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Um Switch Mini faz sentido?

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O Switch é um grande sucesso. Dados de maio deste ano apontam o console como tendo vendido 18 milhões de unidades e a Nintendo pretende vender mais 20 milhões durante este ano fiscal. Estes números estão de acordo com grandes sucesso da empresa como o Game Boy (Advance), (3)DS e o Wii. Justamente por isso há uma grande certeza de que, assim como estes sucessos citados, a empresa atualizará e expandirá a sua linha de hardware com novos modelos do Switch. A estratégia que ela seguirá, porém, permanece sendo debatida.

Desde antes de seu lançamento vem se falando sobre um possível modelo Mini do console. A idéia é ter um aparelho sem controles destacáveis (os famosos Joy-Con), com tela menor, sem (ou limitada) funcionalidade dock e preço reduzido, possivelmente custando U$ 199. À primeira vista, a idéia parece fazer sentido: Um aparelho mais barato que poderia, eventualmente, assumir o lugar do 3DS na estratégia de preço da companhia, além de apelar para um grupo de pessoas que não esteja interessada na funcionalidades relacionada à TV ou multiplayer tabletop.

Porém, do ponto de vista de marketing e negócios, este não é o melhor caminho. Abaixo estarei analisando estes pontos mais a fundo.

O que é o Switch?

É inegável que um dos grandes problemas com o Wii U desde seu lançamento fora justamente estabelecer a sua identidade e, especialmente, como transmitir esta identidade para seu público. A princípio muitas pessoas não sabiam diferenciar o Wii U do Wii, achando que o novo aparelho da Nintendo era apenas um acessório para o console original.

Este acessório era o Gamepad, a primeira coisa que diferenciava o Wii U do PS3/360, seus concorrentes na época. A segunda era ter sido lançado 7 anos depois. Sem o Gamepad atrelado ao marketing do console, o Wii U era apenas um console atrasado e ultrapassado, comprado apenas pelos fãs da Nintendo que queriam jogar os últimos jogos de suas franquias favoritas. Era difícil vender o Wii U para gamers por conta da suas falta de jogos multiplataformas e para as massas por conta da sua falta de inovação realmente útil.

O 3DS, lançado em 2011, é um ótimo exemplo disso. Quando lançado, a curiosidade com a tela 3D era grande. Com o tempo, essa curiosidade (assim como a da indústria de TVs) acabou e poucas pessoas continuaram usando. O 3D deixou de ser um fator de venda e passou a ser apenas um bonus, que inclusive assustava alguns pais que não queriam comprar o aparelho para seus filhos com medo que danificasse seus olhos. Foi com isso em mente que a Nintendo lançou o 2DS em 2013 e o New 2DS XL em 2017. Ela percebeu, desde de 2011, que o 3DS possuía outros fatores de venda. O marketing do console nunca foi comprometido e inclusive a empresa deixou de usar o 3D em propagandas e, pasme, até mesmo em jogos!

A proposta do Switch é a transição fluida entre modo portátil e televisivo, atingida pela flexibilidade que os Joy-Con trazem. A possibilidade de destacar os controles do aparelho, coloca-lo sobre a mesa e jogar uma partida de Street Fighter no intervalo do trabalho ou da aula é algo revolucionário. Jogar alguns minutos de Zelda no trem de volta para casa usando fones de ouvido e depois continuar na sua TV de 50” e home-theatre 5.1 nos dá uma liberdade que nosso estilo de vida atual praticamente requer que tenhamos.

É esta proposta única que fez a mim e tantos outros optar por comprar jogos como Street Fighter 30th Anniversary e Wolfenstein 2 no Switch, mesmo tendo um PS4/One ou PC. É esta proposta que me fez vender meu Breath of the Wild no Wii U e pegar no Switch. Eu posso continuar jogando em casa no conforto do meu sofá e na qualidade da minha TV, mas meu tempo de jogo praticamente triplica já que passo dez horas fora de casa todo dia. Inclusive esta liberdade é o centro de todo o marketing do console e é o que atrai a atenção das massas, o maior público que a Nintendo e seus concorrentes querem atingir.

Uma imagem da família 3DS sem o New 2DS XL.

Para quem seria o Switch Mini?

Agora me diga, para quem a Nintendo venderia um Switch Mini que não se interessa pelo modelo atual do console? O console custa U$ 299 e possui uma margem de lucro bem grande. Qual o sentido de oferecer um aparelho de U$199 com margem de lucro menor se não há público que compraria exclusivamente esta oferta? Para a Nintendo faria sentido apenas se ela obtivesse a mesma margem de lucro que o modelo maior, mas será que o investimento em P&D valeria este esforço?

Eu vou argumentar estas respostas por grupos.

Crianças: Sempre o mais comentado quando se fala de um modelo Mini do console. Discute-se que o valor reduzido chamaria a atenção dos pais dessas crianças. Aí eu te pergunto: Valor reduzido quando comparado ao que exatamente?

A Nintendo posiciona o Switch como um console de mesa que você pode levar para onde quiser. Levando em consideração que os pais já compram PS4 ou Xbox One para seus filhos, a diferença de preço para o Switch não seria grande. Na pior das hipóteses eles ainda podem levar em consideração que também estão comprando um portátil, o que torna o valor atrelado à oferta da Nintendo bem maior. É bom também lembrar que estes são os mesmos pais que compram iPad’s para seus filhos; Aparelho que custa, no mínimo, U$ 320.

Fãs da Nintendo: Estes compram qualquer coisa que a Nintendo colocar no mercado, sinceramente. Pouco menos de 14 milhões compraram o Wii U. Levando em consideração que a Nintendo pretende vender quase 40 milhões de consoles até metade do ano que vem, não acredito que até lá vá sobrar muitos fãs da empresa que não compraram seu Switch. Em especial quando estamos vendo a empresa trazer quase todas as suas franquias para a plataforma.

Público geral: Este é o público que mais se beneficia e se interessa pela liberdade que o Switch traz. Na verdade o console apenas chamou a atenção deste público por conta de suas funções inovadoras. Não consigo enxerga-los sequer comprando o modelo Mini em detrimento do modelo normal, quem dirá simplesmente deixando de comprar a oferta atual caso um modelo Mini nunca seja anunciado.

Um dos tantos conceitos do Switch Mini.

Monkey Business

Ambos estes motivos fazem sentido, mas nada fala mais alto que dinheiro, certo? Este é talvez o maior aliado do argumento contra um Switch Mini.

Você sabe porque a Nintendo se esforça tanto para posicionar o Switch como um console de mesa? A margem de lucro é bem maior. O modelo de negócios do 3DS foi vender seus jogos, considerados “mais simples”, por U$ 40, enquanto que jogos para consoles de mesa custam U$ 60, padrão do mercado.

A Nintendo sabia que depois do 3DS, que permitia jogos com escopo semelhante à sexta geração, um portátil teria que trazer um grande salto tecnológico e, junto dele, uma inflação no escopo e orçamento. Não seria difícil imaginar que jogos como Zelda Breath of the Wild e Xenoblade 2 estivessem alinhados com as expectativas deste aparelho, mas continuar vendendo estes jogos a U$ 40 seria um tiro no pé.

Porém, vender jogos de baixo orçamento como Kirby Star Allies, Mario Tennis Aces, Splatoon 2 e Mario + Rabbids a U$ 60 é uma mina de ouro para a empresa! Com isso ela pôde diminuir um pouco a previsão de vendas e, desta forma, desenvolver mais jogos simultaneamente e melhor abastecer o mercado. Isso, aliado ao fato de que suas divisões de jogos portáteis foram fundidas às de jogos para consoles de mesa, completa o sonho da Nintendo: Desenvolver mais e vender o resultado de todo o seu trabalho a preço cheio!

Simplesmente não está nos planos da Nintendo colocar um aparelho apenas portátil no mercado onde todos os seus system sellers custam o preço de um jogo de PS4 (e, em breve, de PS5). Seria muito difícil de justificar sua venda para o usuário final e mais ainda para os pais que estejam procurando um presente para seus filhos e já são acostumados com o valor de U$ 40. Afinal, o Switch é o único console no mercado onde um jogo como Octopath Traveler pode se dar o luxo de ser vendido por U$ 60 (e ser um sucesso!).

Mas qual é o caminho, então?

No fim, o maior atrativo da proposta do Switch Mini para nós, consumidores, é justamente o seu preço reduzido. Então porque precisamos estar atrelado ao redesign? Por que não lançar um modelo com maior armazenamento (talvez 128GB), melhor bateria e Wi-Fi mais potente pelos mesmos U$ 299 atuais e, com isso, diminuir o preço do modelo original para U$ 199. Uma estratégia como esta permitira que a empresa mantivesse um ciclo de atualizações anuais ao mesmo tempo que não precisaria reformular o projeto inteiro do produto. Sem considerar que seira bem mais fácil de posicionar o novo modelo no mercado.

O que eu explico neste artigo não é a verdade absoluta de nada e eu gostaria que você também dessem sua opinião. Porém, para satisfazer a minha curiosidade, gostaria que respondessem as seguintes perguntas enquanto isso:

Se você ainda não tem um Switch, teria interesse num modelo Mini?

Caso a resposta seja sim, responda o seguinte:

a. Você só compraria exclusivamente o modelo Mini? Se ele nunca fosse lançado, você compraria o modelo atual?

b. O que mais te atrai na proposta do mini, o preço ou o tamanho (considerando que ele teria o tamanho similar a um 3DS XL/PS Vita)?

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Yagami SamawiinerJosé MahonLelo GaldinoZain Zahir Autores de comentários recentes
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Yagami Sama
Amiibo
Yagami Sama

Eu ainda penso que é bem possível daqui um ano ou dois a Nintendo lançar um Switch que seja só “portátil”. Na verdade eu penso que seria uma boa ideia ela investir em uma experiencia “premium”, estilo o que a Sony e a Microsoft fizeram com o PS4 Pro e o X-Box One X . Há muitas opções disponíveis, um Switch “Handheld only” e um “Home console only”, não me soa mal, um seria mas barato que o outro e um poderia ter um hardware melhor sem ter de sacrificar performance,por causa da portabilidade.

Lelo Galdino
Redator

Eu acho que o que a Nintendo podia fazer para redução de preço ela já fez, ao menos no Japão, que é dar a escolha ao jogador de comprar o modelo sem a dock, cabendo ao jogador a decisão de comprá-la futuramente ou não.

wiiner
Amiibo
wiiner

Tentando olhar a situação do Switch pelo angulo de vista dos acionistas, me vem a pergunta, será (que para eles) existe a necessidade de tal redução de preço? Até o ano passado a procura pelo Switch era maior que a produção do próprio, então será que eles veem necessidade de cortar a margem de lucro no momento? :think: :think: :think:

Escroticeiloveyou
Visitante
Escroticeiloveyou

Infelizmente, não tenho lá muitas esperanças ou expectativas dum Swite Lite ou Troca PRO… Vou continuar torcendo de longe sem participar da festa.

Escroticeiloveyou
Visitante
Escroticeiloveyou

a. Você só compraria exclusivamente o modelo Mini? Se ele nunca fosse lançado, você compraria o modelo atual?
R: Atualmente não. A biblioteca é o que importa em qualquer console e em qualquer geração e, no momento, a biblioteca do Troca não me desperta interesse. Provavelmente não comprarei não, mesmo eu torcendo pela saúde da BigN. E detesto a hibridez fodendo a portabilidade e potencia do console. Uma versão PRO only caseira e uma only portátil de bolso me deixariam REALMENTE interessado.

b. O que mais te atrai na proposta do mini, o preço ou o tamanho (considerando que ele teria o tamanho similar a um 3DS XL/PS Vita)?
R: não seria um tablete horrível de levar por aí e possível de jogar no ônibus lotado todo santo dia indo pra trabalho, escola, casa.

Lastdragon
Amiibo
Lastdragon

Não creio num Switch Mini, pois ele é o que é e ponto! Não dá pra tirar sua função hibrida, mas dá para baratear a versão atual e lançar uma versão “Pro” num futuro com mais poder como os consoles concorrentes fizeram, com mais processamento, memória e espaço. Porém, a Nintendo adora atualizar seus consoles, sejam em versões mais compactas, seja em melhorias ou atendendo a nichos, como o Wii Mini, SNES Slim, DS Lite, GameBoy Micro, 2DS, Game Boy color.

Mestre
Amiibo
Mestre

Também não vejo muitos atrativos no Switch mini. Só compraria um outro modelo se ele tivesse um maior aproveitamento de tela (tirando aquelas bordas pretas) e/ou mais memória.
Acho que uma revisão na dock seria uma boa tbm. Eu gostaria de ter uma dock mais “portátil”.

Outro argumento contra um Switch sem controles destacáveis é que atualmente, o Switch é o único portátil com multiplayer local usando um único console. E a flexibilidade que o joycon te dá é ótima.

Nebel Spieluhr
Amiibo
Nebel Spieluhr

Eu sempre quis pegar um WiiU, esse ano como estava como PS3 e PS4 acabei trocando meu PS3 no WiiU e estou mto satisfeito.
Não vejo pq a Nintendo investir para complicar seu modelo de negócios que ficou bem simples e claro com Switch.
O console é super compacto, considerando o tamanho da tela, um modelo menor sem função híbrido poderia agradar um grupo de jogadores, mas duvido que esse número seja relevante para a Nintendo lançar o dispositivo, e duvido que esse mesmo grupo não acabaria comprando o modelo atual.

Zain Zahir
Amiibo
Zain Zahir

Acho engraçado falar do Switch começando com a pergunta “o que é o Switch?” e a primeira coisa que fala é sobre o WiiU.

Não vejo necessidade de ter que explicar Switch falando do WiiU, mas parece que editores e escritores de sites de games têm dificuldades de disassociar o Switch do WiiU e não conseguem definir o console sem mencionar o anterior. Incluindo, claro, as proesas do antecessor como resultados e consequência do sucessor como óbvias.

Um exercício legal para evitar isso é: tente explicar o Switch para alguém que não acompanha videogames e nem sabe que o WiiU existe.

Sobre o 3DS e a frase “Ela (a Nintendo) percebeu, desde 2011, que o 3DS possuía outros fatores de venda”, não é verdadeira. A Nintendo não percebeu isso em 2011, tanto que ela obrigava o uso do 3D e o corte de preço só aconteceu porque o console não estava vendendo como esperado.

Então, poderia ter cortado esses três parágrafos falando de WiiU e 3DS e ter iniciado logo com “O que é o Switch? É a proposta de transição fluída entre modo portátil e TV, etc.”. Mas parece que o fantasma do WiiU não deixa você fazer isso, né?

– Aí entramos no tópico “para quem seria o switch mini?”

Quando se reduz o valor de um aparelho cortando funcionalidades, o preço final desse aparelho é determinado em quanto se quer lucrar fazendo isso.

A pergunta que você deveria fazer não é “valor reduzido quando comparado ao que exatamente?”, a pergunta é, de onde você tirou que um suposto corte será de $200? O que foi cortado do Switch? Quais recursos? Quais os valores de custo desses recursos para poder vender o aparelho em nova versão a esse valor?

Considero que os maiores custos do Switch estão em seus joy-cons e a partir do momento que se tem um Switch sem joy-cons, não acho que o corte do aparelho cai para $200, mas sim para $150 (talvez $150 esteja exagerando, mas uns $180 são bem possíveis), pois segundo seu exemplo não haverá conexão com a TV e seu dock, logo não haverá dock também. Sem contar com a redução da tela e outas funções a mais. Considere que o Switch já é vendido sem dock e tem 30% do valor reduzido, e não ter joy-cons destacáveis num suposto Switch-Mini é dispensar grande parte da tecnologia do mesmo e acho que isso baratearia o console bem mais que $200.

Sobre fãs da Nintendo “compram qualquer coisa que a Nintendo colocar no mercado”.

Só se for fãs da Nintendo você. Eu sou fã da Nintendo e não compro qualquer coisa não. E olha que tive um Wii que foi um console cheio de acessórios de plástico que funcionavam em 1 ou 2 jogos e mais nenhum outro. No Wii tive só jogos e o console, nada de coleção de controles coloridos ou acessórios de plástico. E só tive um motion plus porque quando comprei o meu ele veio com o console em preço promocional (sim demorei a ter o aparelho, ainda tava curtindo o gamecube).

Então, os 14 milhões que compraram o WiiU não significa que são 14 milhões que compram qualquer coisa. Acho que se esquece que o WiiU em sua época não era qualquer coisa, ele era o novo console da Nintendo, o sucessor do maior console Nintendo até então (o Wii). Nem todo mundo é “adivinhador de mercado e sucessos futuros”, ninguém previu que o WiiU ia fracassar, ninguém previu que veríamos poucos jogos até da própria Nintendo: sem um Super Mario principal, com um Zelda perdendo a exclusividade e migrando para uma nova plataforma que outrora ninguém imaginava vir tão cedo. Então, não foi um exemplo bom de 14 milhões.

Há quem compre qualquer besteirinha? Sim. São muitos? São. Mas não cabe nesse exemplo forçado do WiiU. O WiiU não ERA qualquer coisa, ele era até então o novo console e ninguém tinha previsto seu fracasso, foi um péssimo exemplo. Antes tivesse falado dos plásticos do Wii.

Vale dizer que as previsões do WiiU só começaram quando o ps4 e o xone saíram e em pouco tempo já estavam a frente do WiiU. Só quando as empresas terceirizadas que no começo lançaram jogos que antes nunca sonharíamos em console Nintendo, simplesmente não tinham mais nada para anunciar para Nintendo. Só então quando isso ficou claro, e foi nos 2 primeiros anos do console foi que começou a aparecer as “mãe-diná” dizendo que já sabiam.

Inclusive, aqui mesmo no site, outrora, WiiU Brasil, noticiava notícias cheios de esperança no sucesso do console, que quando saísse jogo X, Y ou Z a coisa ia finalmente vingar. Ou seja, ninguém, mesmo quando se começou a ver que não tava andando bem, apostava que o console se sairia tão mal e pior que o GameCube.

– Tópico “Monkey Business”

Só um detalhe nessa frase “… mas nada fala mais alto que o dinheiro, certo? Este é talvez o maior aliado do argumento contra um Switch Mini”, acho que você se equivocou e quis dizer “a favor”.


Agora vamos falar de Switch…

Quero começar dizendo, que na altura que nos encontramos agora, o mini Switch ou mesmo qualquer outra versão do Switch me parece impossível, pelo menos até 2019 não veremos nenhum desses anúncios. Até porque esse ano a Nintendo já fez um “corte”, ao começar a vender o Switch sem a dock.

Depois, vale lembrar que o Switch é mais caro que xone S (um console significativamente superior em desempenho, além de o Switch ser mais caro, estar a vender mais). O que tá vendendo bem, não há razão real para um corte de preço no Switch e não apostaria nisso esse ano.

Existe a previsão que novos consoles sejam anunciados, oficialmente ou em 2019 ou 2020 (aposto mais em 2019, mas só os veremos em 2020, isto é, Sony ou MS ou ambas, começaram a falar mais abertamente em 2019 e só vão mostrar algo em 2020, e isso significa que a chegada no mercado se daria ou em 2021 ou 2022, isso é o que acredito, claro). Se assim for, o Switch deve apresentar um corte real no preço em 2020 (provavelmente em 2020, um ano após sair pokémon). Até lá a base do console deve estar por volta dos 60 ou quem sabe 80 milhões (sim, acredito nisso, boa parte desse boom deve começar com Smash esse ano e culminar no pokémon ano que vem).

Não aposto também em novo modelo de console (tô falando do Switch) até 2021, pois vai depender muito do mercado em como a Nintendo vai estar estabelecida até lá ou não. Acredito que o Switch vai vingar em 2019 de forma surpreendente e isso talvez prolongue qualquer mudança na estrutura ou preço do aparelho.

Acho que será como o Wii, só veremos alguma mudança em sua forma significativa no fim da vida do aparelho, talvez um ou dois anos antes do próximo console (que segundo a Nintendo, pode acontecer em 2024 pra cima, é esperar pra ver).

Também acho que entre 2018 e 2020 a Nintendo pode surpreender com um jogo 2D do Mario, quem sabe algo relacionado a World ou mesmo Mario Maker. Mas isso fica para outro momento.

Mestre
Amiibo
Mestre

Cara, uma das formas de se afirmar a identidade de alguma coisa/produto é negando o que ele não é. Não tem problema algum mencionar o Wii U.

Zain Zahir
Amiibo
Zain Zahir

Você se confunde grandemente. A pior forma de falar sobre o que uma coisa é começa justamente falando sobre o que ela não é.

Exemplo (simples para fins de entendimento):
O que é o Sol?
O Sol não é a Lua.

Dá pra notar que tal afirmação, no exemplo acima, apontando e negando uma coisa que ela não é , não fala nada sobre o que o Sol realmente é.

Agora experimenta fazer isso com algo que é desconhecido pra ver se alguém vai entender.

Já quando se tenta explicar algo falando ou comparando sobre outro similar (mas não negando ou dizendo que não é), fica mais fácil, exemplo:
O que é o Sol?
O Sol é uma esfera, como a Lua (que também é uma esfera), mas é de fogo.

Veja que nesse exemplo fica mais fácil entender o que é o Sol (presumindo que alguém na Terra não saiba o que é o Sol, qual dos dois exemplos acha que ele vai ter uma noção melhor sobre oque é o Sol?). Fica mais fácil, pois além de afirmar que é de fogo, a comparação não é negativa, mas sim de algo semelhante que ambos possuem.

E não, isso não acontece no texto acima, já que ele tá falando do fracasso de um que o outro não teve. Isto é, Switch e WiiU não compartilham o “fracasso” como algo similar. E esse foi o meu ponto quando falei sobre isso.

Depois o próprio autor do texto se justificou em resposta dizendo que o título do tópico “o que é o Switch?” foi infeliz. Na resposta ele diz “a ideia nunca foi explicar o que é o console”, então na verdade o erro foi ter escolhido o título do tópico, já que o tema era marketing e a identidade na hora de o fazê-lo (isto é, ele estava falando que a mensagem que o WiiU passou foi equivocada… o título mais apropriado seria algo relacionado a marketing ou mensagem). E é por isso que na resposta que dei a ele eu nem menciono mais esse tópico.

Uma observação, e pra mim outra falha do autor, é que ele afirma que ambos os consoles tiveram problemas de identidade, coisa que discordo totalmente. O WiiU, pelo público em geral, teve esse problema (confundido com um acessório do Wii), mas o Switch não teve problema de identidade, ele tão logo foi anunciado oficialmente e tão logo foi aceito e entendido seu conceito.

Lelo Galdino
Redator

O seu exemplo Zain é muito simples e nesse exemplo, de fato, dizer que o sol não é a lua realmente não agrega informação nenhuma. Mas se formos para a ciência, um exemplo do uso dessa técnica de se afirmar o que não é, para depois afirmar o que é, é usada extensivamente por Durkheim para afastar todas as prenoções que existem em torno do objeto de estudo, justificando os porquês dessas noções não definirem aquele objeto de estudo.

E funciona viu, os textos do Durkheim são bastante claros.

Zain Zahir
Amiibo
Zain Zahir

Sim funciona, e o texto acima é um texto científico? Acho que não, né?

Eu lembro de você, você é o cara que quando eu fui dizer que se faz abreviações de uma expressão, na primeira vez se escreve a expressão por inteiro e então coloca a palavra abreviada, indicando que a partir dali ela seria abreviada. Exemplo: Nintendo Switch (NS).

Falei de boa e apenas para seu texto ficar mais organizado. E você me respondeu dizendo que era óbvio e por isso não usou, que o seu texto não era nenhum artigo científico que necessitava das regras da ABNT, etc.

Achei desnecessário sua resposta na época, mas fiquei de boa. Embora, talvez não saiba, essa “regra” de abreviação, não é uma regra da ABNT para textos científicos, é uma regra básica para todo e qualquer texto.

Na ciência se faz isso para descartar possíveis confusões com similaridades, e sim concordo com você, mas só funciona na ciência porque num texto científico ele será escrito com rigor científico e isso inclui a preocupação com palavras dúbias e o detalhismo da descrição do objeto. Em textualizações convencionais, que não o científico, sabemos que esse rigor passa longe e o sentido dúbio passa a ser fator forte para gerar confusões do que está sendo explicado. (só para não alegar confusão de entendimento, neste parágrafo já estou falando sobre a questão da explicação usada na ciência e não mais sobre ser ou não ser ABNT)

Seu colega/amigo acima, a pouco deu uma de escapista nato, que afirmou uma coisa e depois disse que não afirmou (não é a primeira vez que ele faz isso, eu já tentei argumentar com ele em outros textos dele), e ainda teve o cinismo de dizer pra mim “leia (qualquer texto) com mais atenção”.

Você como colega/amigo de trabalho dele, diga-me se ele disse ou não o que eu disse que ele disse? (Responde se ele disse mesmo ou não isso, quero ver essa confirmação, porque parece que ele não é capaz de ler o que ele mesmo escreve).

Fica muito difícil discutir qualquer coisa num ambiente onde a pessoa não aceita de jeito algum o que errou ou deixou de errar. Imagina negando o que ele próprio diz.

Zain Zahir
Amiibo
Zain Zahir

Você nunca afirmou que o Switch teve problema de identidade?

Então RELEIA você o que você mesmo escreveu, vou copiar e colar e me diz agora que tu nunca afirmou isso:

VOCÊ disse:

“”A idéia era discutir sobre as possíveis barreiras em realizar o marketing de um produto com problemas de IDENTIDADE, e o melhor exemplo para isso era começar falando de um que teve O MESMO problema: O Wii U.”””

Diz agora que tu nunca falou isso?
Quem é esse que tu se refere como “o mesmo problema”, vai dizer que não tava falando do Switch?

É um escapista heim, fica difícil discutir com alguém que nega o que fala. Ou tu não presta atenção ao que tu mesmo escreve ou isso é cinismo.

Mestre
Amiibo
Mestre

Cara, esse título “O que é o Switch?” está remetendo a questão que todos fizeram na época do WiiU. Não é uma pergunta pra ser respondida. Tendo um pouco de mente aberta para interpretar o texto, você chega a essa conclusão. O Switch não teve os problemas de marketing do WiiU e talvez, um novo produto pode mais atrapalhar do que ajudar.
E outra. aqui é um site sobre Nintendo. Todo mundo aqui sabe o que é o Wii U. Pra quê apagar o passado?

Zain Zahir
Amiibo
Zain Zahir

Você fala em interpretar o texto e fico pensando, que texto é esse que você fala que interpretou.

Me diga, como você interpreta o que o autor do texto disse a seguinte frase:

“”A idéia era discutir sobre as possíveis barreiras em realizar o marketing de um produto com problemas de IDENTIDADE, e o melhor exemplo para isso era começar falando de um que teve O MESMO problema: O Wii U.”””

Essas palavras são do próprio autor do texto sobre o próprio texto dele e que ele negou em sua última resposta pra mim, ele disse que nunca afirmou que o Switch tinha problemas de identidade, mas na resposta dele, como vê acima, me diga como você interpreta isso?

Esse “que teve O MESMO problema”? É o Switch que ele tá se referindo? O “problema” que ele cita ai nessa frase é qual problema?

Você consegue me responder isso? É que parece você é bom em interpretar texto e o autor parece não saber interpretar o próprio texto ou talvez não saiba que ele mesmo escreveu e afirmou tal coisa, pois ele negou deliberadamente isso. Ele disse pra mim, depois de mandar essa resposta e eu responder a você, ele disse:

“nunca afirmei que o Switch teve problema de identidade”

Nessa frase “… um produto com problemas de identidade”, esse produto é ou não é o Switch? Ou eu me enganei e ele tava falando do 3DS? ou ele tava comparando o Wii U com o Wii U e o entendimento da frase é:

“… um produto com problema de IDENTIDADE (o wii U), e o melhor exemplo … era começar falando de um que teve O MESMO problema (de identidade): o wii U” (isso faz sentido pra você?)

porque eu interpretei assim:

“… um produto com problema de IDENTIDADE (o switch), e o melhor exemplo… era começar falando de um que teve O MESMO problema (de identidade): o wii U”

Repito a pergunta: o autor afirmou ou não afirmou que o Switch teve problema de identidade?

Mas sim, eu concordo com você quando diz que o Switch não teve problema de marketing e nem de identidade. Foi o que afirmei no meu primeiro comentário e é o que estou afirmando até esse momento. Já o autor, bom, ele negou a própria afirmação dele. Ele pode ter se confundido quando me deu essa resposta? Sim, pode, só falta ele admitir isso.

Então, meu caro colega, o problema aqui não é falta de interpretação, não, o problema aqui é o escapismo do autor do texto que nega o que ele mesmo afirma.

Mestre
Amiibo
Mestre

puta cara chato.

Zain Zahir
Amiibo
Zain Zahir

Uau, fiquei impressionado com sua capacidade interpretativa e sua pré-disposição para o dialogo. Obrigado pelo seu tempo.

Thistom
Amiibo

Muito bom o Artigo.

Shalnark
Amiibo
Shalnark

Ótimo artigo, embora tentar entender a cabeça da Nintendo seja uma das coisas mais dificeis que existem. Você pode dar mil motivos do porquê tal coisa faria mais sentido, mas isso não quer dizer que a Nintendo não fará o contrário.

Agora um fator importante que acho que valeria ser considerado é a portabilidade. Muitos falam que um Switch mini seria bem vindo porque seria menor, e logo mais fácil de transportar por aí (como o 3DS era, em especial antes do XL). Claro que pra quem anda com mochilas grandes o dia todo não faz diferença, mas isso não se aplica a todo mundo.

Quanto a pergunta final, se o preço fosse bem menor, eu compraria um Switch que fosse só de mesa. Um só portátil não me interessa.

wiiner
Amiibo
wiiner

Acho que um Switch Mini faria sim sentido, tem muita gente que gostaria que o modelo atual fosse (ainda mais) protrátil, a redução de valor do console seria um bônus para essas pessoas, para a Nintendo e as thirdies os jogos continuariam sendo lançados à 60$.

Mas eu prefiro o modelo atual(hibrido), no ponto de vista dos consumidores teríamos opções que se alinham melhor aos seus gostos pessoais.

ctemplarios
Amiibo
ctemplarios

Tem que fazer uma linha Premium para poder receber ports de franquias importantes.

Shalnark
Amiibo
Shalnark

O problema maior de uma linha Premium (isto é, um Switch Pro ou X da vida) fora o custo que seria bem alto é a bateria. Mesmo aumentando ela (e assim provavelmente perdendo o ótimo design atual do Switch), os jogos iriam durar muito pouco no modo portátil, o que meio que mata a proposta do console.

Agora uma maneira de fazer o boost dos jogos no modo dock ser maior (muuuuito maior) que o atual seria mesmo ótimo. Mas um Switch Premium com jogos exclusivos pra ele iria sim causar muita publicidade negativa pra Nintendo. A Sony e MS só conseguiram se safar porque o PS4 e One normais rodam tudo sem maiores problemas, se tivesse jogos exclusivos pro X e Pro estavam ferrados.

ctemplarios
Amiibo
ctemplarios

Você acredita que a vida do Switch será de quantos anos? Fico a me perguntar se não acabaremos com um console de jogos indie e de grandes jogos Nintendo assim como foi o WIIU. Os jogos estão a cada dia exigindo mais, mesmo sem entregarem perfeição, até quando conseguiremos jogos como Wolfenstein?

IncrivelSer
Amiibo
IncrivelSer

A. Sim, só compraria o modelo mini. Gosto de portáteis e estou cagando pro dock. Só compraria o modelo atual se o preço caísse muito.

B.Os 2.