria em relação ao serviço do WiiU.

    Felizmente, terá a assinatura familiar, ja juntei um grupo para dividirmos o valor e deixar bem baratinho a assinatura, pois pelo serviço da Nintendo, não vale estes 20$ de jeito nenhum. Mas o que esperar da mesma desenvolvedora que ainda vende New Super Mario Bros U de 2012 a 60$ cheios no eSho do WiiU até hoje? Que inicia e encerra serviços de forma inesperada (Swapnote, Miiverse, Miitomo, Nintendo Wi-fi Connection). Que tem uma dificuldade(?) enorme em implementar serviços basicos que só agregam ao console e ao jogador, como um sistema de chat decente, cloud saving, conquistas, compras atreladas a conta, etc?

    Não é só um “são decisões da Nintendo blablabla”, são certos padrões de mercado, não é só que a Microsoft ou Sony faz, hoje qualquer console, celular, computador, relógio, tablet, geladeira, micro-ondas, bolinha de gude, tudo mantem informações salvas e seguras em nuvem, sendo sincronizadas com sua conta registrada por e-mail, sem uso de friend-codes ou qualquer maluquice.

    Amigos meus enfrentam problemas de conexão constantes com o Splatoon 2, e considerando o histórico do desempenho online de Super Smash Bros, é no minimo esperado que a Nintendo mantenha o mesmo padrão ruim só que dessa vez cobrando da gente.

    Acho que a melhor palavra pra descrever o “anuncio” do serviço online é: Broxante.
    Ja cansei de NES NES NES NES que a Nintendo tanto enaltece, Super Mario Bros é bom, The Legend of Zelda é bom, mas 4 vezes em 4 consoles diferentes cansa, que tal oferecer jogos do próprio console para os clientes uma vez ou outra?

    Nem vou falar sobre o My Nintendo pra não passar vergonha.

  14. Shalnark Diz

    Concordo plenamente com o (excelente) texto. Para mim a única coisa boa do programa online da Nintendo até agora é o preço, mais nada.

    Não sei se vou assinar o serviço ainda. Se o online do Smash novo for bom (algo proximo aos outros jogos de luta da geraçã e bem melhor que o online dos ultimos Smash) e tiver um Mario Kart novo, sem duvida irei. Caso contrário não vejo muitos jogos do Switch que me façam precisar jogar online pra se divertir hoje, e os que precisam na sua maioria já tem em outras plataformas.

    O que mais me preocupa mesmo é a falta de backup de saves gratuito. Isso num sistema portátil, que é bem mais fácil de cair e danificar ou então ser roubado, é especialmente preocupante.

  15. Fernando_L Diz

    Comparações, sempre comparações. Esmola de jogos, a m$ acostumou esse povo a querer tudo de graça, que coisa chata. Toda hora é esse mimimi, ah pq tem nos outros, no meu tem que ter. A Nintendo é a diferente, se n gosta abandona ela é para de chorinho por causa de servicinho que nem é jogo.

    1. José Mahon Diz

      Isso se chama “competição”, a melhor coisa possível para nós, consumidores finais. Se uma empresa não tem concorrência, ou vive dentro de uma bolha, ela pode cobrar o que ela quiser. É necessário sim fazer comparações. Ao menos eu, como consumidor, não quero ser lesado.

      Outra coisa, a Nintendo não é uma pessoa para “abandonar”. Ela é uma marca de produtos eletrônicos do segmento de jogos digitais. Ela não é nenhum artista para fazer o que quiser, ela está aí para vender seu peixe. Eu, como consumidor, escolhi comprar a plataforma dela e se for para pagar por um serviço online, eu quero que seja algo de qualidade. Nada aqui está sendo de graça (ao menos o meu Switch e meus jogos não foram).

      Nintendo, ame-a ou deixe-a. A Nintendo é uma ditadura agora?

      1. Fernando_L Diz

        Bicho, a Nintendo é diferente dessas outras, n deu pra entender isso? Ela compete, mas desde o Wii que ela corre por fora e foca em jogos de qualidade, tirando a Sony que tem uns serviços até descentes e jogos ótimos, eu n troco a Nintendo com seu pensamento retrógrado, pela m$ que é cheia de servicinhos e vantagens pra quem assina live, mas quando vc vai ver, se n fosse as thirds, que merda seria o console… PS4 e switch, a gente até consegue se contentar só com os Firth, mas o Xbox, apesar de ser um ótimo console, cheio de recursos, a m$ é uma porcaria pra entregar jogos novos e exclusivos.

        Príncipe te quando se fala em Brasil, Xbox seria o console mais vantajoso pra nós por N motivos, porém pq a galera prefere ir pra Nintendo ou Sony? Jogos, pq eles que importam, então que compra um console por causa de serviços, deveria investir em.um Pc, pq tem muito mais recursos e possibilidades que qualquer console.

        1. Bruno CBemont Diz

          Fernando_L”*******”

          -As opiniões são livre e são respeitadas, mas é terminantemente proibido ofender outras pessoas. O comentário foi editado e esperamos que tal fato não se repita.

        2. MolanTpk Diz

          Ninguém está questionando a qualidade dos jogos da Nintendo, está sendo questionado a qualidade desse serviço que é PAGO. Não moro com meus pais, tenho que falar pra ter meu dinheiro e pagar as minhas contas. Então valorizo o meu dinheiro, não acho coerente rasgar ele assim.

          E outra coisa, se não fossem as reclamações dos “haters” (que compram os jogos e consoles da Nintendo), você não poderia trocar de eshop no Switch, console sem trava de região, baixar seus jogos comprados em outro console, ter a conta livre do console e facilidade de compartilhar imagem de jogos. Reclamar é essencial para a gente ter o melhor da Nintendo. Não podemos aceitar as coisas de cabeça baixa, ainda mais quando estamos pagando por isso.

    2. Shalnark Diz

      Quem não chora não mama. Se você não reclamar, as coisas nunca melhoram e a Nintendo continuará sendo motivo de chacota no online frente a concorrência (e merecidamente).

      Lembre-se que só temos hoje um console excelente como o Switch porque o mercado, os consumidores, rejeitaram o Wii U e mostraram pra Nintendo que ela precisa se esforçar mais se quiser conquistar o publico geral . O mesmo vale pro ótimo serviço que é a Live hoje, fruto puramente de feedback dos consumidores.

      1. Fernando_L Diz

        A questão n é deixar de reclamar, é ver que a Nintendo n é igual as outras. A Nintendo é uma empresa de jogos por natureza e a mais de um século permace assim, nada além de jogos, agora que está entrando nessa de parque de diversões. Mas é algo mais pra divulgar suas franquias. E por ser diferente ela n tem os mesmos luxos de puder dar seus jogos de mãos beijadas como essas outras empresas de tecnologia que começaram fazer jogos.

    3. Ricardo Syozi Diz

      Crianças…

    4. Ledig Diz

      “para de chorinho por causa de servicinho que nem é jogo.”

      Err, sei lá, pagar o serviço da Microsoft e ganhar 4 jogos bons todo mês, ou o gamepass e ter 100 jogos disponiveis para jogar… Eu diria que esses serviços agregam muito mais para alguem que gosta de vídeogames do que o serviço da Nintendo, não diria?

      Nem é uma reclamação de recursos multimidia, como o Switch não ter rede social, não ter navegador web, não ter reprodutor de musica ou vídeo, ou outros recursos que a cocnorrencia fornece “a mais” que a Nintendo. Estamos falando de JOGOS, que é, digamos assim, a FUNÇÃO DO CONSOLE. Então querer um serviço que permita que tenhamos acessos a mais jogos (seja gratis ou promoções decentes), e que permita que joguemos os mesmos em multiplayer online com servidores decentes, é no minimo válido, não é?

      Opa, quero dizer…

      Se não gosta para de reclamar, para de jogar então

      1. Fernando_L Diz

        Mas pense: se por um lado a Nintendo n dar presentinhos como mega empresas como a m$ que trabalha com outras coisas além de jogos, o dinheiro que ela ganha vendendo os jogos que ela n dar, ela usa pra fazer novos e ótimos jogos. Eu n troco a biblioteca que pago na Nintendo pelos que a m$ dá nem aqui e nem na China. É nisso que falo, a Nintendo é diferente, ela n pode se dar ao luxo de estar entregando suas fontes de renda de mãos beijadas pq seria bom pra nós. A Nintendo é uma empresa exclusivamente de jogos, um passo errado, um prejuízo, vai fazer faltar, é essa falta significa menos jogos, não puder se arriscar como sempre faz. Sinceramente, prefiro uma Nintendo muquirana existindo e trazendo muitos jogos Firth, que uma Nintendo madre Tereza que dá tudo de graça e amanhã n existirá mais.

        1. Ledig Diz

          Pena que a Nintendo não é rica como a EA pra ter um serviço de assinatura que da acesso a mais jogos

        2. MolanTpk Diz

          Poxa, coitadinha da Nintendo, ela só é a empresa mais valiosa do Japão. Dona de royalties de todos os brinquedos de Mario, Pokémon e Zelda (até um chaveirinho na pqp do mundo dá lucro pra nintendo).

  16. José Mahon Diz

    A idéia do texto era apresentar o estado da oferta da Nintendo, então não quis dizer se eu vou pagar ou não pelo serviço. Preferi dizer aqui.

    Então, não sei se vou assinar. Até gosto de jogar online, mas não sei se jogo o suficiente para justificar o valor pedido. Normalmente é só uma partida de Mario Kart aqui e outra de Doom alí, mas nada que eu faça mais que duas vezes ao mês. A única função que realmente me interessa é a segurança que os cloud saves podem me trazer, e eu acho revoltante precisar pagar por isso quando um simples pen drive conectado no USB poderia resolver meu problema.

    Os jogos oferecidos… Eu já tenho todos que me interessam no Famicom, e até os que não me interessam eu ganhei através do programa de embaixador do 3DS. A Nintendo já os distribuiu tanto que não considero algo que eu queira gastar (mais) dinheiro nos dias de hoje.

    1. Ricardo Syozi Diz

      Mandou bem de qualquer jeito. Parabéns!

    2. Fernando_L Diz

      1,6 dólar por mês… Grande investimento. A gente gasta mais com bebida pra acabar tudo na privada. Heheheheheh

      1. MolanTpk Diz

        Não sei você, mas o meu dinheiro não dá em árvore. Eu não gostaria de sacrificar minha bebida ou o meu lanche por uma coisa que não me dá vantagem nenhuma.

  17. Vinicius Celestino Diz

    “Não sei vocês lembram, mas a Nintendo prometeu a mesma coisa no Wii U, onde quem comprasse a versão deluxe (preta, com 32 GB) do sistema ganharia descontos especiais em jogos. Sabe quantas vezes isso aconteceu? Nenhuma”
    Até onde me lembro não eram descontos especiais e sim receber uma porcentagem paga do jogo da eShop de volta. Cheguei a pegar o DKC Tropical Freeze e as DLC do MK8 de graça! Se é a isso que se refere o texto, durou pelos 2 primeiros anos do console se não me engano. Quem não aproveitou é porque vacilou.

    1. José Mahon Diz

      Acabei de ver que a promoção terminou em Dezembro de 2014, quase na mesma época que peguei meu Wii U. Pois é, deve ser por isso que não notei. Obrigado pelo aviso!

    2. Fernando_L Diz

      Durante o primeiro ano e segundo do wiiu, a cada 50 dólares gastos pra quem tinha Wiiu preto, ganhava 5 dólares de volta, e ainda tinha o clube Nintendo, que te dava moedas que podiam ser trocadas por jogos, inclusive peguei meu w101 trocando por moedas e o wind wake HD TB. Acho que o criador do artigo ficou com amnesia pq fez um texto enorme só pra criticar, sem falar nem das coisas que podem ser boas no serviço, como virtual console online e plano família pra 8 pessoas, onde se vc acha caro 20 dólares por ano, 1,6 dólar por mês, vc chama alguns amigos e divide o valor absurdo da assinatura, ironicamente falando.

  18. Arus Mazak Diz

    “A Nintendo nos deu um pirulito e, enquanto saboreávamos, ela nos avisou que temos que pagar U$ 20”

    Foi avisado do pagamento muito antes de começarmos a saborear o pirulito
    o maior erro na Nintendo nesse sentido foi não ter cobrado desde o lançamento do Switch, agora as pessoas ficarão 18 meses jogando de graça pra pagar depois e achar que estão sendo enganadas mas que na verdade foram avisadas desde o anúncio do console

    1. José Mahon Diz

      Teria sido melhor colocar “lembrado” no lugar de avisar, erro meu.

    2. cvertigem Diz

      Teria sido melhor não cobrar pra jogar online…

      Eu tô de boas aqui no muliplayer do meu DOOM, aí de repente vou ter que começar a pagar pra jogar online?
      Poderia deixar de fora os jogos já lançados então…

      Tudo bem que é barato, mas de graça é mais barato…